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Bienal do Rio 2017!

em 20 de setembro de 2017


Adoro as bienais do Rio. Mesmo que eu precise despencar de SP até lá. E uma vez lá, ainda ter que despencar até o Rio Centro. Mas vale a pena, sabe? Vou lá desde a edição de 2013 e não abro mão. Dessa vez foquei mais em conhecer novos autores, saber sobre suas obras. Eu adoro ver o brilho no olhar dessa galera que está começando, ouvir as histórias sobre como chegaram a suas próprias histórias. Isso vai até render mais uns dois artigos aqui no blog (espere só!).

Conversei com gente de Fantasia, Romance, YA, FC! Sem contar a alegria de reencontrar outros autores que um dia conheci em bienais passadas e sempre volto para dizer "olá, o que tem feito de novidade?".

Mesmo com todas as mudanças que a deixaram menor, a Bienal do Rio continua grande. Lembro com um pouco de saudade a edição de 2013, quando as editoras estavam podendo investir pesado em estandes gigantes e absurdo de lindos. Mesmo menores, o pessoal caprichou na produção. O Estande da Companhia das Letras tava muito fofo e o da Rocco, um verdadeiro charme, todo na temática Hogwarts.

Mas nem tudo são flores, né? Né.


1 – O acesso à bienal estava muito difícil. Sério, de verdade. E seguindo o exemplo de sua irmã gêmea de SP, o ingresso estava 24 reais. Fora estacionamento para quem vai de carro, e as várias conduções para quem se desloca ao longo da cidade. No site dizia que havia uma linha especifica que facilitaria o acesso à bienal, mas ou isso foi mal divulgado, ou o transporte realmente não estava assim tão bom, já que muitos amigos meus de RJ reclamaram de como foi difícil chegar ao Rio Centro.
2 – Os estandes estavam menores. Claro que isso é um reflexo do momento econômico, mas se compararmos com a edição de SP ano passado, tinham bem mais estandes, sim. Inclusive de pequenas editoras.
3 – Existem centenas de novas editoras, centenas de estandes legais com promoções. Mas os humanos se concentram nos estandes de livraria (leia-se Saraiva), e nas editoras conhecidas, vide Panini, Rocco, Intrínseca, Leya... Talvez esteja na hora do pessoal fuçar um pouco mais naqueles estandes menores, cheios de coisas incríveis, sabe?

Uma das coisas que pretendo focar para a próxima bienal é participar mais da programação e das atividades que a feira costuma oferecer. Nessa edição tinham palestras super interessantes (que não pude ir), encontros com autores e encontros/bate-papos tanto no espaço Pólen quanto no auditório.
As atrações internacionais estavam mais escassas esse ano, é verdade, mas em compensação, o evento abrigou em torno de 300 autores nacionais! Em pensar que, nem que eu tivesse passado lá todos os 10 dias, não teria conseguido falar nem com metade dessa galera... Mas estou muito contente com os que consegui conversar e em breve estarão aqui no blog! <3

Alguns números da Bienal do Rio:
  • 680 mil visitantes (a meta da organização, segundo essa matéria aqui eram 700 mil, então quase lá, né?)
  • 16 milhões de visualizações nas redes sociais
  • 350 horas de programação

Sempre volto das bienais mais animada e inspirada. No dia a dia, parece que o mundo dos livros é um pouco solitário. Leio, resenho, fotografo. Mas aí vem a bienal e a gente percebe que não está assim, tão sozinho: é possível encontrar outras pessoas apaixonadas por livros. E não é uma paixão platônica não. É aquele tipo que faz a gente levantar da cama e ser a primeira coisa que pensa. É daquele tipo de paixão que faz a gente fazer coisas novas, de se arriscar e ir até o Rio, hahahaha!

Então fico por aqui, com aquela saudade já batendo no peito e a certeza de que na próxima estarei lá novamente!

Diário de um Bienalista parte 3

em 5 de agosto de 2014

Depois de um tempão, cá estou, com uma dose cavalar de vergonha na face, postando a parte 3 (e última) do Diário de Um Bienalista da bienal RJ -2013. Pelo menos foi antes de começar a bienal aqui de SP né? hahaha

- Os Estandes Intransitáveis –


Deveria ter se chamado pavilhão vermelho... ¬¬
Deu vontade de morrer... sempre dá.

Às vezes sinto vontade de cometer uma contravenção. Um furto, um roubo, sério. E todas essas vezes ocorreram dentro de uma Bienal do Livro. Afinal, meu eu desonesto precisa vir a tona de vez em quando. Ainda mais quando entro em estandes super lotados  e irritantes como a Saraiva, por exemplo. As editoras mais “pops” ficaram mais concentradas no pavilhão azul, que por sinal foi o mais insuportável de transitar. Que inferno.


Desisti até de fotografar o famoso trono do Game of Thrones. Ainda não li nenhum livro da série mesmo, então vamos evitar a hipocrisia enquanto podemos. ;)


- O Encontro com Escritores-


Desde a adolescência adquiri o hábito de fazer o possível para conhecer os autores dos livros que gosto. Para minha sorte, consegui conhecer alguns graças a essa coisa que nos une: A Internet.
O mais legal de passear pelos estandes da bienal, é ver se tem escritores dando sopa por eles! E aí a gente conversa um pouco, tira uma foto e as vezes até ganha um autógrafo! Nessa bienal conheci a Georgete Silen e o Walter Tierno, umas graças de pessoas! Fiquei tão encantada com os autógrafos customizados do Tierno, que os interpretei como uma recompensa pela aventura desse final de semana. Não consegui encontrar todo mundo que tinha na minha lista, mas valeu muito a pena!

O escritor Kizzy deu um pulinho no estande da Giz para dar um alô!

Giulia Moon, Georgete Silen e Walter Tierno, escritores super fofos
 agraciando novos leitores com suas obras!

Uma juntinhos! Não resisti... hehehe
 (tá borrada, mas tá valendo!)

Falando de Kaori.. e por falar em Kaori,
 uma resenha dela está no forno!

Com Marcelo Paschoalin lá no estande da Literata ;)

Renato Rodrigues autografando Dragões de Titânia 3! *o*

Eddie Van Feu com o ilustríssimo Uma Guerra de Luz e Sombras!

Adoro fotografar pessoas fotografando... Dá um efeito legal, né?

Essa foto faz parte de um missão especial
executada especialmente durante essa bienal!

Pode parece estranho mas o meu canto favorito da bienal do Rio foi o jardim...

- Curiosidades, mas também poderiam se chamar Observações² -

Às vezes, algumas coisas nos surpreendem

Estamos rumando para o fim da tarde de um dia bem aventurado até agora.
E uma coisa que me marcou muito durante o dia foram (acredite se quiser) minhas idas ao banheiro:  3 pavilhões,  milhares de pessoas e banheiros limpos. Limpos sim contra todas as expectativas. Passaram o dia sem nem mesmo feder! LIMPO! Fiquei besta. Mas achei que ia pegar mal tirar foto do banheiro, né? O pessoal da limpeza se incomodou só de me ver com a câmera pendurada... hihihi

Também fiquei besta de ter dormido na grama e perdido a hora para pegar a senha da palestra do Eduardo Spohr. Chateadíssima. De verdade. A outra verdade é que andei de uma ponta a outra dos três pavilhões, viajei a noite e estou exausta.

Quando estava dando uma última volta e andando feito uma tartaruga, carregando quilos e mais quilos de livros nas costas e nos braços, lá para umas 19:00, me deparei com uma galerinha fazendo um pequeno manifesto durante o evento. Elas berravam mais ou menos assim: " Au Au Au, leia livro nacional!" Achei super bacana e surpreendente (e inesperado)!


Minha cam não é das melhores, mas dá pra ver o povo!

Todo mundo com seus panfletos improvisados!
Se você está se perguntando se eu entrei na roda, a resposta é não. Estava exausta, lembra? Tinha sacola de livros nos dois braços. TODOS DE AUTORES NACIONAIS. Acho que essa é a melhor manifestação em apoio aos autores nacionais: Ler seus livros, comprar seu livros, divulgá-los! Mesmo assim não tiro o mérito da galera, adorei!



Pois é, a Bienal do livro do Rio foi muito bacana, cheia de surpresas e de escritores! E também me trouxe importantes aprendizados: usar uma mala de rodinha para trazer os livros de volta para casa, sempre, SEMPRE levar biscoito ou algo comestível na mala/mochila. Faça um roteiro antes do que mais quer ver, faça isso primeiro e depois perambule a vontade (se conseguir) hahaha!

E agora em agosto, temos a Bienal do Livro de SP... e é claro que estarei lá novamente, né? Quem sabe vira post também? Até mais barateiros!






Diário de um Bienalista - Bienal do Livro RJ - Parte II

em 6 de fevereiro de 2014

Bienal do Livro RJ -2013
Diário de um Bienalista 

Validando a Credencial


Estava um pouco irritada, mas ainda assim, super ansiosa!

Uma coisa chata sobre eventos de grande porte: funcionários mal informados. Ninguém da portaria sabia onde raios eu poderia validar a bendita da minha credencial! Mandaram-me para o setor de carga e descarga e lá me enviaram de volta ao portão central. Então segui a minha intuição e fiquei na fila da entrada principal. Fiquei logo no comecinho, mesmo tendo plena consciência que cheguei ANTES de todo mundo que estava na minha frente.

Depois de tostar no sol das oito da manhã até as 10, finalmente abriram os portões e minha intuição provou-se correta: O Guichê de validação das credenciais eletrônicas ficava à esquerda da entrada. Corri para lá, validei finalmente minha porta de entrada para a Bienal! Tá certo que depois tive que pegar fila novamente... só que dessa vez,  pelo menos, foi bem mais rápido!



Povo animado na fila!


Yeas! finalmente de credencial credenciada!

Mais um pouco de fila...


Escrevo essa parte do meu diário de viagem numa mesa aqui da praça de alimentação. Acabei de almoçar e aproveitei o ensejo para fazer mais esse relato.


Dentro da Bienal
(Finalmente!)



Depois de todo sufoco, angústia e toda sorte de pensamentos malignos (desde soltar uma bomba nuclear no Riocentro até fritar em óleo fervente a cabeça dos funcionários do evento) finalmente atravessei as catracas e os meus pésitos de peregrina adentraram a Bienal!

Até parece que sabiam que essa foto viria aqui pro blog do Barato... hahaha


Aqui na Bienal RJ é tudo tão... GRANDE!  Muitos estandes estavam (essas duas palavras seguidas ficaram estranhas...) simplesmente fabulosos! E mesmo os mais simples se mostram chamativos. Foi muito, muito legal para os meus olhos! Tinha promoção em quase todos os estandes espalhados pelos três pavilhões. Achei a estrutura da Bienal aqui no Rio melhor aproveitada que a de SP. Os corredores são mais largos e aquele vuco-vuco de gente se atropela um pouco menos.

Estandes mega gigantes!

Falei que as coisas aqui eram gigantes?
Até agora não explorei muito. Fiz uma listinha dos estandes que me interessavam e fui direto neles, pegando os livros que eu já estava de olho e consegui um bom desconto! Para uma estudante duranga, ter desconto é sempre um negócio da china! Ainda bem que eu trouxe uma ecobag.  Poupou-me de andar com zilhões de sacolas!

Sinto um sono... E só agora atingi metade do dia. É que chegar aqui no Riocentro é uma novela e já chegamos cansados.

Entre os pavilhões aqui da Bienal existem áreas abertas com grama verdinha. Acho que vou descansar um pouco por lá... hehehe


A aventura de se alimentar na Bienal


Comer em eventos é sempre uma tarefa hercúlea e para milionários. Comer na bienal então... é uma tristeza e nem quem tem grana para gastar a vontade pode dizer que tem regalias:  A comida não é das melhores  e é extremamente cara. Fucei de um lado a outro a praça de alimentação e os quiosques além de apinhados não eram nada convidativos.


sim, esta é a imagem do meu almoço glorioso!

Bom, dizem que em algum lugar está escrito que “nem só de pão vive o homem” e por isso trouxe biscoitos na mochila. Posso viver de biscoitos hoje. De qualquer maneira, não ouso dizer que a minha busca alimentícia foi infrutífera: consegui uma salada de frutas com calda de chocolate, um tanto superfaturada é verdade, mas até que estava boa. Meu almoço resumiu-se a essa salada e estou bem feliz. hahaha



Até o próximo e último post dessa série!





Diário de um Bienalista - Bienal do Livro RJ - Parte I

em 28 de janeiro de 2014

Bienal do Livro RJ -2013
Diário de um Bienalista

-Partida-


Saí de Guarulhos rumo ao Rio de Janeiro ano passado para fuçar a Bienal do Livro. E não é que, na faxina de ano novo  acabei reencontrando as anotações que fiz como um diário de viagem? Adoro fazer diários de viagem. E você? Já tentou fazer isso? “Dany, se moderniza minha filha! Câmeras digitais são mais rápidas e você não precisa carregar cadernos para cima e para baixo.”  Sim, eu sei. Mas não tem jeito, escrevo tudo o que vejo. E essa é a primeira postagem de uma série bem curta das minhas impressões da Bienal 2013 e da viagem, claro!


Preferi viajar a noite para dormir e passar o dia lá, retornando na noite seguinte. Sabe aquele famoso bate e volta?  Lá em Guarulhos, o bilhete de ônibus dizia que a saída estava marcada para as 23:15, mas saímos com praticamente meia hora de atraso. “Tudo bem”, pensei. “É bom que não chego tão, tão cedo”.  Apesar do banco reclinável e de um bom casaco enorme de veludo que usei como cobertor, dormi muito mal. O ar condicionado estava na potência polar. E me vesti mal admito: cardigan, short jeans (que um dia foi uma calça) e a minha boa e velha baby look do YuYu Hakusho. Ou seja, estava implorando para passar frio, não é mesmo?
A viagem transcorreu tranquila e exatamente as 5:30 da manhã eu estava desembarcando na rodoviária Novo Rio. Depois de alguns minutos atordoada pelo sono, comecei a reconhecer o terreno e consegui pedir informações.



-Chegada-



Lá na rodoviária descobri que havia um translado que levava direto para o terminal que disponibilizava ônibus para a Bienal. Este ônibus saía a cada uma hora. Peguei o que saía as 5:40 e quarenta minutos depois estava no terminal Alvorada. Não era nem 6:30 ainda. Mais uma vez vaguei entre o sono e a confusão. Achei algumas pequenas e simples lanchonetes e tomei café da manhã ali no terminal mesmo: pingado + croissant de queijo. Alimentada e mais animada fui perguntar onde poderia pegar os ônibus especiais para bienal. Apesar da sinalização um pouco precária consegui chegar na plataforma e não muito tempo depois estava no ônibus rumo ao Rio Centro. Não era o tal ônibus especial. Tive que pagar R$ 2,75. Tudo bem, era cedo e eu ainda estava meio parva.

Outros quarenta minutos depois me deixaram na entrada do Pavilhão Azul, pertinho dos portões principais do Pavilhão Laranja. Um solzinho gostoso de início de manhã me recepcionou. Dei uns cliques e encontrei um banco confortável, onde escrevo agora. São oito horas da manhã e os primeiros “bienalistas” já começaram a chegar. Os portões só abrirão daqui a duas horas. É, vou ter que esperar bastante ainda. Mas não amargo: claro que trouxe livros na mochila, este caderno para escrever e meu companheiro de guerra: o 3DS Flame.




- Curiosidades, mas também
poderiam se chamar de observações –


Assim que desembarquei na rodoviária, tive que pedir informações. O primeiro choque, como era de se esperar foi o sotaque. Aquele “carioquêix Arraixtado”, que pulsa numa leve “ounda” quando as vogais encontram com o “N”.

O segundo choque foi o bom humor e a cortesia com que me atenderam. Não estava acostumada a isso. Pego metrô todos os dias em SP e sei que a “descortesia” e mal humor fazem parte do período matutino das pessoas. Bom, acho que no Rio não é assim. Pelo menos não na rodoviária. Mesmo quando tinha que interagir com pessoas não tão bem humoradas, todos foram muito gentis. Achei essa experiência digna de nota.

O terceiro choque foi a precisão das informações. Todas as pessoas para quem pedi informações faziam questão de ilustrar o que estavam dizendo. É como se percebessem que eu não estava entendendo nada do que estavam falando. Ou realmente, eu estava com uma cara péssima ou perdi o jeito de “fingir” que entendi alguma coisa.

Uma vez no Rio Centro, descobri que os funcionários do evento não eram tão corteses e nem tão bem informados quanto o pessoal do transporte: me deram informações desencontradas sobre como validar minha credencial. Depois de ir e vir acabei entrando na fila principal mesmo. Espero que isso não diminua o brilho do evento.
Faltam uma hora e meia para abrirem o portão e nenhum sinal dos ônibus especiais ainda. Espero que eles estejam disponíveis quando eu for embora, hehehe.


Em breve a Parte II desse diário!



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