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Lua Negra

em 25 de setembro de 2019

Autor: Laura Elias
Editora: Mythos
Gênero: Fantasia, Romance, Vampiros
Páginas: 192

Após os acontecimentos de Crépusculo Vermelho, Megan se vê tentando voltar a rotina normal de escola e amigos enquanto Bill sai com a banda em turnê. Tudo corre bem no relacionamento de ambos e embora namore um vampiro alguns séculos mais velho, nada parece estranho além da forte nevasca que começa a se aproximar da cidade de Red Leaves.

Infelizmente, a nevasca não vem sozinha. Ela é causada por seres ancestrais que tem propósitos obscuros e que podem ameaçar a vida de todos na cidade e iniciar uma guerra há muito esquecida entre espécies mágicas.

Diferente do livro anterior, este já começa com ação por todo o livro, sem pausas ou pequenos fillers para esquecermos as auguras dos personagens. Simon foi quem mais se prejudicou do livro passado para este. Além de ficar sem a mulher que ama, acaba tendo que se auto exilar para não ficar perto de Megan e indo viver nas montanhas. 


Alguns mistérios deixados pelo livro passado referente a outra amada de Bill são revelados nesse livro, além de contar com o famoso Joseph. Antigo rival do vampiro no amor pela jovem do passado.

Uma das coisas que não gosto muito desse livro no entanto, é o romance. O amor sem limites de Bill e Megan soa meio 'demais' nos dias de hoje. É muito arrebatador não no sentido de nos fazer torcer, mas no sentido de " ela não tem vida própria não?" 

Nos romances atuais vejo que os autores dão preferência a protagonistas mais fortes e com posições de lutar por seus sonhos e objetivos de vida. Megan não tem nenhum objetivo além de agarrar Bill, e isso torna o livro meio chato.

Ignorando todas as cenas de romance, a trama é boa e interessante e deixa o livro com um final de quero mais e o que acontecerá no próximo volume.
Recomendado se leu o livro anterior e gostou. Se não, pode haver leituras mais interessantes por ai.

Crepúsculo Vermelho

em 20 de fevereiro de 2018

Autor: Laura Elias
Gênero: Fantasia, Vampiros
Páginas: 240
Editora: Mythos
Série: Red Kings Volume 1 

Megan está cursando o colégio e se preparando com suas amigas   para o grande show da banda "The Red Kings of Dark Paradise" que está vindo à cidade. Quando misteriosos crimes começam a acontecer acompanhando a chegada de um novo aluno, a última coisa que Megan espera e se ver envolvida com vampiros.


Assim que Simon chega a escola, ela nota seus olhos avermelhados e sente uma estranha atração pelo rapaz enigmático. Enquanto se debate com uma insônia incomum que a faz  sonambular e abrir as janelas de casa durante a noite.

O que era esquisito fica ainda mais, quando Megan recebe uma linda canção de amor dedicada pelo líder Bill Stone durante o tal show que ela ia com as amigas. Agora a já confusa Megan, fica mais perdida que cega em tiroteio e dividida sobre seus sentimentos entre o vocalista Bill e o misterioso garoto novo da escola, Simon.

Bill assim como o resto de sua banda, é um vampiro. Durante séculos ele vagou em busca da reencarnação de sua amada que foi morta por humanos antes de ser transformada. Agora que encontrou Megan, o moço tem a certeza de que pode ser feliz.

Laura Elias apresenta um romance vampiresco intrincado e no qual os vampiros tem características diferentes do tradicional. Ela força um pouco o amor nessa história. A protagonista se apaixona quase que loucamente por Simon e em seguida por Bill de forma extremamente rápida. Não houve romance e sedução para que isso acontecesse. Deixaria o livro mais longo, porém mais natural. A forma que foi feita pareceu corrida e superficial. A maneira como Megan jura amor eterno a seu amado Bill, sendo que uma semana antes ela estava com Simon, faz questionar a inteligência do leitor.

Os demais personagens não chegam a impressionar, em determinada parte a família da jovem simplesmente some numa viagem e ela passa séculos sem vê-los. Ninguém da família acha estranho também um super roqueiro cabeludo de quase trinta anos de repente pedir a mão da menina colegial do dia pra noite. Super normal. 

 Tem diversas cenas de ação bem escritas e no final deixa uma pitada de mistério para sua continuação "Lua Cheia".

Mas se você não ligar para os detalhes, a história é legal e divertida. Ideal para um dia desestressante, após leituras mais densas.

Relações de Sangue

em 27 de setembro de 2017

Título: Relações de Sangue
Autor: Martha Argel
Páginas: 256
Editora: Giz Editorial

Nesta inusitada trama vampiresca, conhecemos Maria Clara Baumgarten, uma mulher normal que trabalha com traduções de textos em casa e tem um longo namoro porém não tão apaixonado com um rapaz legal. Parece  tudo muito comum, mas Clara é amiga de uma vampira chamada Lucila há alguns anos e ela é a origem da maior parte dos problemas da vida da moça.

A história começa quando Lucila apresenta uma amigo vampiro que está passando por problemas. Daniel, não simplesmente ataca suas vítimas. Ele as seduz com um anúncio no jornal. Isso mesmo que você ouviu. Daniel é um "vampiro de programa".

Seu anúncio diz: Quero Você: “Senti meus lábios em seu pescoço, seu gosto em minha boca, seu sangue quente. Alto e sensual, quero fazer parte da sua vida, e fazer você sonhar o que nunca sonhou.”

As mulheres seduzidas por este anúncio entram em contato e o rapaz as suga e deixa vivas para uma próxima rodada. Tudo ia bem, mas agora algumas de suas clientes estão misteriosamente aparecendo mortas. E todas tem marcas de vampiro no pescoço. 

Alguém não apenas sabe que Daniel é um verdadeiro vampiro como está atacando apenas suas clientes. Clara então começa a investigar o caso durante o dia e seguir pistas para desvendar este mistério.

O livro de Martha Argel é apaixonante na medida certa. Conseguimos facilmente nos identificar com a personagem principal que tem sua vida invadida repentinamente pelos habitantes da noite.  

Os vampiros tem os atributos necessários para seduzir e amedrontar da melhor forma. Os poderes sobrenaturais estão bem delineados, e embora possamos simpatizar nunca esquecemos que eles são perigosos.

Recomendo a todos que gostem de investigação, embora eu não goste da personagem Lucila. Acho a vampiresca para lá de irritante e torço para que Clara perceba isso também. 

No fim do livro tem um bônus do conto em que narra como ambas se conheceram. O conto é muito divertido e achei criativo a forma que mostra como uma vampira mulher pode viver no Brasil hoje em dia. 



A menina mais fria de Coldtown

em 29 de maio de 2017

Autor: Holly Black
Gênero: ficção vampírica
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito

Esse livro foi uma das coisas mais doidas que já li nos últimos meses (apesar de nada ter superado Anardeus até agora). E sabe como é, né? Eu até saio dos vampiros, mas eles não saem de mim... Mas vamos lá, que a resenha está só começando.

Tana é uma garota de 17 anos que caiu dura de bêbada na banheira da casa onde estava rolando uma festa do pessoal da escola. Ela acorda no dia seguinte e descobre que todos os seus amigos estão mortos. Ela só sobrou viva porque tinha sido salva pelo álcool. Falando assim parece meio disparatado e até contraproducente, mas foi isso mesmo o que aconteceu.Tateando pela casa ela descobre que nem todo mundo estava morto: Aidan, o ex namorado de Tana, estava acorrentado em uma cama, com perfurações no tornozelo. E no chão, ao lado da cama e também acorrentado está um vampiro que parece ter a idade deles. Só parece.

Contra todas as possibilidades, Tana dá um jeito de resgatar os dois: Aidan e o recém conhecido vampiro esquisitão.

Depois desse início que é uma mistura de macabro com ação, a gente passa a conhecer um pouco mais sobre o mundo de Tana, e lá as coisas são mais ou menos assim: Sempre existiram vampiros e durante muito tempo eles se esconderam.

Até que um dia acontece uma espécie de epidemia vampírica. Milhares de humanos se tornaram vampiros. Como medida de contenção, os governos isolaram as cidades mais afetadas com muros, criando assim as Coldtowns: cidades muradas onde ninguém saía, sendo vampiro ou humano. E para entrar também não era assim tão fácil. Em todo caso, humanos que estivessem infectados podiam ir direto para uma coldtown e não oferecer mais perigo às pessoas que ama.

Com o amigo e ex-namorado prestes a se transformar em vampiro, tendo um vampiro de companhia e ainda por cima com suspeita de ter sido infectada, Tana decide se mandar para uma coldtown, pelo menos até ter certeza que não sairia pela noite querendo comer pessoas inocentes. No caminho, o trio encontra um casal de irmãos gêmeos: Winter e Midnight, humanos que querem desesperadamente se tornar vampiros. E lá se vão os cinco para a cidade vampírica mais próxima.

Arrisco dizer que a história começa de fato quando o grupo se separa em Coldtown. Tana cai em armadilhas, se ferra de verde e amarelo e percebe que nunca mais terá volta a vida que um dia conheceu. Mas não há tempo para esmorecer nem chorar. Chega a ser divertido acompanhar a protagonista se meter em mais confusão quando tudo o que ela queria é não se meter em mais nada.

Tana é uma adolescente impetuosa e descobre uma coragem que não sabia que tinha. O romance dela com o vampiro esquisitão fica em segundo plano, por que sempre há uma coisa mais urgente para resolver. E por falar nele, Gavriel é um vampiro bem doido, e a história dele não foge muito do que conhecemos dos vampiros clássicos, exceto pelo fato dele ser doido e imprevisível a maior parte do tempo. A dupla funciona bem, embora em questão de loucura, Tana seja bem mais perigosa do que Gavriel.

O livro termina meio sem terminar, já que não sabemos qual a resolução do maior medo de Tana, e isso me irritou um pouco. Outra coisa que achei um pouco desnecessário foi o não aproveitamento da dupla de irmãos gêmeos. Personagens completamente descartáveis e que não somaram em nada com a trama. Tirando isso, a narrativa é dinâmica e o livro nem parece ter quase 400 páginas.
Leitura recomendada para quem curte livros de vampiros, protagonistas jovens e destemidas ou só para quem quer passar o tempo de um jeito divertido.
Até a próxima folks!

Entrevista com o Vampiro - A História de Claúdia

em 20 de maio de 2016

Autor: Anne Rice
Adaptação e Arte: Ashley Marie Witter 
Gênero: Ficção, Suspense, Vampiros. 
Páginas: 224
Editora: Rocco

Está resenha contém SPOILERS!

Para os fãs de Anne Rice, está é uma obra que merece ser lida e guardada na estante. O livro de acabamento impecável feito pela Editora Rocco é uma bela homenagem a saga vampiresca e seus personagens mais marcantes.

 Ashley Marie Witter, se inspirou na personagem Cláudia para contar a celebre história do ponto de vista da menina. Para quem não se lembra, Cláudia é uma menina de aproximadamente oito anos que é convertida em vampiro por Lestat na esperança de manter Louis eternamente depressivo ao seu lado.

No livro original Entrevista com o Vampiro, também publicado pela Editora Rocco. Louis narra a história de sua vida vampiresca. Cláudia então é mais uma coadjuvante da estranha família que se forma.


Isto porque conforme o tempo passa, Cláudia nota que não envelhece. Embora sua mente não seja mais a de uma menina, e sim de uma mulher. Seu corpo não se altera, sua frustração em não poder crescer culmina na revolta que a faz virar contra seus mentores.
O livro ficou famoso pela sua adaptação para o cinema na qual Cláudia é representada pela atriz Kirsten Dunst. Existem rumores que nos próximos anos será feito um remake do filme original.

Nesta versão vemos ilustrações belíssimas para contar o dia a dia de Cláudia, para os amantes de quadrinhos e mangás a edição está espetacular. O papel simula o pergaminho antigo e tons de vermelho borram as páginas nas aparições de sangue.


O projeto gráfico da Rocco foi muito bem feito e a capa dura com letras laminadas tornam  o livro um objeto de desejo apenas pela sua bela aparência.

Indico a todos que gostam da temática vampírica, ou são fãs da obra original de Rice. Que está muito bem representada nesta edição. Destaco o fato de que é a história de CLÁUDIA. Portanto acompanhamos tudo de seu ponto de vista do começo ao fim.

Mais detalhes: Editora Rocco

Os Sete

em 20 de janeiro de 2016

Autor: André Vianco
Gênero: Ficção,Aventura, Vampiros
Páginas: 383
Editora: Novo Século

Imagine uma caravela portuguesa navegando pelas águas, quando uma tempestade a atinge e ela acaba por afundar sendo encontrada apenas nos dias de hoje por um grupo de estudantes do Sul do Brasil. Seria uma história até comum, se dentro dela não estivessem sete vampiros!
Está é a premissa do livro de André Vianco, que além do sul do Brasil percorre outros estados na saga dos sete adormecidos que acordam rapidinho. 
Diferente dos vampiros que conhecemos os sete possuem uma habilidade especial. Guilherme por exemplo, apelidado de Inverno pois possui o poder de congelar. Espelho muda a aparência como um metamorfo, Lobo se transforma em.... vocês nunca iriam adivinhar... em LOBO. 
Tempestade manipula os raios e cria tempestades, Gentil tem o poder que é um dos mistérios do livro. Manoel, o Acordador possui o poder de acordar os mortos! Já imaginam as confusões que isto pode causar.
Os Vampiros do Rio D'Ouro, haviam sido presos em caixas de prata e levados para não causar mais mal a ninguém. Mas é claro que sempre tem um curioso para abrir a caixinha prateada.
Neste caso os estudantes de arqueologia: Thiago, Olavo, César e Eliana.
Este livro possui algumas sequências embora sejam livros independentes. O único ligado a trama é Sétimo, pois conta a história do último vampiro a acordar dos sete portugueses.
A outra sequência é a trilogia O Turno da Noite, na qual somos apresentados aos descendentes dos vampiros da saga original.
Um dos pontos altos do livro é ambientação dele no Brasil, assim podemos em toda a série nos familiarizarmos com cidades que já conhecemos ou até caminhamos pelos mesmos lugares.
A parte dos vampiros se ambientando a época atual e vendo geladeiras e televisores depois de quinhentos anos trancados numa caixa, também é ótima. 
O livro tem bom humor e aventura na medida certa, e é uma ótima forma de conhecer o trabalho do autor. Sendo que os personagens até foram usados como inspiração para as finadas "Noites do Terror" do Playcenter.

Sinopse:
Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata, acusados, na época, de bruxaria.
Universitários irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação… Será que estão mesmo mortos?

A caçadora - Sussurro das Sombras

em 9 de dezembro de 2015

Autor: Vivianne Fair
Gênero: Ficção, fantasia, romance
Páginas: 256
Editora: 21

Sussurro das sombras é o segundo livro da trilogia A Caçadora, de Vivianne Fair. Uma escritora nacional cheia histórias para contar!

No inicio do livro somos (re) apresentados à Jessica, uma caçadora de vampiros, de 29 anos, com aparência de 18 e que está infiltrada e devidamente disfarçada numa universidade em Pensilvânia, a fim de caçar um vampiro misterioso chamado Eric. No entanto, quando ela chega lá, encontra outro vampiro, lindo de morrer viver, chamado Zack, por quem se apaixona. Detalhe importante: Tudo isso é narrado pela própria Jéssica, ou seja, um livro em primeira pessoa. Uma pessoa muito maluca, diga-se de passagem.

Devo fazer um adendo no que eu disse no parágrafo anterior: Jéssica não tem só a aparência de uma garota de 16, como tem uma cabeça de adolescente, e é exatamente por isso que ela se mete em confusão atrás de confusão.


Dentro da lógica do universo de A Caçadora, os caça-vampiros são uma linhagem com poderes especiais que vão desde “sentir” a presença de um vampiro até tele transporte, gritos hipersônicos e derretimento de metal. Mas Jéssica é uma novata no ramo e além de estar descobrindo seus poderes — e não saber controlar os poucos que conhece — se acha uma tremenda desastrada, sem um pingo de talento para exercer a mesma atividade que seus pais realizaram com muito orgulho, durante anos a fio.

As trapalhadas de Jessica tomam conta da leitura, deixando tudo muito divertido. Não posso dizer que o livro seja surpreendente, mas é engraçado pra caramba e a protagonista é sim cativante.

Algumas das cenas que mais me arrancaram risadas foi quando os alunos da universidade se uniram para arrancar uma arma peculiar das mãos de um caça-vampiros furioso, para defender Zack. E outra... eu choro de rir até agora. Ainda bem que não pode me ver escrevendo essa resenha. Mas vamos lá, a outra cena hilária é quando Jessica se enfia em um hospital para roubar seu próprio sangue. É isso mesmo, eu escrevi direito e você não leu errado: Jessica se enfia em um hospital para roubar uma bolsa de sangue dela mesma. Hahahaha!

Uma das coisas mais divertidas do livro é que todos os clichês são hiperbólicos: A caçadora sem talento desastrada e coração mole, o vampiro misterioso e indeciso, o caçador obstinado e obsessivo, a turma idiota da faculdade com direito à patricinhas e líderes de torcida que se acham. A e também tem um grupo de “otakus” altamente engraçados, que garantem doses extras de clichês absurdos! E no final também temos Eric. Ele não é vampiro, nem anjo, nem humano. Ele deveria ser um espírito puro! Mas ele é... bem, o que ele você terá de descobrir ao ler o livro!

Leitura megarecomendadíssima para quem está a fim de ler uma história de vampiros — ou melhor, de caça-vampiros — bem humorada e fácil de levar.

Se não me engano, A Caçadora é uma trilogia e o livro dessa resenha é o segundo volume. No entanto, não me senti perdida com as referências ao livro anterior, apenas curiosa!


Até a próxima Folks!

Morto até o anoitecer

em 22 de julho de 2015

Autor: Charlaine Harris
Gênero: Ficção, Vampiros
Páginas: 314
Editora: Ediouro

Na cidade de Bons Temps, a garçonete Sookie Stackhouse está tendo um dia normal tentando não ler as mentes de seus clientes quando de repente entra um novo rosto no bar. 
Um homem entra se senta e pede sangue sintético. Sim, ele era um vampiro. Isto não é novidade para Sookie, o que a surpreende é o fato de não conseguir ler a mente dele!
Este é o princípio do primeiro volume da série "Vampiros do Sul", que inspirou a criação da série da HBO "True Blood".
Francamente, eu não vejo a série da tv. Vi um episódio e não gostei. O livro inicialmente não me prendeu, mas como toda a série, a cada volume seguindo os personagens acabamos tendo uma relação de amor e ódio com a trama.
Neste universo criado por Charlaine Harris, os vampiros "saíram do caixão". Eles se revelaram ao público após uma empresa japonesa ter desenvolvido um sangue sintético engarrafado. Vampiros então não precisam matar alguém, eles vão ao mercado e compram garrafinhas de seu sangue sintético e levam para casa e tomam quentinho do microondas. Totalmente civilizados... só que não.
Após a revelação, alguns humanos (sempre tem um louco) se oferecem voluntariamente para serem "bebidos" pelos vampiros. Estes fãs são muitas vezes problemáticos e os seguem no intuito de serem transformados.
Os vampiros neste universo tem uma hierarquia de principados, xerifes e delegados que vão sendo revelados conforme o andamento da trama.
Voltando ao princípio: Sookie a telepata garçonete, não consegue ler a mente de Bill Compton, o vampiro novato da cidade.  Ninguém da cidade quer se envolver com o vampiro, mas Sookie fica tão intrigada e se sente tão bem de não precisar ficar constrangida por ouvir o que ele pensa. Que ela começa uma "amizade" que evolui para o namoro após ela salva-lo de caçadores.
Em paralelo as "Tietes Vampiras" começam a aparecer mortas na cidade, levando a muitas questões e todos desconfiando do único vampiro na cidade: Bill. Esta é a deixa para a entrada em cena de Erik, o xerife da região em que está a cidade de Sookie. Ele é também o dono do bar vampiro mais badalado da região, o "Fangtasia". Que tem papel principal nos demais livros da série.
O livro tem todos os clichês de romances vampiros que saem atualmente: Homens excessivamente bonitos e perfeitos, muito sangue, mistério e conflitos e o inicio de um (dos vários) triângulos amorosos futuros.
Se você quer descontrair e sair da rotina com uma leitura descompromissada, ou se envolver em uma longa série vampiresca (tem mais de dez volumes) este é o livro.
Pessoalmente desteto o Bill desde o primeiro volume, nos próximos livros a autora adiciona outros personagens fantásticos na trama, como lobisomens, metamorfos, homens felinos e fadas.
Quem se arriscar a ler, depois passe no post e comente o que achou.
Eu indico, principalmente o volume sete: "Todos mortos juntos", é muito bom! Tem suspense, ação e muita aventura. 

ALERTA DE SPOILLER!!!  E o melhor: Não tem o Bill!

O livro teve uma nova edição após o lançamento da série para a TV com as fotos dos personagens na capa, pessoalmente eu não gostei. Uma das razões de eu ter gostado quando lia a série eram as ilustrações. É muito divertido a rotina de Sookie é retratada nos desenhos. Abaixo vocês conferem as capas da série.

Capas Ilustradas

Kaori e o Samurai Sem Braço.

em 15 de junho de 2015



Neste livro somos apresentados a um episódio do passado da vampira Kaori, criada por Giulia Moon.
Vagando pelo Japão na Era Tenmei, Kaori acaba sendo vítima de um terremoto local. Inusitadamente, graças a ele conhece uma raposa chamada Omitsu e seu companheiro, o Samurai Sem Braço Kitarô.

A vampira acaba então sendo envolvida na busca de ambos para derrotar o monstro Shinkû. Uma ótima recriação do cenário do Japão Feudal e de seus personagens tradicionais, como o teatro Kabuki. A escrita é fluída e você lê rapidamente sem perceber. 


O livro tem uma capa linda, e é totalmente ilustrado com uma imagem para cada capítulo da história. Uma ótima pedida para os fãs da série "Kaori" e um convite para quem não conhece a personagem ou a autora, ser apresentado a ambas.

Site da autora: http://www.giuliamoon.com.br/principal.htm

Dica de livros para se apaixonar!

em 12 de junho de 2015

Dicas especialmente românticas para ler ou presentear no dia dos namorados!



Dançando no Ar - Nora Roberts

Nell é recém chegada na ilha das três irmãs, após um passado traumático do qual ela teve que fugir, a ilha é seu refúgio e chance de recomeço após muito tempo. A lenda da ilha conta sobre três irmãs que jogaram uma maldição, a única forma de evitar que a ilha se perca nas águas do mar é se as descendentes das três irmãs originais se redimirem.
Nell encontra emprego na livraria local que pertence a linda Mia e faz amizade com a policial Ripley. Porém, seu coração bate mais forte ao conhecer o irmão dela: o Policial Zack Todd.


Apesar disto, Nell tenta se manter o mais longe possível dele por conta de seu passado. Mesmo assim, no momento em que ela finalmente pensa que não precisa se preocupar, é que seu pior pesadelo começa. E quem ela pensou que nunca mais veria a encontra...
Este é um romance com fundo de magia, as descendentes das três irmãs são Nell, Ripley e Mia. Cada uma encontra a magia por sua maneira, Nell vira aprendiz de Mia que é uma bruxa conhecida local. Ao contrário do estereotipo da bruxa feia, Mia é uma empresária bem sucedida e que arranca suspiros dos homens por onde passa por sua espetacular beleza e personalidade. Ripley é o oposto, renunciou a seus dons e virou uma cética. Agora cada uma tem que enfrentar seus fantasmas, apenas isto impedirá que a ilha afunde no mar.
Cada livro conta a história de uma das personagens, o livro inicial "Dançando no Ar" mantém o foco apenas em Nell, é uma ótima introdução e prende o leitor. Mas é focado no romance central e na superação da personagem. O estilo da autora prevalece em todo o livro, Nora Roberts consegue aprofundar os personagens e mostrar seus conflitos individuais. Em pouco tempo você estará torcendo por Nell e não conseguirá desgrudar das cenas de ação finais!




Salto Mortal - Marion Zimmer Bradley

Nessa semana em que estamos tão perto do dia dos namorados, nós aqui do Barato, resolvemos publicar dicas de leitura românticas! Ou seja, Livros para se apaixonar!
A primeira dica já está rolando e hoje trazemos mais um livro: “ Salto Mortal” de Marion Zimmer Bradley, a autora de “ As Brumas de Avalon”.
Ambientado entre 1944 e 1953, Salto Mortal é a história de amor de dois trapezistas de Circo nos Estados Unidos. 
Conhecemos um pouco mais desse mundo mágico e cheio de lendas que é o circo através dos olhos de Mario Santelli e Tommy Zane , narrador da história.
Nas pouco mais de 900 páginas do livro, acompanhamos o desenrolar do romance de Tommy, inicialmente com 13 anos e Mario Santelli ( que conta com 19 anos no começo do livro) e os 10 anos que se passam desde que eles se conhecem. Longe de parecer uma novela interminável, é um trabalho admirável, que sublima a arte do circo e nos faz perceber o quão apaixonante esse mundo pode ser.
O trabalho de pesquisa é impecável e os dramas íntimos de cada personagem tomam espaço especial em nossas mentes. Podemos ver e quase tocar o amadurecer de cada personagem, a percepção que eles tem de mundo, e como o mundo os percebe.
Salto Mortal é uma celebração à arte e ao amor. É de uma delicadeza imensa. É de se apaixonar e merece ser lido!


Tristão e Isolda - Helena Gomes

Hoje na nossa dica diária temos a edição ilustrada de um clássico literário: "Tristão e Isolda".
A adaptação feita por Helena Gomes transmite toda a beleza do romance central com um toque ainda mais encantador pelas fantásticas ilustrações de Renato Alarcão para o livro livro. 
A história originalmente é uma poesia do século XII, nesta versão acompanhamos Tristão que fica órfão e para salvar-se tem que se passar por um plebeu mesmo tendo sangue real. Ao lado de seu tio Mark, ele se depara com perigos e se torna um grande guerreiro. Em uma das batalhas na qual é ferido, acaba por ser salvo pelo tratamento da bela Isolda, por quem se apaixona perdidamente.
Porém este é um amor impossível e as vidas do jovem casal sofrem diversas reviravoltas a partir dai.
Fadas, Dragões e todo o encanto da magia celta e lendas arthurianas estão presentes na trama. Esta é uma obra única com uma edição primorosa e que merece fazer parte de qualquer estante. 



Lázarus e Panacéia - Georgette Silen

Fechando nossas dicas de livros “romançudos” para o Dia dos Namorados, apresentamos a série Lázarus de Georgette Silen, que é altamente apaixonante! São um total de 4 livros, com dois volumes lançados: Lázarus e Panaceia.
Acompanhamos as reviravoltas alucinantes no romance do misterioso Robert e da museóloga Laura, uma brasileira que vai trabalhar em Bristol, I
nglaterra. Claro que se trata romance vampírico e o que não falta é amor nessa história. No decorrer dos livros vamos conhecendo vários casais e suas histórias de amor nada básicas.
E mesmo com todos esses casos de amor rolando soltos, Lázarus se trata de uma série repleta de ação, pancadaria, aventura, tecnologia e uma mitologia vampírica sem precedentes. Viajamos, literalmente, pelo mundo. O primeiro livro se passa na Europa e a maior parte do segundo se desenrola aqui no Brasil, com paisagens deslumbrantes e personagens desafiadores.
O trabalho de pesquisa é incrível — como se não bastasse a história dinâmica e surpreendente — e só por ele já valeria apena a leitura!
Se você não consegue imaginar como uma história pode englobar tudo o que falei nessa dica, só o que tenho a lhe aconselhar é: LEIA e se apaixone por Lázarus e seu universo. 

Flores Mortais

em 25 de abril de 2015

Autor: Giulia Moon
Gênero: Fantasia, Ficção, Literatura Brasileira
Páginas: 224
Editora: Giz Editorial

Encantada. Foi assim que fiquei ao ler as delicias literárias escondidas sob a capa de Flores Mortais. São oito contos estrelados por vampiras fortes, sensuais, lindas e principalmente: letais.

Desde quando adquiri o livro, fiquei procrastinando a leitura. Sabia que seria especial, uma vez que já sou leitora compulsiva da Giulia. Às vezes eu abria o livro, só para ficar folheando as ilustrações lindas de viver.


O carinho e o cuidado com o projeto gráfico são tão explícitos, que assim que pegamos o livro sentimos os detalhes: a diagramação, o dispor de cada pedacinho pronto para seduzir o leitor não só com o conteúdo, mas sensorialmente, afinal as ilustrações que a escritora produziu para esse livro são um deleite. Seus traços branquíssimos perfazem o caminho das páginas negras que abrem cada conto do livro!

Mas vamos lá, deixemos esses namoricos de leitor de lado, pois temos oito contos para discorrer nessa resenha:

Rock’n Rose

Rose Mistral é uma Rock Vamp absoluta, musical e... sente que está ficando de coração mole. Mas experimente fazer mal ao seu jantar, para ver se ela não torce seu pescoço em dois segundos!

Danse Macabre

Pirei na batatinha. Uma dona Vampira com V maiúsculo decidiu fazer uma coleção de vampiros com os maiores cérebros e talentos de todos os tempos. Só que ela tinha uma irmã. Relacionamentos Vampírico-familiares sempre dão um ótimo enredo! Foi uma surpresa deliciosa entender as nuances do conto, uma vez que a escritora brinca com nossa percepção. Sem mais. Apenas leia baby, e entenderá o que estou falando.

A Santa dos Meninos da Rua

O Protagonista dessa história é um garoto que vive mais na rua do que em casa e passa os dias a tentar descolar uns trocados para sobreviver. 

Um conto Natalino e super fofo. Ainda assim, tem vampiros, ou melhor, Vampiras. Então baby, cuidado.

MAYA

Assim mesmo, em letras garrafais, pois Maya tornou-se meu conto FA-VO-RI-TO de todo o livro. Nham nham. Logo quando comecei a ler, pensei: “ lá vem a vamperua”. Conheci a protagonista desse conto numa antologia antiguinha, chamada “ Dama-Morcega”. Como a história era curta, acabei ficando com uma imagem que não fazia jus a essa vampirona deslumbrante.

Fiquei boquiaberta quando vi que a escritora alinhavou esse conto ao universo dos olheiros de vampiros (que conhecemos mais profundamente na série Kaori).
Falei das ilustrações lindíssimas?
Terminei o conto pedindo mais e com a certeza absoluta de Maya ser uma “vampdiva” tresloucada, impulsiva, apaixonada e apaixonante. Detalhe: Quero um mordomo para mim também.





Dama-Morcega

Conto que deu título ao pocket book que mencionei no parágrafo anterior, ganhou uma nova roupagem, uma linguagem mais fluída e porque não dizer, maligna?

Aqui temos Agnes, uma vampira escravizada por um dono de circo nada agradável. A moça tem seu destino completamente transformado quando conhece “O Doutor”. Desde a primeira vez que li esse conto havia nele algo que me encantava, uma atmosfera atrativa, aconchegante, como tentáculos de escuridão que vão nos arrastando pouco a pouco para o lado mais sombrio de nossas mentes.

Relendo esse conto, em sua versão 2.0 percebi finalmente o que mais havia me enfeitiçado: a forma sutil e onírica com que Giulia descreveu as crises epiléticas do doutor. Chega a ser sufocante a sensação de estar preso em suas próprias sombras. Simplesmente incrível.

As Vampiras de Kenshin

Li esse conto anteriormente no livro Território V, uma coletânea de contos vampíricos de vários autores. Foi a primeira vez que me deparei com uma linda, sedutora e mortal Vampiresa Negra, feita para o combate.

Muito astuta, Negra Luzia, ou melhor, “Black Night” é paga para resgatar um ídolo japonês das garras de fãs malucas, de caráter duvidoso e sequestrador. As cenas de luta são super dinâmicas e avassaladoras, com direito a uma surpresinha pra lá de bem humorada!

Dragões Tatuados

Numa Manhã Paulistana, num desses quartos de hotel barato, Samuel acorda com uma dor de cabeça fenomenal, uma enorme tatuagem de dragão nas costas (que inveja) e dois pontinhos coagulados no pescoço. Como ele conseguiu tudo isso? Digamos que sua profissão tem seus perigos e que vira e mexe, servir de lanchinho para um vampiro, pode fazer parte do ofício.

Eu amo essa história. Mais uma vez, um conto que conheci em outra coletânea, “Amor Vampiro”. Foi bem aqui que tive meu primeiro contato com Kaori, uma misteriosa e encantadora vampira oriental que mais tarde se tornou uma das minhas séries de livros vampíricos preferida.

A Exótica Dama Oriental e o Inesperado Luar

Ahá! Tinha mesmo que haver algo de especial nessa coletânea. Apresento-lhe meu caro leitor, o primeiro crossover entre vampiros da Literatura Fantástica Brasileira, unindo os universos de dois personagens do gênero: O Vampiros Luar e a Kyuketsuki Kaori, criada pela Giulia!

Para quem conhece o trabalho de Kizzy (cirador de Luar) e da Moon, foi simplesmente uma delícia presenciar o encontro desses dois numa são Paulo do começo do século XX, nos arredores da Sé. Um encontro noturno, um confronto de forças que só teve fim (ou seria pausa?) pelo nascer do sol. Simplesmente Delicioso! Mas essa é apenas a primeira parte do encontro. Na Coletânea de Kizzy, chamada “Eterno Castigo” temos a continuação desse impasse vampírico! É claro que já li (hehehe). Morreria de ansiedade! Por isso trouxe os dois comigo quando fui na bienal do livro internacional, ano passado.



Terminei a leitura desse livro encantada, com vontade de reler todos os outros livros dos quais os contos fazem parte. Talvez você se pergunte qual a vantagem de ter um livro cuja maioria dos contos já foram publicados em outras coleções. Então lhe respondo sincera: FACILIDADE.

É ótimo poder encontrar as versões atualizadas dos contos num único volume, economizando-me o tempo de procurá-los nos outros livros! E sem contar a singularidade de Flores mortais trazer consigo o crossover Kaori-Luar. Fiquei dando pulinhos tieteiros!

Leitura Mega recomendadíssima, já que todos os textos tem uma qualidade incrível, pétalas de universos que se interligam pelo sobrenatural através da escrita impecável de Giulia Moon.

Dica de Leitura - Território V

em 12 de janeiro de 2015

Organizador: YSATIS, KIZZY
Idioma: PORTUGUÊS
Editora: TERRACOTA
Assunto: Literatura Nacional - Terror e Sobrenatural
Edição: 1
Ano: 2009
















Só agora me surgiu o pensamento de que tenho lido muito vampiro e lobo ultimamente... palavra de honra que farei uma ginástica literária para trazer uma dica de leitura “não –vampírica” da próxima vez, ok? Mas por enquanto, fiquem com essa dica:

Território V é uma antologia de contos vampíricos organizada por Kyzzy Ysatis, apresentando contos de Flávia Muniz, Giulia Moon (que também está presente no prefácio), Raphael Draccon, Octávio Carriello (responsável por essa capa MA- RA-VI-LHO-SA), Cid Vale Ferreira, Camilo Vannuchi, Luis Eduardo Matta, Marcelo Maluf, Cláudio Brites, Juliano Sasseron, Fábio Fabretti, Izabelle Lemgruber, Solone de Arruda, Douglas MCT, Lizy Tequilla, Isaac Moraes, Sidemar Castro, Israel Teles, Chris Sevla,  fechando com um conto do próprio Kizzy.


A premissa do livro é apresentar contos que remetam aos vampiros clássicos, territorialistas e sedentos de sangue, que perdem o fio delicado de suas paciências imortais por motivos escusos. E apesar de ter um ou outro conto aqui e ali que não tenha me apetecido, o resultado final cumpriu muito bem o tema proposto, tanto que valeu como dica de leitura aqui no blog!


O projeto gráfico é um desmaio para os sentidos dos leitores vampíricos, com a parte interna da capa em preto, assim como a abertura de cada conto em página preta e a imagem do escritor em preto e branco. Chique, estiloso, enfim, um arraso!


Super indico essa leitura para quem curte a temática vampiresca e para quem não curte também afinal, quando o livro é bom não tem desculpa para não ser lido, não é mesmo?

Meu caso com esse livro...


Sabe, eu gosto de contar minhas histórias com os livros que leio tanto quanto gosto de falar das histórias que leio nos livros.  Território V passou um tempo na “prateleira dos ainda não lidos”, pois demoro um pouco para ler antologias de contos, como se precisasse de uma preparação mental: afinal, um livro de contos é como um livro com vários livrinhos dentro de si, o que às vezes me deixa confusa, seja pela história curta ou pela forma com que os contos terminam, e talvez por isso, eu tenha o costume de ler antologias de contos quando estou afim de algo mais descompromissado. E assim, Território V ficou passeando na minha estante para lá e para cá, até que um dia escorregou na minha bolsa e viajou comigo.


Depois de toda essa novela, sou muito sincera em dizer que é um livro delicioso! O adquiri em meados de 2013, no estande da editora Terracota durante um evento literário onde haveria várias palestras. E lá estava eu, toda encantada com a palestra sobre criação de personagem ministrada pelo Kizzy Ysatis, que aliás,  foi o organizador dessa antologia. Deu para ver e sentir o cuidado nos detalhes e na escolha dos autores e contos. Quem já leu alguma coisa do Kizzy, sabe dessa mania que ele possui de tornar os livros uma viagem com um quê entre onírico e poético (e aqui me refiro descaradamente ao “Diário da Sibila Rubra” um de meus livros favoritos escrito por ele).


Até a próxima!



Kaori – Perfume de Vampira

em 3 de outubro de 2014




 Kaori: Perfume de Vampira
Autor: Giulia Moon
Gênero: Literatura Brasileira / Suspense
Páginas: 376 
Eu poderia dizer que Kaori é uma história de vampiros. E seria um resumo muito vago.
Kaori é uma vampira oriental originada no Japão feudal e que, depois de idas e vindas, se instalou aqui no Brasil. Às vezes em São Paulo, outras vezes no Rio de Janeiro. Claro que nessa longa vida de mais de trezentos anos ela teve muitas aventuras, fez amigos e inimigos e transformou-se nessa personagem cativante, nessa mistura de mulher e menina, de vilã e mocinha, que no final segue apenas o que lhe rege o coração. Ou o que um vampiro tiver no lugar de um. Você entendeu.
Kaori – Perfume de vampira se concentra na história de Kaori (dããr) e longe de ser um romance piegas, temos os confrontos vampíricos modernos, explorados em cenários familiares (como o metrô SP por exemplo). E mais uma vez Giulia Moon faz aquela manipulação da realidade (aquela que faz de cada obra única!) E tudo o que há na história parece perigosamente próximo, excitantemente real! E é aí que encontramos o IBEFF –Instituto Brasileiro de Estudo de Fenômenos Fantásticos e seus funcionários, os olheiros de vampiros. Uma nova fauna noturna foi criada, com direito a cães enormes que se alimentam dos corpos deixados pelos sugadores de sangue. Então, como eu disse lá no começo, resumir Kaori- perfume de vampira como uma simples história de vampiros, deixaria muitíssimo a desejar e você jamais saberia o quão inquietante esta leitura pode ser, com seus jogos de sedução, suas vinganças, tristezas, aventuras, dores e mistério.
Convido-lhe a ler esse livro e viajar no novo mundo fantástico, onde os vampiros são só a pontinha da cortina!
Meu caso com Kaori é longo...  E com uma vampira oriental com mais de trezentos anos, o que poderia ser breve? A primeira vez que me encantei com ela, foi numa antologia de contos chamada “Amor Vampiro”. E depois, quando me deparei com um livro só dela senti um arrepio! Com certeza algo no mínimo incrível estaria por trás daquela capa maravilhosa! E foi assim que me envolvi com Kaori e seu livro 1- Perfume de Vampira. Lembro-me de ter ficado extasiada, falava do livro para todo mundo e tenho um pouco de pena dos meus amigos de RPG na época, que eram obrigados a me ouvir falar das aventuras da vampira destemida e sensual antes de começarmos as partidas! Bom, naquela época eu ainda não fazia resenhas, mas já aporrinhava muita gente falando sobre o que eu lia!
E se passaram quatro anos. Eis que, olhando para minha prateleira cheia de livros
Tive uma peluda companhia durante a segunda leitura!
ainda não lidos, aquela lombada preta com ideograma vermelho despontou no meio de todos os outros. Era Kaori pedindo atenção mais uma vez. Num gesto quase hipnótico peguei o livro, me joguei na cama e tornei a viajar pelo antiquíssimo Japão feudal, entrecortado pelas cenas intrigantes da parte mais recente da história. E me vi novamente, encantada com os personagens, com a riqueza de detalhes, com o trabalho esmerado de pesquisa, com as cenas de ação, com as incertezas que levam os personagens a tomarem suas atitudes, muitas vezes inesperadas. Kaori é simplesmente viciante! Tanto quanto seu perfume. Um perfume mental, uma leitura que nos deixa marcas. E que nos deixa exigentes e com saudades. Exigentes pois, ao ler algo tão maravilhosamente trabalhado qualquer outro livro de vampiros deve estar a altura. E saudosos pela adrenalina que nos impulsiona a cada página e desvanece quando terminamos a leitura...
Reler Kaori foi como reencontrar alguém de quem gostamos muito, uma amante, um amigo, um lugar. E só o que tenho a dizer a respeito desse reencontro é que ele foi tão ou mais mágico quanto na primeira vez. É fato indiscutível que nunca estamos preparados para todas as emoções e conflitos que este livro nos é capaz de mostrar. E por mais que leiamos e releiamos, sempre seremos acorçoados por uma nova sensação que deixamos passar na leitura anterior. É como um filme cheio de pequenos detalhes que precisam ser descortinados em mais de uma sessão.

Leitura mega recomendadíssima. Sem mais. 

Terminando esse post eis que encontro esse vídeo fresquinho onde a própria Giulia Moon Conta sobre sua história e seu processo de criação!





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