Mostrando postagens com marcador autores nacionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autores nacionais. Mostrar todas as postagens

Dia Nacional do Livro Infantil

em 15 de abril de 2021

ilustras adaptadas do freepick

No dia 18 de abril, comemoramos o dia nacional do livro infantil. Essa data foi escolhida por ser o aniversário de Monteiro Lobato, criador do Sítio do Picapau amarelo, uma das obras infantis brasileiras mais conhecidas e aclamadas. Maaaaaaas nesse post, não vou falar do Monteiro nem do Sítio. Verdade seja dita, temos muito material bacana e mais atual para crianças, e por isso, resolvi trazer alguns títulos para celebrarmos essa data! Simbora?




Escolha o seu dragão, da Rosana Rios já apareceu como dica de leitura aqui do blog,  e sempre que me pedem uma indicação de livro infantil ele é o primeiro que surge na cabeça. narra as aventuras de três primos com idades entre 8 e 10 anos descobrindo sobre as lendas e mundos dos dragões. São apresentadas três lendas: o dragão de São Jorge, o dragão chinês e a história da grande cobra d’água que vive nos rios do Brasil e por tanto, seria o nosso tipo de dragão nacional. 

As ilustrações feitas com xilogravura são um show a parte! Fazendo uma pesquisinha básica para esse post, descobri que o livro Escolha o seu dragão foi selecionado para o catálogo da Fundação  Nacional  de  Livro  Infantil e para representar o Brasil na Feira de Bologna, na Itália, em 2012. Chique, né?


Os quatro dragões de Lúcia Lemos conta a história de Quatro Dragões que se unem para ajudar uma
população esquecida por seus deuses e passando por uma terrível seca. Adaptado de uma antiga lenda chinesa, o livro integrou aquarela e pintura digital. Foi publicado em
 2019, pela editora PenDragon sob o selo infantil, o "Dragõeszinhos". O livro tem 48 páginas coloridas e é a coisa mais mimosa que já vi! Inclusive, comprei esse livro ainda na pré venda, para presentear a minha sobrinha Sophia. Ela amou e eu, mais ainda!

lindo de viver, né?


Artur e os medos, de Felipe Campos, um livro de tirinhas cujo protagonista é o garotinho Artur,  que tem a capacidade de falar com os seus medos, que aparecem na forma de  monstros. A tira fala sobre como lidamos com nossos monstros interiores, frustrações, tristeza, raiva e outros sentimentos que nos colocam para baixo, mas com muito humor e uma pequena dose de drama. E tem dois volumes!


Tirinha do segundo volume ;)

O interruptor debaixo da escada de Janaina Tokitaka Miya tem 10 anos e acabou de se mudar para uma casa antiga em algum bairro de SP. Ela é bagunceira e não entende metade da mania de arrumação e limpeza de seus pais. Explorando seus novos domínios, Miya descobre que os antigos moradores da casa deixaram muitas coisas para trás, como se tivessem ido embora muito rápido. E um mistério fantástico começa a se abrir diante dos olhos da garota, envolvendo a casa, um video game velho e um interruptor debaixo da escada.

A princípio, pensei que fosse alguma adaptação gringa, mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que “O interruptor em baixo da escada” é uma produção nacional super charmosa e instigante. Definitivamente, eu não tenho maturidade para ver um livro charmoso assim, cheio de ilustrações e com uma história bacana, e não me agarrar nele com unhas braços , dedos e dentes!


Indicação bônus: Sei que estamos falando do Dia Nacional do livro infantil, mas não resisti incluir nessa lista, os volumes 1 e 2 dos livros ilustrados de os "Pequenos Perpétuos" escritos e ilustrados por Jill Thompson. Coisa mais fofa! Para saber sobre esses livros-quadrinhos basta clicar aqui!



Todos os livros indicados nesse post eu li depois de adulta e a maior parte deles tem alguma resenha ou dica de leitura aqui no blog. Eu comecei a ler aos cinco anos de idade e apesar de ter me mantido no mundo dos livros desde então, não consigo lembrar de alguma obra que tenha marcado a minha infância. Eu cresci lendo de tudo e nunca deixei os livros infantis de lado. Em parte porque eu simplesmente adoro livros assim e em parte porque acredito que a gente nunca está velho demais para se divertir com uma boa leitura, mesma que ela seja para crianças.

E você, tem algum livro que marcou sua a infância? Comenta aqui que vou adorar saber!


Anjo na Gaiola

em 31 de agosto de 2020

 


Autor: Walter Tierno

Editora: Sisko

Gênero: Drama, adolescente

Páginas: 176


"Morar num mundo vazio não é gratuito."

Uma garota que está prestes a fazer quinze anos, encontra um anjo no seu quintal. Ele é pequeno e se diz seu anjo da guarda, que caiu de uma nuvem enquanto a observava e agora não pode mais voltar para casa.

A Menina leva o anjo para o seu quarto e o guarda numa gaiola que ela ganhou da avó. O Anjo não fala muito, mas quando fala, traz uma notícia que abala a garota: o mundo está prestes a acabar e ela pode evitar que isso aconteça, contanto que mate o próprio pai, antes que ele aperte o botão do apocalipse.


Impedir o fim do mundo já é uma tarefa inimaginável de tão difícil. Imagine então ter que escolher entre salvar o mundo e matar seu pai, ou deixar seu pai viver, mas deixar que o mundo acabe. Dá um nó na cabeça de pensar, né? Agora pensa em tudo isso de novo com a cabeça que você tinha aos quinze anos.


A narrativa de Anjo na Gaiola começa de maneira simples, quase pacata. Vai apresentando a protagonista e o seu mundo, sua rotina, seus medos e inseguranças. Sua solidão. E quando percebemos, estamos tão envolvidos com o drama da Menina, que suas dores se tornam nossas através de capítulos curtos e precisos.


O Anjo é uma coisinha irritante e fala sem papas na língua. Ele contradiz totalmente a ideia de anjo que a gente costuma ter. Em vez de ser alto e cheio de boas mensagens usando uma túnica branca e segurando uma harpa, é, na verdade, um serzinho minúsculo e portador de más notícias. Ah, ele também é impaciente e ranzinza.


Anjo na gaiola é uma história com poucos personagens. Cada um deles, consistente. E todos orbitam ao redor da protagonista, que aliás, não tem nome. Quero dizer, ela tem, só que ninguém chama seu nome, ela mesma não diz e a gente passa toda a leitura a chamando de Menina. Assim, com M maiúsculo mesmo.


Coisas que me encantaram: a protagonista não ter nome; os diálogos serem construídos como nos roteiros de teatro. Os relatos dos personagens em primeira pessoa. E por fim, mas não menos importante, a história, que se divide em dois momentos bem distintos e o que posso dizer é que, quanto mais o leitor se identificar com a protagonista, mais catártica será a leitura.


Eu comecei e parei a leitura de Anjo na gaiola várias vezes antes de engrenar. Não porque o livro parecesse chato. Pelo contrário. Eu sentia que tinha ali, entre aquelas páginas, algo que ia me tirar do chão, que ia me levar pra longe e que ia me deixar fora de órbita. Eu nem sabia porquê, mas sabia que seria assim. E foi mesmo.


Fazia tempo que um livro não me fazia chorar e me sinto muito grata por isso. Por encontrar sentimentos nas palavras, ecos reais nos personagens, por me identificar de tantas maneiras.


Anjo na gaiola é um livro emocionante. Uma história profunda, cheia de nuances que permeiam a realidade e nos fazem lembrar o quanto somos frágeis e de como nos esquecemos disso. Uma história que nos convida a viajar pela mente de uma garota solitária que assiste seu mundo ruir para então reconstruir a si mesma. E posso dizer que é lindo vê-la desabrochar.


Vou ficando por aqui e…

Até a próxima folks!


A Caçadora - Sorriso de Vampiro

em 7 de julho de 2020

Autor: Vivianne Fair
Gênero: Fantasia / Infanto juvenil
Páginas: 196
Série: A Caçadora , vol. 1
Editora: Draco


Em A caçadora - Sorriso de Vampiro, temos a protagonista Jessica Cross, que aos vinte nove anos, descobre que seus pais são caçadores de vampiros e que chegou a vez dela de levar o legado da família adiante.

E daí que, em vinte e nove anos a Jessica nunca suspeitou das viagens inesperadas de seus pais? E daí que as profissões deles não justificavam essas viagens (a mãe era professora e o pai, dentista. Técnicamente.)?  Ela nunca tinha parado para pensar nisso...

Então, um dia, ao voltar do trabalho (chatíssimo de secretária de contador. Paralavras da protagonista), Jessica é surpreendida por seus pais, com a história absurda de que ela foi recrutada por um tal de Conselho, para trabalhar como caça-vampiros. E que eles próprios (os pais da Jessica) eram caça-vampiros de elite.

Passado o susto, e depois de ter visto o tamanho do pagamento que receberia ao dar cabo de seu primeiro vampiro (partindo do pressuposto que os pais dela não eram loucos e não tinham tirado aquele cheque do nada, nem inventado o Conselho, etc, etc), Jessica parte em sua primeira missão: se disfarçar de universitária para caçar um vampiro chamado Eric, que está fazendo vítimas na Universidade da Pensilvânia.

Ao chegar lá, Jessica não encontra nenhum Eric. Ela encontra com Zack, um vampigato no auge dos seus oitocentos aninhos. Acontece que... Jess tem uma quedinha por caras bonitos. E sim, é claro que ela se apaixona pelo vapirão, que, tecnicamente, ela devia, a-ham (cof-cof) matar. E é bem aqui o início das aventuras caóticas e mais engraçadas de qualquer caçadora de todos os tempos!

Ler os livros da série A Caçadora é um ótimo passa tempo e rende sempre ótimas risadas, seja pelas situações inusitadas, pelas enrascadas  absurdas ou decisões nada inteligentes dos personagens. Aliás, personagens carismáticos é algo que tem de sobra nessa série! Começando pela própria Jess que fala mais que a boca, é doidinha e dona de um bom coração.  Os seus amigos "otakus" são hilários e sempre acabam salvando o dia (igualzinho as Powerpuff girls) e Zack o vampigato com sua aura rebelde e misteriosa cai como uma luva na história toda.

A série é recheada de referências pops e é incrivel reconhecê-las ao longo da leitura. E... Bom, essa é a resenha do livro 1, mas já temos as resenhas dos volumes 2 e 3 também. Acontece que eu comecei a ler essa série pelo segundo livro, depois fui para o terceiro e só então li o primeiro. Uma bagunça, né? Né.

E essa salada toda serviu para ver que é possível entender tudo o que está rolando sem precisar ler os outros livros para nos situar (mas assim como eu, você vai acabar querendo ler todos, pode acreditar!). E esse mérito é todo da escritora, que consegue situar o leitor sem tornar as infirmações repetitivas, mesmo para quem está lendo a série na ordem cronológica certinha.

É com uma saudadezinha boa que me despeço de A Caçadora e sua turma, que me fizeram conhecer outros livros da Vivianne e me apaixonar, como O Legado do Dragão, Quem precisa de Heróis e Rainha Sombria, já resenhados por aqui (ou quase isso).

Vou ficando por aqui e...
Até a próxima!




Para onde vão os suicidas?

em 12 de maio de 2020


Autor: Felipe Saraiça
Editora: PenDragon
Gênero: Young Adult/ Fantasia
Páginas: 192 páginas

Já fazia um bom tempo que eu namorava esse título. Então, na bienal do Rio ano passado, consegui trazê-lo comigo. Lá mesmo, ainda no estande, ao abrir a primeira página, eu sabia que Para onde vão os suicidas? não seria apenas mais um livro, ele ia me levar para um lugar que só os livros especiais são capazes de nos levar: para um lugar bem fundo, aqui, dentro de mim.

Em “Para onde vão os suicidas?” temos uma capa linda e misteriosa que nos convida a conhecer o coração de Angelina, uma garota que, antes de se despedir de vez da vida, precisa cumprir uma missão: salvar outros suicidas de si mesmos.

O livro começa nos apresentando a protagonista e de imediato percebemos uma narrativa intimista, delicada e profunda. Conhecemos os seus motivos para cometer suicídio, sua dor silenciosa e a consciência de que somente por fim à própria vida lhe traria paz.

Ao entrar em coma, a alma de Angelina encontra com Ixtab, a Deusa dos Suicidas. Ela recebe um papel com os nomes das pessoas que precisa salvar. Como ela se encontrava num estado imaterial, apenas os suicidas conseguiriam vê-la.


E cada pessoa que surge na história é um novo mergulho, um novo coração, uma nova dor. A proposta não é julgar, mas se identificar para poder compreender cada um deles. Todos carregamos dores que não demonstramos. Cada um nós levamos cicatrizes no coração, algumas mais fáceis de se deixar para trás e outras nem tanto.

Sabe aquele livro que planta uma sementinha na gente?

Para onde vão os suicidas? planta a sementinha da empatia, do olhar de cuidado ao próximo e do respeito ao outro onde quer que a gente vá. E isso vai de encontro ao que sempre acreditei na magia da leitura: os livros podem nos ensinar a sermos pessoas melhores dentro de nossa própria imperfeição.

Essa é uma das leituras que ganharam um espacinho especial no meu coração de leitora. Falar sobre suicídio com a delicadeza de quem já caminhou por essas estradas tortuosas, fazer de um tema triste e muitas vezes ainda tabu, se tornar uma história tão especial não é, nem de longe e nem perto, uma tarefa simples. E mesmo com um desafio tão grande, o autor superou e muito as minhas expectativas sobre o livro. Apesar do tema denso, Felipe nos prova que com respeito e delicadeza, é possível falarmos sobre tudo, até mesmo sobre suicídio.

Leitura super indicada para quem gosta de fantasia, de histórias que apesar de bonitas, levam em si aquele quê de tristeza que torna tudo belo, como numa foto antiga em preto em branco.

Vou ficando por aqui, e... até a próxima, folks!

Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados

em 3 de março de 2020


Autor: Ana Cristina Rodrigues
Editora: Legendari
Gênero: Ficção cientifica/ Fantasia
Páginas: 256

Depois de ler Anacrônicas e Fábulas Ferais, FI-NAL-MEN-TE  pude ler o Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados da Ana Cristina Rodrigues. É um livro que eu estava esperando há um bom tempo e fui buscá-lo na Bienal do Rio 2019 direto com a escritora, de quem sou fã.

Uma mulher sem memória acorda no deserto. Ao seu lado, há um livro que leva seu nome: Clio. Ela não caminha muito até encontrar Íbis, um homem-morcego em busca de redenção, e uma estátua animada de metal, o Rei-Máquina fugitivo da cidade de lata e louco. Ah, Clio também encontra um cavalo misterioso e juntos, o quarteto improvável parte sem rumo pelo deserto, em busca de respostas para perguntas que eles vão formular pelo caminho.


Eu poderia dizer que a narrativa de Atlas é onírica. Cada capítulo tem um misto de sonho, de memória perdida e reencontrada. E ao longo desses capítulos, cuja história se passa durante três dias, vamos conhecendo os caminhos que levaram cada um dos protagonistas ao Deserto Sem Nome.

Os personagens, ricos e complexos, são o resultado de si mesmos: Clio é forte, impetuosa e inconsequente. Ela não mede esforços quando se trata de defender seus ideais e o que acha certo. Nascida em Biblos, a cidade-biblioteca, Clio também é uma exilada, expulsa de sua própria cidade por causa de suas intenções revolucionárias.

Íbis é um homem-morcego. Ele carrega uma grande mágoa em seu peito, e revive suas dores infinitamente dia após dia. Íbis é competente, ágil e sensível. Não se engane com a carapaça selvagem e mau humorada que ele aprendeu a usar por ser um general, por ter nascido e crescido em meio a guerra entre as feras e os humanos, por ser responsável por tantas vidas e por ter perdido a que ele considerava mais importante entre elas. Sim, Íbis cometeu muitos erros, mas, afinal, ele é um homem. Ainda que morcego.

Já o Rei-máquina é um autômato. A grosso modo, seria um robô humanoide. Eu chamaria de androide. No entanto, ele adquiriu consciência própria, provou do sabor perigoso que é arquitetar uma grade mudança e foi punido com a loucura. Ele já não sabe quem é, mas nada que um passeio no deserto na beirada do fim do mundo não refresque sua memória.

Ah... tem também o Viajante. Ele é um personagem curinga, uma pecinha que parece solta, mas só parece. E não me atrevo a falar mais do que isso sobre ele.

A leitura de Atlas Ageográfico é como saltar e mergulhar o tempo todo. Saltamos de um personagem para o outro e mergulhamos em cada um deles, para no fim, encontrar o fio que une a todos. Saltamos e mergulhamos em cidades, cenários e aventuras. E de escrever essa resenha, sinto vontade de reler o livro que, pasmem, acabei de ler!

O Atlas é hipnótico e imersivo. A Ana usa elementos oníricos e os entrelaça a elementos de sci-fi e o resultado não poderia ser outro se não um incrível mosaico em que cada pecinha é importante para se construir a paisagem, e, por consequência, a história de um lugar que mesmo imaginado, possui suas próprias regras.

Livro super indicado para quem adora uma leitura com pegada experimental, ficção cientifica e fantasia, assim, tudo junto e misturado.

Vou ficando por aqui e... até a próxima folks!

5 Livros que se passam em São Paulo

em 23 de janeiro de 2020



Dia 25 de Janeiro, a cidade de São Paulo comemora o aniversário 466 anos. 

Apesar de caótica e problemática (e que cidade grande não é assim?), SP é uma cidade super charmosa com sua arquitetura, parques, prédios e ruas que contam as histórias de seus moradores e tribos. Enfim, não é a toa que muitos livros nacionais acabam se passando nesse cenário. 

E para comemorar essa data, montamos essa lista supimpuda de 5 livros, cujo cenário é a terra da garoa, a cidade que nunca dorme. Espia só:



Conta a história de Kaori, uma vampira japonesa que mora em São Paulo, tatua seus “vitimos” favoritos e acaba se envolvendo com um vampwatcher (isso mesmo, um olheiro de vampiros) mal encarado chamado Samuel. 

As cenas vão passando por lugares conhecidos da cidade, como o bairro da Liberdade e o Parque Trianon, com direito a balada vampírica em túneis abandonados do metrô. Adoooooro!






Gael é um garoto de catorze anos, levando uma vida comum e pacata com sua família adotiva, que administra um bar nas imediações do metrô Tietê. As coisas iam tranquilas, até que, durante uma excursão da escola à Pinacoteca, Gael escapa de ser assassinado. E a partir daí, o garoto vai precisar de toda ajuda possível para se manter vivo e descobrir o mistério de sua origem.­
Além de São Paulo, a história passa por mais duas cidades do país. No universo desse livro, existe o mundo humano comum sem magia que ignora completamente a existência dos clãs mágicos, que vivem ali, no virar de uma esquina. Destaque para a maneira incrível como as escritoras integraram as partes mágicas e não mágicas da cidade.


Anardeus é um cara extremamente feio e que sente muito, muito frio não importa o quão quente esteja, sempre anda por aí vestido com muitas camadas de roupa da cabeça aos pés.
O subtítulo “ No calor da destruição” não é apenas uma alegoria chamativa. Anardeus só sente calor quando presencia desastres. E assim como uma droga precisa de quantidades cada vez maiores para surtir efeito, Anardeus precisará de desastres cada vez maiores para se manter aquecido. E é dessa maneira que São Paulo encontrará um apocalipse digno dos filmes de fim do mundo. Genial. 


Uma coisa é certa: São Paulo é uma cidade que atrai vampiros. Nesta inusitada trama vampiresca, conhecemos a paulista Maria Clara Baumgarten, uma mulher comum que trabalha como tradutora e mantém um relacionamento fuén com um rapaz legal. Mas não se engane: todos temos segredos cabeludos, e o de Clara é ser amiga de uma vampira chamada Lucila, uma fonte vitalícia de problemas e por assim dizer, de risco de morte também.
Nesse romance, Clara, a humana de estimação da vampira Lucila, é coagida convidada a ajudar um vampiro de programa a descobrir quem vem matando suas clientes. Eu disse que era inusitado, né?


Mais uma indicação de livro do titio Tierno, como Tatuagem é um romance que se passa em São Paulo (claro, né, do contrário não poderia estar nessa lista). Arthur é um filhinho de papai, machista e sem noção e Lúcia é uma fisioterapeuta jovem e supercompetente que cresceu tendo de lidar com o preconceito de alguém que é portador de vitiligo.
A narrativa é fluida, um passeio pelas mentes de Arthur e Lúcia, que se revezam entre os capítulos, contando a história em primeira pessoa. É muito interessante ver o desenrolar das coisas pelos olhos dos dois e a forma como cada um vai se (des)construindo ao longo do livro.

E essas são nossas cinco indicações de livros que se passam em São Paulo e todas tem resenha aqui no blog. Se quiser saber um pouco mais sobre os títulos, é só clicar no nome do livro e conferir a resenha.

Conhece mais algum que não entrou nessa lista e que adora indicar para os amigos? Conta que vou adorar saber!

Vou ficando por aqui e...
Até a próxima folks!

Fantásticas - Contos de Música & Fantasia protagonizados por Mulheres

em 23 de setembro de 2019

Autor: Vários autores
Organizadores: Giulia Moon e Walter Tierno
Editora: Giz Editorial
Gênero: Fantasia
Páginas: 128

Fantásticas - Contos de Música & Fantasia protagonizados por Mulheres, é o terceiro livro da Série Fantásticas,  coletânea de contos de fantasia que trazem mulheres como protagonistas, sempre explorando um novo desafio em cada volume.

No primeiro, os contos foram de "riso, aventura e medo". O segundo foi fantasia e gastronomia, em que os contos foram inspirados em comida ou bebida e traziam as receitas no final. Tanto eu, quanto a Josy aqui do barato, publicamos nos dois primeiros volumes de Fantásticas.  E então chegou o terceiro volume, com tema Música e Fantasia, em que cada conto foi inspirado em uma canção!

Fantásticas Música & Fantasia tem oito contos que passaram voando, eu mesma li o livro todo em uma tarde! Cada autor tem seu próprio ritmo, sua própria voz e assim fui passando de uma protagonista a outra com facilidade.

Sem contar que a leitura acompanhada da palylist criou toda uma atmosfera especial. Ainda hoje, se escuto Danse Macabre, o conto da cornucópia assombrada me vem à mente.

E falando um pouquinho de cada conto...

 " Cornucópia" de Hellen Sabo

A protagonista se chama Denysy e é uma universitária de antropologia muito dedicada. Tão dedicada que acabou se metendo num problemão junto com seu orientador. Falando assim, parece apenas mais um conto que se passa em um universidade, né? Mas não se engane. O conto vai crescendo, tomando forma, até que a gente chega no final torcendo para nunca ouvir a canção que a Hellen criou para essa história, com pitadas de horror e suspense, me prendeu do começo ao fim.

"A banshee rest calm" de Rainner Leehmann

Uma história de amor, tragédia e vingança, tudo ali, misturado e transbordando sentimento. Lily é uma Banshee apaixonada por uma sereia chamada Mel. Depois de um acontecimento terrível, Lily se vê caçando o culpado pela sua vida ter se tornado tão miserável. A cena da Banshee fazendo um show cover é dilacerante! O final do conto tem uma virada que me deixou com sabor amargo na boca.

"Superstição" de Amanda Jordão

Conta a história de Bruna, uma garota totalmente racional e também totalmente amaldiçoada com um azar que nem consigo mensurar. Um conto leve e descontraído que me tirou umas boas risadas com as cenas totalmente no sense em que a protagonista se mete com sua incrível falta de sorte.

"Livre estou" de Daniela Prado

Conta a história de uma garota que trânsita entre dois mundos e descobre que nem tudo é o que parece e que muitas vezes não podemos confiar nem mesmo em que diz nos amar... Um conto que apesar de estar na categoria "fofo" não deixa de ter sua dose de drama e aceitação.


"Os dragões da caixa de música" de Ellen Monteiro

Uma garota curiosa, apaixonada por fantasia e uma caixa de música que não deveria ter sido aberta. Essa é a premissa desse conto que também está na categoria iti-malia-que-coisa-fofa-eu-estou-vendo-aqui.  Eu sou apaixonada por dragões, né? Nem preciso dizer o quanto me diverti com essa história de seres míticos que realizam desejos ao contrário....


"Nossa Canção" de Cristina Vieira

Sabe aquela história que te pega de jeito, que vai te levando e quando você percebe já está tão envolvida que não queria que acabasse? A protagonista, Dona Luiza, é uma senhorinha que viveu tudo o que tinha para viver, mas ainda tem um segredo de amor muito especial. Uma história que celebra o amor e as boas lembranças. #soufãfacris

"Retrato de cosplay" de Vera Pereira

Luana é uma estudante de design que tem o hobby de fotografar a cidade e postar no seu blog. Um dia, ela fotografa um grupo peculiar de cosplays e depois disso passa a esbarrar frequentemente com uma das garotas mais misteriosas do grupo. Entre ajudar a mãe com o irmão mais novo e se dividir entre a faculdade e o estágio, Luana resolve descobrir quais o segredos da moça cosplay que ela sempre encontra no parque...  Um conto com ar de lenda urbana, com uma protagonista curiosa e decidida!

"A casa sem portas nem janelas" de Carol Heksai

E chegamos ao último conto desse livro, fechando a coletânea com chave de ouro.  Aqui, a protagonista Roberta é raptada por alguém que ela nunca viu na vida. Depois de emparedada e pronta para aceitar o fim, ela se vê numa trama difícil de assimilar. Até que a razão por tudo aquilo ter acontecido chega a tona com  uma pegada de terror psicológico, suspense e ficção cientifica. Nunca mais ouvirei a música Stein um stein da mesma maneira que ouvia antes.  Um dos meus contos favoritos desse Fantásticas!

"Fantásticas" é um projeto dos escritores Giulia Moon  (série Kaori) e Walter Tierno (Cira e o Velho e Anardeus), em que eles reúnem novos escritores nos cursos de escrita do Fome de Letras e chegam ao resultado maravilhoso que é essa coletânea.  O projeto gráfico está lindo mais uma vez e o ritmo entre os contos garante uma leitura gostosa e imersiva.

Uma coletânea de música e pede playlist, né? Dá para conferir as músicas que inspiraram os contos no Spotify. É só clicar aqui!

Vou ficando por aqui,
Até a próxima, folks!

5 livros para apoiar até setembro!

em 24 de julho de 2019



O financiamento coletivo é uma das coisas mais legais sobre as novas formas de publicar livro. Graças a isso, muitos projetos que ficariam anos e anos aguardando sua vez de chegarem aos leitores pelas vias tradicionais,  (submeter o título a uma editora, assinar contrato, se publicado quem sabe um dia, talvez...) podem, finalmente, dar as caras no mundo real! E para isso, tudo o que precisam é de leitores dispostos a agarrar suas recompensas e seus novos livros, claro!

Como apoiadora de livros em financiamentos, posso dizer o quanto é emocionante receber um livro que de certa formas ajudamos a construir, e dá um quentinho todo especial no coração receber brindes exclusivos (recompensas).  Para ajudar, ainda sou meio desmemoriada, e quando os liros chegam pelo correio é como se eu estivesse recebendo um presente. E, para ser sincera, estou mesmo, hihihi.

Nesse segundo semestre/2019 estão surgindo vários projetos maravilhosos de fantasia, suspense, terror, entre outros! A qualidade gráfica e as propostas são de encher os olhos e eu mesma estou babando na seleção que fiz para este post! 

Então, sem mais delongas, lá vai a minha lista de 5 livros para apoiar até setembro/2019! Para acessar cada campanha com mais detalhes, é clicar no nome de cada uma. ;)



é um projeto elaborado por Tito Prates e Vitto Graziano, com a presença, como convidados, da conceituada escritora de romances policiais Paula Bajer, e de Wellington Budim, autor do best-seller Teu Pecado. 

Os desenvolvedores do projeto apostaram nos enredos mais ousados e criativos a fim de construir um livro único, reunindo os mais diversos crimes e peculiaridades do nosso vasto território nacional.

O projeto gráfico criado pela Luva Editora está um arraso, além de contar com artes exclusivas da ilustradora (e escritora) Carolina Mancini na abertura de cada enredo.





É a história de uma fada que teve suas asas arrancadas e também de Ealin, uma ilha fictícia invadida por humanos há pouco mais de um século.
Da tua Rosa é uma fantasia medieval, originalmente postada no Wattpad e ganhou por lá o prêmio Wattys em 2017 na categoria contadores de histórias.  
Agora a autora Lais Lacet busca um voo mais alto com publicação independente.
Com lançamento previsto para a Bienal de Pernambuco em outubro

Mulheres vs. Monstros é uma coletânea diferente. Alguns dos melhores escritores brasileiros de ficção especulativa estão unidos neste projeto para oferecer uma jornada fantástica por novas histórias de mulheres contra monstros, inspiradas na cultura pop, em clássicos da literatura, HQs, séries da Netflix, filmes de horror cult e até mitologia brasileira e grega.
Cada autor contribuiu com duas obras; um artigo e um conto, totalizando 11 artigos e 11 contos. Os artigos trazem relatos pessoais que explicam a escolha pela história inspiração; suas metáforas, sensações e lições. Os contos são obras originais e inéditas dos autores, escritas com inspiração nas histórias escolhidas.
É possível apoiar esse projeto até o dia 01/09


O CASO INCOMUM DA MÃE ZUMBI E OUTROS CONTOS DE MEDO PARA JOVENS LEITORES

Já falamos desse projeto aqui no blog, no Instagram, no Facebook, maaaaas, nessa lista, esse projeto incrível não podia ficar de fora!

Esse é o primeiro livro de contos escrito por Felipe Campos - escritor e ilustrador de livros de terror para crianças - voltado para o público juvenil. São trinta e cinco histórias que trazem monstros, fantasmas e outros seres malignos, mas também falam sobre o situações do cotidiano com um toque de sobrenatural. A escola, os amigos, as brincadeiras, as redes sociais e os perigos dentro e fora de casa são temas explorados pelo autor.

E por último, mas não menos importante, um projeto para 3 livros!
As Crônicas Ridell é um projeto antigo do autor Décio Gomes, iniciado em 2012 e finalizado em 2016 com lançamentos isolados. Agora, pela primeira vez, recebe um tratamento VIP e inclui, além de capas novas e texto integral revisitado, material bônus ao final de cada volume: são curiosidades sobre o processo de escrita, artworks originais e até mesmo o conto de 10 páginas que deu origem à trilogia. Com fortes influências de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle, é uma trilogia que agrada leitores de todas as idades, especialmente aos que possuem um gosto pelo clássico e obscuro.
Dessa trilogia, eu tenho os dois primeiros: Albertine, com a capa da primeira edição e Minueto da Madrugada. E já estou para garantir o combo novinho com os 3 livros!
E você, já apoiou algum projeto do seu escritor ou escritora favorito? Que tal começar a se aventurar nesse universo de leitores apoiadores?
Eu vou ficando por aqui e... Até a próxima folks!

Autora Nacional Vivianne Fair

em 14 de junho de 2019



O livro de hoje é da Vivianne Fair, QUEM PRECISA DE HERÓIS? que a autora relançou esse ano e que em breve terá resenha aqui no blog!
SINOPSE DO LIVRO

Em QUEM PRECISA DE HERÓIS? Sephira é uma jovem donzela que está fugindo, sendo perseguida por dois encapuzados. Para a sorte da moça, quatro heróis estilosos surgem para salvá-la. Azar o deles se morrem pelas mãos da moçoila.

Para sorte dos heróis, eles são ressuscitados por um clérigo e têm que pagar uma taxa absurda. Como heróis não costumam ter dinheiro – fazem tudo de bom coração e com os conselhos de seus livros de auto-ajuda – resolvem ir em busca da jovem e receber a recompensa pela captura dela, além de salvar o mundo da ameaça que a moça representa: Sephira é tão poderosa que pode destruir tudo com um espirro.

De seu lado, a jovem logo encontra um elfo boa-pinta disposto a ajudá-la. Afinal, ela destruiu a sua aldeia e agora ele não tem nada melhor para fazer. De outro, um belo e poderoso feiticeiro, no melhor estilo vilão de RPG, deseja o poder de Sephira e procura seduzi-la. Envia à moça um ovo, que revela ser um enorme dragão vermelho voador cuspidor de fogo. Claro que isso desperta nela seu instinto maternal e acolhe o dragão de quinze metros com muito carinho.


Quem está certo, no final das contas? Você teria alguma ideia de como impedir alguém que pode destruir o mundo na primeira TPM?”

SOBRE A AUTORA

A autora é ilustradora e muito conhecida pelas tirinhas e a série vampiresca de livros "A Caçadora" da Editora Draco. Para saber mais sobre o trabalho da Vivi é só visitar o Recanto da Chefa. ;)




Esse  post faz parte da nossa parceria na Campanha #LivroBRnoCinema, só clicar aqui para saber mais!

Autora nacional Ana Lúcia Merege

em 7 de junho de 2019



O livro de hoje é da autora Ana Lúcia Merege, o 1° da trilogia fantástica, 'O Castelo das Águias', publicação da Editora Draco.
SINOPSE DO LIVRO

O 'Castelo das Águias', romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.

Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.

Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias. Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las, desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.

SOBRE A AUTORA

A autora é bibliotecária da Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro, e tem um blog que leva o nome de seu livro, onde publica notícias variadas, de eventos literários onde estará a contos do universo fantástico de 'Castelo das Águias'.


Esse foi o primeiro post da nossa parceria na Campanha #LivroBRnoCinema, só clicar aqui para saber mais sobre a parceria!


Topo