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Quadrinhos da minha estante #14

em 20 de abril de 2021

 

kombi 95

Autor: Thiago Ossostortos

Editora: Astral Cultural | Selo: Plot!

Gênero: Quadrinhos, Ficção

Páginas: 128

Hoje vou falar de um quadrinho que me causou um estranhamento inicial, mas que depois me trouxe uma grata surpresa e sensação de viagem no tempo para a década de 90.  Kombi 95 conta a aventura de um grupo de amigos da grande São Paulo na década de 90. O recorte da história deles se passa no exato ano de 95, quando surgiu um rumor/boato (versão analógica das fake news) de que homens vestidos de palhaço andavam de kombi branca e sequestravam crianças para vender seus órgãos. Como essa notícia se espalhou por tabloides e foi contada mil vezes,  numa época pré internet, ainda não sabemos. Mas fato é que a kombi dos palhaços se tornou praticamente uma lenda urbana.

E é num misto de lembranças próprias e muita referência pop dos anos 90, que Thiago Ossostortos nos trouxe um quadrinho autoral, cheio de cores e nostalgia. Então simbora para a resenha? Simbora.

Em Kombi 95, encontramos com Foguinho, Gelinho, Umbigo e Lumbriga na periferia de SP. Sim, são esses os apelidos dos adolescentes que resolvem montar um grupo de defensores depois do sumiço de um dos garotos da vizinhança. Claro que esse lance de defensores ia dar ruim, né? Ao longo da história, os garotos descobrem quem nem tudo é o que parece ser.

Parte do estranhamento que comentei no começo desse post se deve ao tempo que levei para me adaptar à narrativa. Mas quando entendi o que estava acontecendo, acabei fluindo com os personagens. Demorei um pouco a me acostumar com o bombardeio de referências, que acabou fazendo com que o cenário e a própria época se tornassem, praticamente, personagens junto com os garotos, o que considero uma característica positiva do quadrinho.


O fechamento da história vem tranquila e sem alarde (exceto por um acidente bem triste com um dos personagens periféricos). E a resolução do desaparecimento do garoto é revelada somente para o leitor, e ficamos com a interrogação sobre que tipo de conclusão o grupo de amigos chegou.

Pelo teor de violência e desventuras desse quadrinho, a idade de leitura para ele é de +16. Muito embora acho que somente quem passou pela infância e adolescência nessa época é que vai viajar na leitura.

Vou ficando por aqui e...

até a próxima folks! 

Quadrinhos da minha estante #12

em 30 de março de 2021

 


Hoje eu trouxe um quadrinho que estava na minha estante há, pelo menos, uns quatro anos. Bom, eu o trouxe comigo da bienal do Rio 2017, estamos em 2021... é, bem por aí mesmo. Sim, eu compro um monte de livros e quadrinhos e acabo lendo meses, às vezes, anos depois. E nem por isso as leituras ficam menos interessantes ou datadas. Como no caso do quadrinho de hoje que eu amei e pensei: "nossa, como não li isso antes?"


Em Peek a Boo - A masmorra dos Coalas nós conhecemos uma garotinha chamada Mambay, a gatinha Cassandra e Apolônio, um garoto que tem alergia a sol  e é... peixatariano. Ah, e não posso deixar de citar o Bruce. Ele é um morcego mil e uma utilidades super incrível.


Peek a Boo - A Masmorra dos Coalas


Autor: Psonha

Editora: Astral Cultural | Selo: Plot!

Gênero: Quadrinhos, Ficção, aventura, infanto juvenil

Páginas: 128

A história começa com Mambay sendo obrigada por seus pais a acampar. Ela e sua gatinha são inseparáveis, por tanto, as duas embarcam na viagem com os pais desnaturados. Chegando lá, eles conseguem perder a Mambay, que se embrenha na floresta e encontra uma casa na árvore. Eis que, na calada da noite, durante uma tempestade pavorosa, surge na casa da árvore, Apolônio e seu morcego, Bruce. Não, eles não queriam jantar a Mambay — é que aquela era a casa deles mesmo.

O garoto se compromete a acompanhar Mambay de volta ao acampamento, tão logo a chuva acabe. Só que as coisas não são tão simples assim, né? E é bem aqui que uma aventura muito maluca, cheia de cores e elementos inesperados começa. 

Os personagens são super carismáticos e temos ótimos diálogos. Enquanto Mambay é reclamona, não tem papas na lingua e admite ser uma chatonilda de carteirinha, Apolônio é educado e cortês e não entende bem por que, a despeito de todas as malcriações que tem ouvido desde que conheceu aquela garota, ainda está disposto a ajudá-la.

Esse é o primeiro trabalho que conheço, da ilustradora Psonha. As cores me encantaram e amei o estilo
Apolônio, Mambay e Pafúncio

de desenho dela, que, na falta de eu conhecer um nome melhor, vou chamar de "cartum  autoral". O enredo é divertido e leve (tem alguns trocadilhos em referência a cultura pop pré anos 2000), mas mantém uma pegada aventuresca e de transformação em certa medida da protagonista. Afinal, uma garota da cidade e que vive uma aventura maluca assim em uma floresta sem wi-fi nem papel higiênico, não pode dizer que voltou para casa da mesma maneira que saiu, né?

Os diálogos ficaram a cargo de Thiago Ossostortos, (já li Kombi 95 dele e pretendo falar desse quadrinho também em breve) e são um show a parte. Por falar em show, eu adorei os nomes dos personagens, não só dos protagonistas e seus pets, como os nomes de outros personagens, como o garoto Pafúncio e seu chapéu napoleônico e da Raposa pet. Sério a Raposa Pet é um espetáculo e a página dupla em que podemos vê-la por inteiro é a coisa mais "iti malia, que cuti-cuti me-tira-daqui-se-não-eu-vou-apertar-ela".

O projeto gráfico tá absoluto de lindo, capa dura, miolo colorido em couché, e tem um padrão de estampas muito lindinhos nas folhas de guarda, um mimo que dá vontade sim de deixar na estante embelezando a vista.

Leitura super bem humorada e indicada para quem quer uma aventura leve e com elementos que até podem passar por non sense, mas que na verdade, fazem todo o sentido no universo criado pela Psonha.


Vou ficando por aqui e... até a próxima, folks!

Dia Nacional das Histórias em quadrinhos

em 30 de janeiro de 2020


30 de janeiro é o dia nacional das histórias em quadrinhos e como adoramos esse gênero aqui no barato (Temos até uma série de posts chamado “Quadrinhos naminha estante” já conferiu?), resolvemos indicar as nossas HQs favoritas! Mas antes, um pouquinho de história:
Essa data foi escolhida para se comemorar o quadrinho nacional, por ter sido publicada em 30 de janeiro de 1869,  o que se considera a primeira história de quadrinho brasileira: “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte” do cartunista Angelo Agostini.
E desde 1984, a “Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo” (AQC-ESP) instituiu que todo o dia 30 de janeiro se comemoraria o Dia do Quadrinho Nacional, em homenagem ao trabalho de Agostini. Então, anualmente, a AQC-ESP também organiza o Prêmio Angelo Agostini, prestigiando o trabalho dos profissionais brasileiros que produzem histórias em quadrinhos.
Lá fora, um dos precursores dos quadrinhos foi o americano Richard Fenton Outcault, que introduziu o formato dos balões para as falas. E apesar das histórias em quadrinhos terem começado a surgir no finzinho do século XIX, é em meados do séc. XX que o conceito dos quadrinhos e suas técnicas começaram a ser desenvolvidas.
E nesses mais de cem anos de história, os quadrinhos arrebanharam fãs no mundo todo, assim como criaram personagens clássicos, e praticamente imortais da Marvel e DC. Aqui no Brasil é impossível não lembrar da Turma da Mônica do Maurício de Sousa, do Menino Maluquinho do Ziraldo, do Henfil, Laerte, Angeli, entre outros!
Indicação de HQ da Dany: Apagão


Apagão Cidade sem lei Luz é uma produção nacional de Raphael Fernandes e Camaleão, que me impressionou muito. Conta a história de uma São Paulo sem energia elétrica meses a fio. As pessoas enlouqueceram e o frágil véu da civilidade foi rompido pela animosidade humana. 

No meio desse caos, um grupo de rapazes criados pelo mestre capoeirista Apoema, “patrulha” a cidade salvando a pele dos mais ferrados. O protagonista é Dorival, um ex-blogueiro babaca que depois de ter a irmã sequestrada e de passar por um ritual bizarro de iniciação nas artes da capoeira, passa a ser chamado de Bugiu.

Apagão é cáusitco, cru e violento. É uma daquelas coisas que a gente termina de ler e pensa que valeu cada minuto de leitura.

Indicação de HQ da Josy: Batman O príncipe encantado das trevas



Em dois volumes, o roteirista e desenhista Marini narra mais uma aventura do homem morcego. Quando uma garçonete aparece na mansão Wayne exigindo que Bruce assuma a paternidade de sua filha de oito anos poderia já ser uma situação complicada. Mas, tudo piora quando Coringa descobre e resolve usar a situação para conseguir um presente de aniversário para Arlequina do milionário.
Com uma arte incrível, edição em capa dura e papel couchê. Verniz localizado na capa e sketches (rascunhos) das artes no final. Tem tudo para ser uma ótima aquisição para os amantes do Batman.


E por aí, você tem algum quadrinho nacional ou estrangeiro favorito? Conta pra gente!

Vamos ficando por aqui e... Até a próxima folks!



Fontes de pesquisa para esse post: calendarr.com e o livro Datas comemorativas, cívicas e históricas de Jacinta Cericato.



Noites sem Fim

em 10 de julho de 2019

Autor:  Neil Gaiman 
Arte: Richard Corben Glenn Fabry, Milo Manara, Miguelanxo Prado, Frank Quitely, P. Craig Russell, Bill Sienkiewcz e Barron Storey.
Páginas:  164
Editora: Panini Comics
Gênero: Fantasia



Em noites sem fim, passeamos por contos dos perpétuos, ilustrados por sete artistas diferentes. Todas as histórias, claro, escritas por Neil Gaiman. 

Já fazia um tempo que não lia nada do universo de Sandman, bem como também fazia um tempo que não lia nada do Gaiman. 

E nesse tempo, esqueci o poder de narrativa desse cara, e de como ele faz jus a sua fama. Lançado originalmente em 2003 e chegando á sua versão brasileira em 2014, Noites sem fim (ou Endeless Nights, no titulo original) tem uma linguagem sorrateira e suave que nos torna cativos de sua leitura. Quase como toda coisa que o Gaiman costuma fazer.

Os contos/ quadrinhos que mais mexeram com a minha cabeça foi 15 retratos de Desespero, em que vários mini contos e descrições de situações adversas mostram a presença e porque não dizer, a essência de Desespero. O outro conto que me deixou com baque por dentro, foi Delirium. Eu sempre tive uma quedinha por essa perpétua. De certa forma, me identifico com ela e nesse conto em que ela escorrega para dentro de si mesma e precisa ser resgatada, a gente percebe que tudo que existe tem sua própria função, inclusive as nossas paranoias.

Tanto Delirium quanto Desespero foram dois contos difíceis de digerir e nem sei se consegui em algum momento.

Outro ponto forte dessa HQ é o cunho experimental, a União de diversos artistas conhecidos, cada um mostrando sua própria versão de cada Perpétuo. Cada conto, ou capítulo, abre uma porta que não fecha depois do conto lido, pelo contrário. Elas ficam abertas, deixando o vento e as palavras ecoando depois da leitura.

Ainda estamos em julho, mas tenho para mim que Noites Sem Fim, foi uma das melhores leituras de 2019 até agora. Aliás, se você nunca leu nada do universo Sandman, pode encarar essa Grafic Novel numa boa: ela não exige conhecimento prévio para que as histórias ou personagens sejam assimilados.

Eu vou ficando por aqui, folks! Mas antes, um recadinho: Esse post faz parte da série Quadrinhos da Minha estante, onde sempre acabo falando de HQs e mangás que li e achei especiais.

Quadrinhos da Minha Estante #11

em 6 de novembro de 2018

Angela Della Morte

Autor:  Salvador Sanz | Arte: Salvador Sanz
Editora: Zarabatana[Edição Especial]Páginas:  96

Num futuro não tão distante, numa humanidade não tão diferente da nossa,  a morte na verdade é um ser vivo que se alimenta de almas. Quando nossas almas saem de nossos corpos,  temos 35 minutos para voltar. Depois desse tempo, a "morte" nos encontra e devora nossas almas. 

E é neste cenário que se desenrola a história de Angela, uma agente de campo dos Laboratórios Sibelius, especializada em simular sua própria morte, transferindo sua alma para corpos vazios e realizando missões sombrias que vão desde espionagem industrial até assassinatos encomendados. Muitas de suas missões, inclusive, envolvem combater espiões do "Governo Fluo", laboratório concorrente de Sibelius.
Quando bati o olho nessa capa, tudo me chamou atenção: Uma mulher astronauta em primeiro plano,  um macaco sombrio no segundo plano e lá atrás, um mecha gigante. Ah sim, presta atenção no cenário: se não estão na lua, com certeza estão em algum lugar do sistema solar fora da Terra. Na contracapa há um texto instigante do fundador dos Laboratórios Sibelius e um painel que mostra a protagonista mais uma vez. 

Folheei a HQ e sem dúvida alguma trouxe comigo para casa. Meu faro para boas histórias foi praticamente seduzido pelo traço forte e quase metálico de Salvador Sanz. 

O clima de fantasia e ficção cientifica de Angela Della Morte passeia entre o lúgubre  e o insólito. E apesar do cenário ser incrível, eu meio que me apaixonei pela simplicidade complexa da personagem de Angela. Ela é humana, não tem super poderes. Tem falhas de caráter, tem medos. Mas é excepcionalmente boa em seu trabalho. E chega a ser quase uma contradição, um paradoxo, que tudo dê errado na sua vida exatamente por ela ser muito boa no que faz. 

A história desse primeiro volume é dividida em 3 arcos: Desalmada, O Perecedor e Soltar a Fera (esses dois últimos divididos em duas partes). A gente não tem muito tempo para absorver o universo ou pensar a respeito do que estamos lendo. Depois de uma breve apresentação do cenário, já começamos a acompanhar  os acontecimentos na vida de Angela.



No terceiro arco, Angela e seu assistente (um agente que está ocupando o corpinho do macaco da capa) estão na lua. E como se as coisas já não estivessem sinistras o suficiente, Salvador Sanz mostra que sempre dá para piorar. O final mostra uma ponte para uma continuação que me deixou com uma colônia de pulgas alucinadas atrás da orelhas.

Saindo um pouco do foco da protagonista (que me cativou por ser simplesmente humana, boca dura, durona - ou nem tanto - e imperfeita), o enredo de Angela Della Morte surpreende pela forma simples com que temas complexos são apresentados e tratados. Além da morte ser um tipo de ser vivo que fareja e devora almas fora do corpo, o avanço cientifico tornou possível extrair a maldade humana (nomeada de veneno cinza) através de processos cirúrgicos. Sanz transformou sentimentos e conceitos em coisas tangíveis e passíveis de serem extraídas, manipuladas e usadas para fins nem sempre nobres, afinal, não importa o que aconteça, ainda somos humanos.

Esse álbum, publicado em 2012 pela Zarabatana Books é uma edição especial, que reúne os 5 primeiros  capítulos da HQ argentina, onde, originalmente, as aventuras de Angela Della Morte foram seriadas, produzidas e publicadas na revista Fierro. Informação que eu só descobri pesquisando para esse post, pois não há nada falando sobre isso na publicação brasileira. E para minha tristeza, o volume 2 nunca foi publicado por aqui e não sei se existem planos.

Leitura super indicada para quem curte sci-fi e fantasia com uma boa dose cáustica de existencialismo.

Vou ficando por aqui e... até a próxima folks! ✌

Artur e os medos - Vol. 2

em 23 de maio de 2018

Já parou para pensar como seria conversar com os seus medos? O projeto que falaremos a seguir,  propõe discutir de forma leve e divertida, como podemos encarar nossas dificuldades.









Artur, é um garotinho de seis anos que tem a capacidade de conversar com os seus medos, que aparecem em forma de monstros. No primeiro álbum conhecemos dois medos: o Luiz, uma gosma roxa, e o Bruno, que mais parece uma almofadinha com chifre. Nesta continuação mais um medo - o último! - será apresentado.

O álbum é uma comédia dramática que trata de assuntos delicados como insegurança, perda e depressão com abordagem lúdica e mensagem positiva. O lançamento do primeiro volume foi na Comic Con Experience de 2017 em São Paulo e, desde então, foi elogiado por professores e psicólogos. 

E  só para constar: Mesmo que a classificação da publicação seja infantil, nada impede que leitores de todas as idades se divirtam.
O álbum terá capa preto e branco em papel triplex 250g, miolo também preto e branco em papel couché fosco 115g, 96 páginas, 21x14 cm e lombada quadrada, seguindo o mesmo layout do volume 1! Essa edição conta ainda com uma galeria super especial de artistas convidados. 

E é bem aqui que começa a nossa parte: esse projeto super fofo está em campanha no Catarse.me  e conta com o nosso apoio para ganhar vida! 
Capa do volume 01

As tirinhas são verdadeiras fofurinhas trevosas:































O autor                                                                                                                           

Felipe campos é escritor e ilustrador com trabalho voltado para a ilustração infantil e graduado em Gravura, além de ser especialista em Literatura infantil e juvenil, ambos os cursos ministrados pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Pesquisa monstros assustadores e histórias de terror para crianças, mas também faz outros tipos de ilustrações para os pequenos e jovens leitores. 

Ilustrou os livros “A lenda do lago negro” (CEditora), “Bebê Auê” (Multifoco), “Tem um Juve no meu lustre” (Duna Dueto Editora), “Tempo de infância: música e movimento” (Mar de ideias - navegação cultural), "Melina menina" (InVerso), "Nas asas da imaginação" (InVerso), "Excursão ao Parque do Terror", "O pequeno caderno de pesadelos" (Mar de ideias - navegação cultural), "O perna-de-pau" (Duna Dueto) e as histórias em quadrinhos "A lenda do rato no telhado" e "Artur e os medos" (Mar de ideias - navegação cultural) e já expôs suas obras em algumas bibliotecas populares e livrarias do Rio de Janeiro. 

O Fe também tem uma conta no APOIA.SE, onde a gente pode aquela força para o seu trabalho!

Se você (assim como eu) tem uma quedinha abismal por fofuras trevosas, vai adorar o trabalho do Felipe Campos.

E antes de dar tchau... tem muita gente bacana  com trabalhos incríveis aqui no Brasil, que rala muito para o seu trabalho chegar ao público! Então aqui no Barato a gente sempre vai falar desses projetos que valem a pena conferir!

Vou ficando por aqui,
Até a próxima, folks!

Asas de Ícaro

em 18 de maio de 2018


Hoje venho com uma dica de quadrinhos um pouquinho diferente! Asas de Ícaro é um mangá nacional escrito e ilustrado por Danilo Rosa.

O cenário da história é o nosso mundo, onde a humanidade aboliu todas as religiões e crenças, causando uma profunda transformação nas relações humanas.

Com esse pano de fundo, temos Ícaro: um garoto vindo de uma família de magos. O garoto precisará contar com a ajuda do seu tio, um ex-padre, que agora vive em um mundo que odeia aqueles que seguiram a fé de qualquer forma.




Com uma temática mais adulta e crítica, "Asas de Ícaro" é um projeto 100% online que vai recebendo novos capítulos a cada dois meses e você pode encontrá-lo no FacebookTapastic, ou ler pelo celular usando o aplicativo Agakê.

O projeto conta ainda com uma campanha no APOIA.SE, onde a galera que dá uma força para o autor, recebe em primeira mão os novos capítulos, além de acompanhar de perto o processo de produção.


Sobre o artista:                                                                                                                           

Danilo Rosa trabalha com ilustrações há seis anos pelo Deviantart, e em 2018, decidiu angariar para o seu primeiro projeto autoral de longo-prazo, o "Asas de Ícaro".
Para conhecer mais sobre ele e seus projetos, basta acessar:




Aqui no Barato, sempre buscamos apoiar projetos nacionais, sejam eles livros, quadrinhos ou outras iniciativas artísticas! Então, se você está sabendo de projetos legais para divulgarmos, manda um recadinho na nossa página do Facebook, que vamos adorar conhecer coisas novas!

Vou ficando por aqui e espero que tenha curtido essa dica! 

Até a próxima folks!

Quadrinhos da minha estante #10

em 4 de abril de 2018


Autor: Jill Thompson
Quadrinhos
228 páginas
Editora Panini Books
Vertigo
A Festa de Delirium - Uma aventura dos pequenos Perpétuos

Rá! Esse foi um um quadrinho que comprei pela capa. Afinal, eram os Perpétuos de Neil Gaiman, mas na versão criança. Engraçado imaginar que até mesmo os perpétuos um dia foram pequenos... e poxa, era a Delirium! Uma das minhas personagens favoritas. Ela tem o cabelo colorido, a cabeça meio raspada...

Enfim, fiquei surpresa assim que virei a primeira página: Não era um quadrinho. A festa da Delirium é um livro ilustrado. Maravilhosamente ilustrado. Lindo de viver.  Mas como na ficha catalográfica, essa obra consta como "Histórias em Quadrinhos", trouxe essa dica aqui para os Quadrinhos da minha estante.

Vamos à história: Delirium criança, conversa todos os dias com seus irmãos e irmãs. Cada perpétuo tem seu próprio universo, mas eles dão um jeito de se comunicar. Todos os dias.




















E de tanto conversarem, Delirium percebe que Desespero nunca sorri. Nunca acha nada engraçado. Está sempre emburrada, fechada em seu próprio mundo. Caladona.

E é claro que Delirium decide que está na hora de fazer sua irmã sorrir, afinal, o que a gente "mais gosta na vida é fazer as pessoas que amamos sorrirem! "

Então a pequena Delirium reúne todos os irmãos e  organiza uma grande festa para fazer Desespero sorrir. Bom, a gente sabe que é uma festa da Delirium. E que as coisas não só podem, como realmente vão sair do planejado.

As ilustrações são as coisas mais fofas que já vi (Sim, eu tenho um fraco abismal por coisas fofas), enchem os olhos e contam a parte da história que o texto não diz. Como todo livro ilustrado deveria ser. A versão criança dos Perpétuos ficou uma gracinha e consegui me apaixonar ainda mais pela Delirium.

Essa aqui ao lado, entrando toda dramática é a Desespero. Simpática ela, não? O mais engraçado é concluir que nem Morte, nem Sonho, nem Desejo, nem destruição, Destino ou Delirium, podem dar um jeito na irmã... hihihi


Nem preciso dizer que a pegada da leitura é infantil e que se você é um fã de Sandman do tipo ortodoxo, talvez não curta.  Mas se você é fã de coisas fofinhas como eu, vai sem medo!

Leitura super recomendada para quem adora ilustrações, boas histórias e edições super charmosas em couché e capa dura! Se pudesse me ver enquanto escrevo esse post, você veria coraçõezinhos e unicórnios saindo dos meus olhos! 

Até a próxima, folks!

Quadrinhos da Minha Estante # 09

em 15 de fevereiro de 2018

Autor: Patrick McDonnell
Quadrinhos
128 páginas
Editora Ediouro/ Pixel
Mutts – Cães. Gatos e outros Bichos

Livro de tirinhas que adquiri recentemente e é a coisa mais fofa que trouxe da ultima bienal do Rio. Pensando bem, acho que eu trouxe muita coisa fofa de lá, mas Mutts ganha disparado. E sabe por quê? Porque adoro bichinhos, e nessa edição de colecionador, são 128 páginas de bichinhos e seus modos de ver o mundo e seus donos humanos.
Earl é um cãozinho simpático, que não aguenta ficar parado. Mooch é um gato tão preguiçoso que tem até preguiça de falar e isso se torna seu charme principal.


O que mais chama atenção nas tirinhas é o humor leve, quase inocente, mas que não deixa de dar aquelas alfinetadas nos humanos de plantão. As ilustrações tem cores leves e as conclusões dos bichinhos sobre o mundo são as melhores!

Essa edição do selo Pixel Media da Ediouro, não é uma tradução de alguma coleção publicada lá fora, mas sim uma seleção de tirinhas feita especialmente para esse volume que resenho. Ou seja, vai ser muito difícil encontrar a mesma sequência de tirinhas em outros livros de Mutts por aí. Ainda bem, né? Assim, sobra mais material pra gente conhecer.



Leitura recomendada para quem quer um passa tempo suave e fofo. E para os amantes de pets, é leitura obrigatória!

Até a próxima!

Ledd

em 23 de janeiro de 2018


Bem que esse post poderia fazer parte da Série Quadrinhos da minha estante aqui do blog, MAS, senti necessidade de falar um pouco mais sobre Ledd. Logo, vamos de resenha no sentido mais clássico, mesmo!

Ledd é uma HQ de Tormenta ( mesmo cenário de Holy Avenger), com roteiro do já conhecido J.M. Trevisan e desenho de Lobo Borges. O Projeto conta atualmente com 4 volumes publicados pela Jambô Editora, e eu estou aqui, torcendo para que seja finalizado! Por que? Bem... o resto desse post pode responder direitinho essa pergunta. Ou não.

Ledd é um garoto desmemoriado: não sabe quem é, de onde veio ou para onde vai. A única coisa que sabe é que precisa de respostas e definitivamente, elas não estão na cela de segurança máxima da fortaleza de Hardof, onde foi trancafiado. O rapaz tem ainda um poder oculto inexplicável, vindo de uma tatuagem que brilha, toda esquisita, em sua mão direita.

Obviamente que ele dá um jeito de sair de lá (e isso não é spoiler) e ainda arruma uns amigos no meio do caminho: O Mago Ripp, que precisa de cabelo para realizar suas magias, a misteriosa Drikka e o ogro que só tem tamanho, Horlogh.

Meio em busca de respostas, meio resolvendo as tretas que aparecem no caminho, Ledd se vê tendo que ajudar Drikka a salvar sua mãe. E quando foi revelada a identidade da mãe da garota eu quase caí da cadeira. É uma das minhas páginas favoritas de todos os 4 volumes. E a missão “Salvar a mãe da Drikka” acaba se tornando o arco principal dessa publicação, focando em Drikka e deixando perguntas no ar sobre Ledd e Ripp.

Por incrível que pareça, o quarteto principal não foi o que me chamou atenção em Ledd. Mesmo com personagens protagonistas interessantes e misteriosos, o que me encheu os olhos nesse quadrinho foram os personagens satélites.



Golinda é a anã marrenta e boa de briga, dona da estalagem “Ganso Afogado”. Ela também é uma ótima cozinheira, mãezona e engajada em causas sociais. Simplesmente adorei. Outro personagem maneiro, apesar de doido de pedra, é o “Colecionador”. Quando ele surge, há uma quebra de expectativa genial. Sério mesmo, de verdade.

A história é bem dinâmica, e dá pra ler os 4 volumes iniciais de uma vez. Uma curiosidade interessante, é que em paralelo à publicação impressa, há também a publicação no site da Jambô. Ou seja, dá para ler Ledd gratuitamente, mas sem as páginas coloridas e conteúdo exclusivo da edição impressa, mimos para quem adquire os volumes físicos e que eu adorei!

Quando li o material, busquei pela continuação imediatamente, até descobrir que, tanto a publicação impressa quanto a online tem praticamente o mesmo número de capítulos publicados, a diferença fica marcada apenas pelo fato de ter um capitulo a mais no site da editora. Ou seja, por mais que nesses volumes iniciais um arco é resolvido, TEM TODAS AS OUTRAS QUESTÕES para serem respondidas. “De onde veio Ledd? Quem é Ripp mesmo, de verdade? Pelo amor do deus dos quadrinhos, o que está acontecendo aqui?” E termino a leitura de Ledd com mil pulgas curiosas sugando meu cérebro.

Atualização:Procurando o link para deixar aqui no post, descubro que o site da Jambô está em reforma e o Mangá não está lá. Ao entrar em contato com a Jambô, me responderam que o Quadrinho voltará ao site no final da reforma, E O MAIS IMPORTANTE: O 5º volume de Ledd sai agora em 2018. A Jambô disse ainda que todos os mistérios apresentados no primeiro volume serão solucionados. \O/  Agora só nos resta aguardar e torcer para isso acontecer o quanto antes! Hohoho.

Ledd é uma produção nacional que merece ser lida e ganhar um espacinho na coleção de quem adora RPG, aventura e bons personagens. Leitura super recomendada!


Até a próxima Folks!


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