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5 livros para apoiar até setembro!

em 24 de julho de 2019



O financiamento coletivo é uma das coisas mais legais sobre as novas formas de publicar livro. Graças a isso, muitos projetos que ficariam anos e anos aguardando sua vez de chegarem aos leitores pelas vias tradicionais,  (submeter o título a uma editora, assinar contrato, se publicado quem sabe um dia, talvez...) podem, finalmente, dar as caras no mundo real! E para isso, tudo o que precisam é de leitores dispostos a agarrar suas recompensas e seus novos livros, claro!

Como apoiadora de livros em financiamentos, posso dizer o quanto é emocionante receber um livro que de certa formas ajudamos a construir, e dá um quentinho todo especial no coração receber brindes exclusivos (recompensas).  Para ajudar, ainda sou meio desmemoriada, e quando os liros chegam pelo correio é como se eu estivesse recebendo um presente. E, para ser sincera, estou mesmo, hihihi.

Nesse segundo semestre/2019 estão surgindo vários projetos maravilhosos de fantasia, suspense, terror, entre outros! A qualidade gráfica e as propostas são de encher os olhos e eu mesma estou babando na seleção que fiz para este post! 

Então, sem mais delongas, lá vai a minha lista de 5 livros para apoiar até setembro/2019! Para acessar cada campanha com mais detalhes, é clicar no nome de cada uma. ;)



é um projeto elaborado por Tito Prates e Vitto Graziano, com a presença, como convidados, da conceituada escritora de romances policiais Paula Bajer, e de Wellington Budim, autor do best-seller Teu Pecado. 

Os desenvolvedores do projeto apostaram nos enredos mais ousados e criativos a fim de construir um livro único, reunindo os mais diversos crimes e peculiaridades do nosso vasto território nacional.

O projeto gráfico criado pela Luva Editora está um arraso, além de contar com artes exclusivas da ilustradora (e escritora) Carolina Mancini na abertura de cada enredo.





É a história de uma fada que teve suas asas arrancadas e também de Ealin, uma ilha fictícia invadida por humanos há pouco mais de um século.
Da tua Rosa é uma fantasia medieval, originalmente postada no Wattpad e ganhou por lá o prêmio Wattys em 2017 na categoria contadores de histórias.  
Agora a autora Lais Lacet busca um voo mais alto com publicação independente.
Com lançamento previsto para a Bienal de Pernambuco em outubro

Mulheres vs. Monstros é uma coletânea diferente. Alguns dos melhores escritores brasileiros de ficção especulativa estão unidos neste projeto para oferecer uma jornada fantástica por novas histórias de mulheres contra monstros, inspiradas na cultura pop, em clássicos da literatura, HQs, séries da Netflix, filmes de horror cult e até mitologia brasileira e grega.
Cada autor contribuiu com duas obras; um artigo e um conto, totalizando 11 artigos e 11 contos. Os artigos trazem relatos pessoais que explicam a escolha pela história inspiração; suas metáforas, sensações e lições. Os contos são obras originais e inéditas dos autores, escritas com inspiração nas histórias escolhidas.
É possível apoiar esse projeto até o dia 01/09


O CASO INCOMUM DA MÃE ZUMBI E OUTROS CONTOS DE MEDO PARA JOVENS LEITORES

Já falamos desse projeto aqui no blog, no Instagram, no Facebook, maaaaas, nessa lista, esse projeto incrível não podia ficar de fora!

Esse é o primeiro livro de contos escrito por Felipe Campos - escritor e ilustrador de livros de terror para crianças - voltado para o público juvenil. São trinta e cinco histórias que trazem monstros, fantasmas e outros seres malignos, mas também falam sobre o situações do cotidiano com um toque de sobrenatural. A escola, os amigos, as brincadeiras, as redes sociais e os perigos dentro e fora de casa são temas explorados pelo autor.

E por último, mas não menos importante, um projeto para 3 livros!
As Crônicas Ridell é um projeto antigo do autor Décio Gomes, iniciado em 2012 e finalizado em 2016 com lançamentos isolados. Agora, pela primeira vez, recebe um tratamento VIP e inclui, além de capas novas e texto integral revisitado, material bônus ao final de cada volume: são curiosidades sobre o processo de escrita, artworks originais e até mesmo o conto de 10 páginas que deu origem à trilogia. Com fortes influências de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle, é uma trilogia que agrada leitores de todas as idades, especialmente aos que possuem um gosto pelo clássico e obscuro.
Dessa trilogia, eu tenho os dois primeiros: Albertine, com a capa da primeira edição e Minueto da Madrugada. E já estou para garantir o combo novinho com os 3 livros!
E você, já apoiou algum projeto do seu escritor ou escritora favorito? Que tal começar a se aventurar nesse universo de leitores apoiadores?
Eu vou ficando por aqui e... Até a próxima folks!

Autor Nacional Joe de Lima

em 21 de junho de 2019



O livro de hoje é 'Vanguardia' do autor Joe de Lima, e-Book do Amazon. E que você pode conferir nesse link.


SINOPSE DO LIVRO

Atravessando o espaço sideral, a Vanguardia está numa jornada de cento e quarenta anos rumo a um planeta desabitado. 

No interior da nave colonizadora, seções protegidas por imponentes portas de aço transportam uma tripulação de cinquenta mil pessoas acomodadas em cápsulas de sono. Quando uma dessas câmaras dá defeito, um jovem enfermeiro chamado Victor acorda antes da hora.

Sem pistas do que realmente está acontecendo, Victor se depara com um grupo de desconhecidos e um ambiente opressor. 

A medida em que um passado distante vem à tona, um pesadelo desperta, ameaçando as vidas de todos.
Mesclando ficção cientifica com elementos de terror, Joe de Lima apresenta um thriller de tirar o fôlego.

SOBRE O AUTOR

Iniciando a carreira na literatura como contista, Joe de Lima sempre gostou de inventar histórias. Publicou contos em várias antologias e atualmente lançou a Trilogia Vera Cruz, composta pelos livros 'Arcanista', 'Armamentista' e 'Ativista'. Para saber mais sobre ele, é só visitar sua página, a Desatinos por escrito.

Esse  post faz parte da nossa parceria na Campanha #LivroBRnoCinema, só clicar aqui para saber mais!

Autora Nacional Vivianne Fair

em 14 de junho de 2019



O livro de hoje é da Vivianne Fair, QUEM PRECISA DE HERÓIS? que a autora relançou esse ano e que em breve terá resenha aqui no blog!
SINOPSE DO LIVRO

Em QUEM PRECISA DE HERÓIS? Sephira é uma jovem donzela que está fugindo, sendo perseguida por dois encapuzados. Para a sorte da moça, quatro heróis estilosos surgem para salvá-la. Azar o deles se morrem pelas mãos da moçoila.

Para sorte dos heróis, eles são ressuscitados por um clérigo e têm que pagar uma taxa absurda. Como heróis não costumam ter dinheiro – fazem tudo de bom coração e com os conselhos de seus livros de auto-ajuda – resolvem ir em busca da jovem e receber a recompensa pela captura dela, além de salvar o mundo da ameaça que a moça representa: Sephira é tão poderosa que pode destruir tudo com um espirro.

De seu lado, a jovem logo encontra um elfo boa-pinta disposto a ajudá-la. Afinal, ela destruiu a sua aldeia e agora ele não tem nada melhor para fazer. De outro, um belo e poderoso feiticeiro, no melhor estilo vilão de RPG, deseja o poder de Sephira e procura seduzi-la. Envia à moça um ovo, que revela ser um enorme dragão vermelho voador cuspidor de fogo. Claro que isso desperta nela seu instinto maternal e acolhe o dragão de quinze metros com muito carinho.


Quem está certo, no final das contas? Você teria alguma ideia de como impedir alguém que pode destruir o mundo na primeira TPM?”

SOBRE A AUTORA

A autora é ilustradora e muito conhecida pelas tirinhas e a série vampiresca de livros "A Caçadora" da Editora Draco. Para saber mais sobre o trabalho da Vivi é só visitar o Recanto da Chefa. ;)




Esse  post faz parte da nossa parceria na Campanha #LivroBRnoCinema, só clicar aqui para saber mais!

Divulgação de autores nacionais! Campanha #LivroBRnoCinema

em 4 de junho de 2019




Em 2019 o Tabula Rasa lança a Campanha #LivroBRnoCinema, junto com um serviço especial para autores nacionais. 

Dado ao histórico de divulgação da literatura brasileira da atualidade que a fundadora do portal, a fotógrafa e jornalista Louise Duarte, e a editora chefe Anny Lucard, iniciaram a 10 anos atrás, ainda na extinta Rádio Digital Rio, com o programa Contos Sobrenaturais que tinha como objetivo levar a literatura para as ondas do rádio.  Além do trabalho de consultoria e das coberturas de eventos literários.

A ideia é do portal divulgar livros nacionais com potencial para se tornarem filmes. Assim como prestar um serviço diferenciado na divulgação de autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. 

E nós aqui do Barato adoramos a ideia! A partir dessa semana divulgaremos autores nacionais da Campanha #LivroBRnoCinema em parceria com o Tábula! 😍 

Fique de olho e...
Até a próxima, Folks!

Oil and water

em 12 de fevereiro de 2019


Oil and Water é uma HQ nacional de Monique Alencar. A história se passa num mundo igual ao nosso, só que melhor, muito melhor, porque é dominado por gatos. E nesse universo, conhecemos Brigitte, uma gatinha tímida e insegura, que acabou de se mudar para a cidade dos seus sonhos, mas ainda não teve coragem de fazer novos amigos.
Essa situação muda quando Charlotte, uma gatinha totalmente o oposto de nossa protagonista,  aparece na história fazendo Brigite se descobrir capaz de encarar a vida de um jeito diferente, e para melhor!


Oil and Water foi financiado pelo catarse e tanto a Josy quanto eu, apoiamos o projeto e recebemos o pacotinho de recompensas no mesmo dia! (Foi muito divertido abrir o whatsApp para mostrar o que tinha acabado de receber e já ter mensagem da Josy falando a mesma coisa!) Ficamos encantadas com o capricho e carinho em cada página, com a leveza da narrativa e os prêmios lindos.

Uma das coisas que mais amei nessa HQ foi a delicadeza da apresentação das personagens,  um casal que no nosso mundo seria LGBTQ+ .  

Na história, essa característica não pesa, não machuca e é encarada naturalmente. Assim como deveria ser por aqui também, mas a gente sabe que o preconceito existe e o quanto a comunidade precisa lutar todos os dias para ter o que na verdade, é um direito universal: respeito.

Ler uma HQ nacional, delicada e com ilustrações tão fofas, que dá vontade de morder as páginas e que ainda nos toca de maneira tão delicada foi uma uma boa surpresa. E dá o que pensar, sobre tantos projetos incríveis que só conseguem vir ao mundo graças ao financiamento coletivo. E aqui levanto a minha bandeirinha: apoiem projetos! Tem sempre muita coisa linda precisando de um olhar atento e um pouquinho de investimento.

Olha essa capa! *.* 
Sobre as personagens de Oil and Water: parte de mim se identificou com Charlotte e parte de mim com com Brigitte. Ainda que elas sejam diferentes como óleo e água, nós somos capazes de sermos o que quisermos, inclusive contraditórios!  Ah e tem o sr. Sardinhas, o barcat mais parça de quem já ouvi falar.

E você, já leu algo que te surpreendeu? Já apoiou projetos no Catarse? Conta que eu quero saber!

Vou ficando por aqui e até a próxima folks!

Dica de Leitura: Poker com o diabo

em 23 de setembro de 2016

O diabo estava todo maroto e entediado no inferno quando resolve se divertir um pouco. Escolhe 5 almas perdidas da sua coleção e os convida para uma partida de poker. O vencedor ganha o direito de ir para o paraíso.

São cinco rodadas, uma para cada convidado, cuja história vai sendo apresentada durante o jogo. Um capítulo para cada jogador e mais um “plus” de redenção no final.

Os personagens apresentados são o que podemos chamar de “arquétipos” sociais: Uma mulher interesseira, uma senhora respeitosa que guarda um segredo, um policial, um mafioso e um religioso. A e tem mais uma pessoinha. O diabo faz o papel de carrasco e usa a máscara da falsa moralidade para condenar os jogadores.


O livro é bem curtinho, uma noveleta que dá para ser lida em um dia. A capa é chamativa e a diagramação ficou muito charmosa. Para quem não manja nada de poker (como eu, por exemplo) uma breve explicação é dada no inicio do livro, o que ajuda muito a não ficar boiando com as viradas dramáticas das cartas na mesa diabólica.

Poker com o Diabo é o livro de estréia do jovem escritor Italo Guimarães e traz a releitura do Auto da Barca do Inferno. E como toda releitura, apresenta pontos de destoância que tornam o livro um trabalho independente da obra original. Nesse caso, o Auto da barca é tragicômico e o Poker tem uma pegada mais dramática. O ponto mais interessante de se fazer um paralelo entre as duas obras é que pelo menos uns 500 anos separam seus criadores, mas a humanidade continua escrava dos mesmos erros.


Se quiser conferir, basta entrar em contato com o escritor aqui e garantir seu exemplar autografado. ;)

Lobo de Rua

em 16 de março de 2016

Autor: Jana P. Bianchi
Gênero: Novela, fantasia
Páginas: 72
Editora: Publicação independente


[...] “Tito finalmente se decidiu.  Iria em defesa do filhote. O primeiro que conhecera da raça: o pobre de um filhote de lobisomem vira-latas. Um lobo de rua.”  [...]



Lobo de Rua é uma novela curta, grossa e cáustica que se passa em São Paulo. Uma fantasia urbana, que deixa marcas de violência. Não por seu conteúdo, mas pelo retrato de Raul, garoto de rua, que vem se sentindo doente. Uma doença esquisita que tem lhe sangrado e quebrado os ossos. Uma vez por mês. Na Lua Cheia.

Raul está em mais uma crise de sua estranha doença, quando Tito, um gringo italiano mais brasileiro do que eu ou você, surge disposto a ajudar o pobre Raul a lidar com sua nova condição de existência.

O enredo se desenrola com Tito explicando a Raul o que é a maldição lupina e como sobreviver a ela. Raul, que sempre sobrevivera pelas ruas de São Paulo, não sabe ler e nunca frequentou uma escola, portanto, não tem conhecimentos básicos para entender as explicações de Tito, que passa a desdobrar para explicar tudo com a maior simplicidade possível.


Tanto Raul quanto Tito são bem delineados, bem construídos e dá para criar empatia por eles. Pelo menos eu tive. Me vi torcendo por Raul. Sou coração mole, e seria incrível acompanhar sua jornada de superação, de garoto maltratado e ignorante, a um super lobo justiceiro! Bom, eu pensei que seria assim porque sou otimista e iludida. Mas iludida do que otimista, presumo.

Achei o livro triste, com uma mensagem sem esperança.  Logo no prefácio somos  avisados que o livro não é um romance melado de lobos. Mas também não esperei que fosse terminar daquela maneira. Nhunf.

Existe uma coisa nesse livro que me agradou muitíssimo. A capacidade da escritora em criar cenas imersivas. Algumas passagens do livro são quase como cenas de filme ou uma pintura hiper realista. Não estou falando difícil para parecer chic. É a verdade. Existem duas passagens que me chamara atenção.

Na primeira, Raul e Tito estão em um ônibus, a caminho de um “lugar seguro para a transformação”. É nesse momento que Raul começa a perceber alguns dos “poderes” que vem junto com a maldição. A segunda se passa já na galeria, com a dupla transitando livre pela mente um do outro. Foi quase uma poesia. E eu chorei.

O texto tem bom ritmo, prende a atenção pelo clima de suspense, mas carece de uma revisão para a próxima edição: às vezes a linguagem destoa um pouco do restante da narrativa, e temos alguns erros ortográficos ou redundâncias.

No geral, achei uma ótima abertura para o universo que promete ser o verdadeiro cenário por trás de o Lobo de Rua, afinal, somos apresentados à Minotauro e sua fabulosa Galeria Creta, onde todos os desejos são realizados.  E à misteriosa cigana Soraia, outra personagem bem marcante.


Leitura recomendada para quem deseja uma história de lobos com pitadas cruéis de realidade. 

Até a próxima folks!

A Liga dos Artesãos

em 23 de outubro de 2015

“Suas Certezas são questionáveis,
o inesperado sempre é certo

e a dúvida não é uma opção.”


Autor: Lauro Kociuba 
Gênero: Fantasia | Ficção Brasileira
Páginas: 269
Editora: -


Eu já disse várias vezes aqui no Barato que não tenho preconceito literário. E aí surgiu a oportunidade de conferir o trabalho de um autor independente: Lauro Kociuba, paranaense gente boa e cheirador de fantasia, criador do universo Alvores. E... bem, foi assim que entrei para a Liga dos Artesãos e não saí mais de lá! XD

O livro nos apresenta Tales, um garoto descendente de elfos e humanos e aprendiz de Aer’delo, um elfo que sonha em trazer de volta a glória de seus antepassados.  Digamos, que ele tem um plano mirabolante para realizar sua vontade. E sobre isso é só o que posso falar.

Depois de uma noite em claro, de olho no General Shkrenee  e de levar um tiro de raspão na cabeça, Tales recebe a visita de um anão chamado Bro-Thum, dizendo que a vida do garoto corre perigo e que eles precisam fugir com urgência.


Com um olho no peixe e outro no gato, Tales aceita a proteção do anão suspeito e o segue por túneis inimagináveis sob a cidade de Curitiba. —  Isso mesmo: Curitiba, capital do Paraná, aqui no Brasil. — Nessa intrincada rede de túneis, o jovem meio-elfo-meio-humano descobre a existência de uma cidade subterrânea. Uma cidade de anões chamada Kur. E é bem aqui que as coisas começam a se desenrolar de verdade e conhecemos um pouco mais do universo Alvores criado por Lauro.



São quinze capítulos curtos, alinhados e certeiros. Aqui e ali, interlúdios para nos situar no tempo e espaço além de ajudar a entender os personagens e o que os movem.
Na Liga dos Artesãos, temos ação, lutas épicas, traços de SteamPunk, personagens clássicos de fantasia e RPG como elfos e anões, numa roupagem nacional e super dinâmica, fora um sem número de referências seja a livros de fantasia, seja a animes.  — Algumas partes me lembraram Evangelion, hehehe —

Essa leitura foi realmente uma experiência digna de nota: Não é segredo para ninguém que recentemente adquiri um kindle. E quando concluí a leitura no formato e-reader, decidi que precisava do livro físico. E não me arrependo de adquirir as duas versões: o livro tem ilustrações estilosas, uma capa linda e assaz enigmática, além das páginas cheirosas!



Meu personagem favorito — E creio que  seja um consenso entre as pessoas que já leram esse livro — é Marcel. Um moço que acreditava ser normal, apenas um cara que fazia música e havia nascido para ser mais um. Só que não. Ele é um bardo e sua música é poderosa, capaz de manipular elementos, inspirar sentimentos e reações em pessoas e outros seres mágicos.

O universo dos Anões é um caso à parte, com as várias classes de características específicas. Fiquei encantada com Dwa-Ella, rainha dos anões. Ela é simpática, forte, guerreira e decidida. Gostaria de saber mais sobre ela, que além de inteligente sabe bater como ninguém!

Uma das cenas mais dantescas, crudelíssimas e malignas do livro é uma passagem perto do final, onde aparece um pobre Troll das Montanhas — uma besta colossal, como dito no próprio livro —  acorrentado no teto de uma sala. Sério, o negócio é de arrepiar.

E depois de ler esse livro e de já ter passado por outros autores nacionais de fantasia, posso dizer com todas as letras: Sim gente, tem literatura de fantasia muito bem feita aqui nas nossas terras! Não se trata de um sentimento “literato-nacionalista”, mas de reconhecer quando um trabalho tem qualidade e características que o tornam único. Resumindo: Liga dos Artesãos não deixa nada a desejar quando assunto é fantasia nacional. E tenho dito. :D

Lauro Kociuba é autor independente e o livro que guia essa resenha é sua obra de estreia, financiada pela plataforma coletiva do Cartarse.  E talvez por isso, talvez não, o projeto gráfico de A Liga dos Artesãos seja tão bacana, saindo um pouco dos clássicos comerciais e apresentando o universo a que se propõe desde o início: Alvores é um universo inteiro. Tão grande que não cabe numa sinopse de contracapa e tão misterioso que é preciso dar um voto de confiança e ir além do símbolo marcado na capa. Simples assim.


Claro que, se tratando de um livro de estréia, não está perfeito. A partir do Capítulo "Vapor" tive a impressão de que os capítulos ficaram mais corridos. Sem contar que, desse mesmo capítulo em diante,  percebi várias repetições de palavras. No entanto, o universo é bem consistente e o livro é bem feito, com uma narrativa que busca MOSTRAR o que está acontecendo ao invés de simplesmente descrever. E acredite, isso faz cada minuto  de leitura valer  a pena! 


Chego ao final dessa resenha pensando: Poxa cara, que louco, que bacana! Graças ao crowdfunding  livros como esse podem existir. Se você não sabe o que é financiamento coletivo, sugiro que leia essa matéria aqui e fique por dentro da parada.

Baixe amostra do livro com ilustrações Aqui e conheça mais sobre o projeto Aqui.

Até a próxima folks!

Barateando na Fest Comix - 2015

em 7 de agosto de 2015


Em 2001, quando os proprietários da Comix Book Shop criaram a Fest Comix, não imaginavam que se tornaria a maior e mais tradicional feira de quadrinhos do Brasil. A primeira edição foi realizada na rua em frente da livraria, na Alameda Jaú, em São Paulo, reunindo duzentas pessoas. O objetivo era aproximar os editores do público. O sucesso constante resultou na ampliação de espaço para acomodar o público crescente até chegar à edição do ano passado, com cerca de 20 mil pessoas.  
Em Julho/2015 conferimos a 21ª edição comemorando os 15 anos do evento! Foi colocado à disposição do público, mais de 550 mil quadrinhos, entre nacionais e importados, com preços a partir de um real. Todos os produtos tinham descontos de 20% a 80%, inclusive os lançamentos.
Só que essa edição não se resumiu aos descontos matadores. A Fest Comix 2015 inovou na programação e nas atrações, trazendo artistas nacionais e internacionais de peso (falo deles aqui), para palestras, debates e autógrafos. Não bastasse isso, ainda tiveram os espaços exclusivos como o Minas Nerds, Estandes de editoras e autores nacionais, espaço para autores independentes, palco para cosplays, exposições e o cantinho (assaz barulhento) da JBC.


 A primeira coisa que fez meus olhos brilharem quando tive acesso à programação da Fest Comix foi o espaço para autores nacionais e independentes que estaria com tudo nessa edição. Vocês sabem como adoramos dar apoio a autores nacionais, sejam de fantasia, quadrinhos ou outras loucuras. Foi realmente uma festa e pudemos bater um papinho com essa moçada interessante e bacanuda que estava a dar o ar da graça!
O estande oficial da Comix estava com tanta promoção absurda que meu cofrinho chorou quando foi extorquido sem dó nem piedade, hahahahaha. Mesmo assim foquei na galera nacional que estava lá, dando o melhor de si, mostrando seus trabalhos!
O primeiro estande em que aportamos foi o da editora Draco, onde encontramos Raphael Fernandes, autor de “Apagão”. Uma HQ nacional que já está com o primeiro volume lançado de uma trilogia. Claro que essa HQ voltou com a gente pra casa, hehehe.

Em 2013, Rapahel lançou um projeto de financiamento coletivo no site Catarse.me, a graphic novel "Apagão – Cidade Sem Lei/Luz", desenhada por Camaleão. Os dois já haviam trabalhado juntos em Imaginários em Quadrinhos e na revista Mad6. Apesar de ser conhecido pelos seus trabalhos com histórias em quadrinhos, Raphael também mantém o site Contraversão, colabora com diversos blogs, além de atuar como redator e especialista em mídias sociais. O cara é 10 e em breve rolará uma resenha de Apagão aqui no blog (assim que eu ler os mil livros na fila... Óh céus!)!


Conhecemos o Sérgio Biscaldi na Aquário Editorial com seu livro infantil “As cores do Esquisito”. A coisa mais fofa que já vi. Com ilustrações lindíssimas (a lá Tim Burton) temos a história de um garoto esquisito que parte em uma aventura interna em busca de seu real talento. Profundo, né? Tenho minhas duvidas se esse livro é só para crianças mesmo...


 Batemos um papo com a Ana Cristina Rodrigues, autora  e historiadora (que chic!) de Anacrônicas, uma antologia de contos surreais. Uma simpatia de moça, a Ana nos aturou e ainda teve saco para gravar um recadinho pra gente (em breve esse vídeo aparece lá no canal). Como escritora, Ana é uma contista de mão (e criatividade) cheia, com mais de 25 contos publicados no Brasil e no exterior. Apesar de se aventurar na Ficção Científica e no Terror, a praia dela é a Fantasia, principalmente a Histórica (segundo suas próprias palavras) – se bem que vira e mexe dá de cara com a Fantasia Urbana.



 Na EditoraMarsupial encontramos o livro de quadrinhos “ Feitiço da Vila”. Uma série de histórias em quadrinhos com adaptações das canções de Noel Rosa. Fiquei encantada com o projeto e quando vi já estava com ele na mochila... Lá conversamos com o Lucio Luiz, autor de umas das histórias do Livro.
Lucio Luiz é jornalista e faz pesquisas nas áreas de quadrinhos, tecnologia (especialmente podcasting) e cultura participativa. Também é editor-chefe da Marsupial Editora e podcaster no Papo de Gordo.


Entre os independentes encontramos os simpáticos garotos do Píbola, com suas tirinhas maneiras e divertidas sobre Baboom, um cão vira-lata, desastrado e ingênuo. Muito alegre e atrapalhado, sua empolgação só é interrompida pelo barulho de um trovão ou rojão, quando sai correndo tropeçando em tudo e em todos. Um olhar divertido sobre a rotina suburbana do ponto de vista dos cães.


O Kiko Garcia da Kikomics estava lá com seus quadrinhos de terror bem humorado! Destaque especial para Catacumba - Terror Na Escada! Garcia é ilustrador, roteirista, designer gráfico e de web. Publica quadrinhos, pela sua editora Kikomics Quadrinhos Independentes e promove vários eventos para público interessado neste tema.












Conhecemos Guilherme Solari com “As Crônicas de Cascavel” e foi no mínimo intrigante conhecer um personagem que resolve combater o crime com todas as táticas de luta que aprendeu com filmes de ação dos anos 80... taí uma coisa que preciso mesmo ler, hahaha

Solari é escritor, jornalista, resenhista, bloguista (queria mais uma palavra para rimar com “ista”) e passou sua infância entre videogames e filmes de ação, embora seu principal hobby fosse imaginar sozinho histórias mirabolantes com ninjas, dinossauros e ciborgues (só eu lembrei de Robocop?). Depois de viver umas aventuras dentro e fora dos livros acabou escrevendo “Quando os Pesadelos Acordarem” e Crônicas de Cascavel”, além de participações em antologias e escrevinhar peças de teatro. Infelizmente, quando cheguei no espaço dele já estava sem grana e não trouxe o livro comigo. Mas mesmo assim, suas obras entraram para minha lista de futuras leituras! XD

Da série Blogs que viraram livros...


Carlos Ruas de "Um sábado Qualquer" e Fernanda Nia de “Como eu realmente...” estavam lá com seus deliciosos livros de tirinhas... depois de uma tietagem básica trouxemos para casa os livros e mais uma companhia peluda muito agradável. Luci. Hahahaha





Saldo final do Evento: muito cansaço, novidades e mochilas recheadas de futuras leituras.

Chegar na fest comix 2015 foi super tranquilo. Assim como na edição anterior, a organização disponibilizou vans para levar e trazer a galera. Validar a credencial também foi bem tranquilo e sem filas.
Tenho que dar os parabéns para a organização do evento que esse ano estava com um espaço para autores nacionais e editoras de pequeno porte, bem bacana e destacado. Dava para conversar com a galera, embora fazer entrevistas (que era nosso principal objetivo) teve de ser deixado pra lá. O barulho estava ensurdecedor.
Os palcos também estavam interessantes com atividades tudo de bom (apesar da distribuição do som ter ficado uma bagunça. Os palcos estavam próximos e foi tenso conseguir ouvir o que estava rolando no espaço Minas Nerds, por exemplo).
O espaço para autógrafos não tinha sinalização e ficamos um bom tempo boiando até sacar para o que servia de fato.
Não haviam muitas opções de alimentação e as poucas presentes estavam carésimas. Bom, como frequentadora do evento desde quando ele era lá na alameda Jaú, posso dizer que comida nunca foi o forte da Fest Comix (hahahaha), já que o foco está em oferecer material com super descontos, além de proporcionar uma experiência de integração entre os fãs de quadrinhos e colecionadores com autores e editoras.
Talvez pareça bizarro que mesmo com as atrações internacionais, a galera aqui do Barato tenha focado nos convidados nacionais e sobretudo, os independentes. Mas se analisarmos um pouquinho melhor, veremos que não é tão bizarro assim. Ler é o maior barato e descobrir novos autores, novos materiais e novos universos também é. Simples assim. Tinha uma galera com trabalhos incríveis e não estavam filiados a nenhuma editora grande. Infelizmente não deu para conversar com todo mundo, afinal esse post ficaria com milhares de milhões de quilômetros e daria várias voltas no globo terrestre antes de chegar ao fim... De qualquer maneira valeu a pena, e espero encontrar mais trabalhos bacanas, como os que vi por lá.

Por hoje é isso! o Post está atrasado, mas é claro! hahaha levei um tempo considerável para reunir e organizar todas as informações... :P

Para conferir o albúm completo do evento clica aqui.

E aí, o que achou de nossa aventura Baratal na Fest Comix? Conta pra gente! ;)

De Grão em Grão ... Financiamento Coletivo de Livros!

em 16 de julho de 2014


Quando amigos meus abriram campanhas para o lançamento de livros, me dei conta de um novo mundo dentro do território da publicação: O financiamento coletivo de livros. Então pensei: “poxa, se nem eu que vivo dentro desse mundo literário tinha acordado para isso, imagina o tamanho da galera que está por fora…” então arregacei as mangas e durante algumas semanas mergulhei fundo em pesquisas e perguntas para trazer a vocês um panorama do que é o financiamento coletivo no Brasil, principalmente no tocante a livros (que é o que mais interessa aos livrólotras!).

Quando falamos de financiamento coletivo aqui no Brasil, ainda percebemos certa estranheza na expressão das pessoas. “Mas isso é consórcio? É vaquinha?” Crowdfunding, ou melhor, Financiamento Coletivo é uma maneira de viabilizar projetos independentes. Cada um doa um pouquinho e de doação em doação juntamos o montante para dar vida a muitos projetos que continuariam apenas no mundo das promessas se dependessem dos recursos tradicionais para nascerem. Então, resumindo muito, o financiamento coletivo é uma vaquinha sim, mas todo mundo sai ganhando!

Inicialmente, o crowdfunding foi uma inovação abraçada por músicos, que encontraram uma alternativa às gravadoras. Um caso que gosto de citar é o da Cantora americana Amanda Palmer, que sempre trabalhou de forma independente e apaixonada e resolveu pedir ajuda aos fãs para arrecadar dinheiro: conseguiu mais de US$ 1 milhão, quando tinha pedido apenas US$ 100 mil. O projeto “Who Killed Amanda Palmer?” teve, com essa injeção de investimento dos fãs, além do álbum, um livro com fotos e micro contos do escritor Neil Gaiman e uma turnê, sendo o maior projeto musical até hoje a conseguir a maior doação na história desse tipo de financiamento. Ela falou dessa experiência incrível, que chama de “A arte de Pedir” em uma palestra, no ano passado, que você pode conferir devidamente legendada aqui.

E essa “arte de pedir” já se espalhou por outras áreas como projetos literários, jornalísticos, de fotografia, cinema, jogos, moda, quadrinhos, teatro, dança, web, novas tecnologias sustentáveis e tudo mais que a cabeça inventar pode ser financiado através dessas salvadoras vaquinhas online. Existem várias páginas que fazem esse tipo de captação. Lá fora, uma das mais conhecidas é a página do “Kickstater” e aqui no Brasil é a Catarse.

Enquanto pesquisava para essa matéria, encontrei uma pesquisa super séria, feita em parceria entre o Catarse e a Chorus, empresa de pesquisa com foco em projetos ligados a cultura e sociedade, mostrando como anda o cenário do Financiamento coletivo aqui no Brasil e questões como “quem costuma doar? Quem costuma procurar por esse financiamento? Quantas pessoas conhecem e praticam o crowdfunding e como podemos tornar essa modalidade mais conhecida” foram explorados e respondidos. Para minha surpresa os resultados foram mais otimistas do que poderia supor e mostram o grande potencial que este método de parceria tem aqui em nossas terras!

O grande desafio neste momento é exatamente fazer mais pessoas conhecerem o financiamento coletivo. E antes que eu esqueça, você pode acessar essa pesquisa nesse link. Fiquei animada com esse prospecto, mas ainda estava com a pulga atrás da orelha, afinal essa pesquisa é um panorama geral e quando comecei a escrever essa matéria meu intuito era saber sobre o financiamento coletivo de livros. Lá fora eu já sabia que dava certo, mas e aqui no Brasil? Sem saber muito bem por onde começar e acompanhando dois projetos de amigos que estavam na página de crowdfunding para livros Bookstart , resolvi fazer algumas perguntinhas pro pessoal de lá, que aliás, já aproveito para agradecer pela força que me deram nessa matéria!

Dany – O Financiamento coletivo de livros no Brasil é promissor? Existem exemplos disso?

Bookstart - A tecnologia e a internet são ferramentas transformadoras e possibilitam novos modelos de negócios. A América Latina tem ótimas taxas de adaptação ao comércio eletrônico. Dentro deste contexto estamos trazendo para o mercado editorial brasileiro um modelo já consagrado no exterior, a exemplo do Unbound, plataforma focada no mercado editorial, e o Kickstarter para todos os tipos de projetos. Este último já tem mais de 1 bilhão de dólares em apoios para mais de 64 mil projetos. Todos os dias milhares de novas obras são engavetadas por falta de oportunidade nas editoras e/ou falta de financiamento. O financiamento coletivo de livros é muito promissor porque traz novas possibilidades tanto para autores quanto para leitores. O modelo vai além do financiamento em si, ele permite aos leitores uma participação ativa no que é publicado e naquilo que eles desejam consumir. Para os autores é uma forma de divulgação do trabalho e a possibilidade de criar um primeiro contato entre sua obra e o público.

Dany – Existem outros sites de financiamento coletivo para diversos projetos (como o kickstarter) onde inclusive, tem projetos de livros também. Qual a principal diferença entre a Bookstart e os outros portais de financiamento?

Bookstart - Nós temos foco e público selecionado. Ao entrar no Bookstart, o usuário não divide a atenção com jogos de computador, festas e outros projetos, nosso público entra no Bookstart para apoiar literatura. Além disso, desde o primeiro momento colocamos o autor em contato com o Bruno Castro, nosso editor-chefe, que auxilia o autor na estruturação da campanha e gerencia as diversas etapas da produção do livro, da análise dos originais à impressão. Ou seja: oferecemos ao autor os serviços profissionais que ele encontraria numa editora, associados a uma plataforma de interação com seu público que se torna patrocinador do projeto.

Dany- Em uma palestra da cantora Amanda Palmer, que conseguiu lançar um de seus projetos mais importantes graças ao financiamento coletivo, ela diz que os fãs, aqueles que acreditam no seu trabalho, querem vê-lo funcionando e estão dispostos a financiá-lo. Partindo dessa premissa, será que aqui no Brasil temos pessoas dispostas a acreditar nos autores nacionais independentes e financiar seus projetos?

Bookstart  Com certeza temos. É muito bom fazer parte de algo em que você acredita. Todos que apóiam uma campanha acabam torcendo por ela e fazem questão de divulgá-la porque acreditam no trabalho do autor e querem ver seu livro publicado e lido. É maravilhoso ver isso acontecer. Nós sabemos o quanto isso é importante, principalmente para o autor talentoso que está começando, para quem essa força extra faz toda a diferença. Para nós do Bookstart é uma motivação muito grande toda vez que vemos um trabalho sendo reconhecido, seja ele de qualquer categoria ou plataforma.

Dany- O financiamento coletivo de livros é uma tendência passageira ou um movimento social que veio para ficar?

Bookstart  Já deu certo lá fora, está dando certo aqui também e, dentro de alguns anos, cairá de vez no gosto do público. Arrisco até dizer que o próximo livro de cabeceira de muitas pessoas será uma obra publicada por financiamento coletivo. É uma tendência irreversível e o Bookstart tem muita satisfação em ser um dos agentes dessa mudança.

Depois dessas dúvidas sanadas me senti bem mais confiante e meus olhos brilharam, sem contar as matérias que encontrei de autores NACIONAIS que conseguiram patrocínio através do financiamento coletivo e que você pode conferir clicando aqui e aqui. Imagine quantos projetos sensacionais poderão vir ao mundo! É simplesmente incrível saber que podemos fazer parte dessa corrente!

Para quem já entendeu o que é mas ainda não sabe como funciona…

No caso de livros, o autor envia o seu projeto para a Bookstart ou qualquer outra plataforma com que deseje trabalhar. Aqui vale lembrar que o autor se torna o total responsável pelo planejamento do projeto que vai desde o conteúdo do livro até as recompensas e divulgação da campanha. A partir daqui, a plataforma faz uma triagem a fim de eliminar possíveis “aproveitadores” ou projetos sem pé nem cabeça. Quando tudo é acertado, o projeto se torna aberto para a captação e os autores passam a compartilhar sua ideia com pessoas que tenham interesse em apoiá-la financeiramente.
Os projetos têm que ter uma meta de arrecadação e um prazo que costuma ser de até 60 dias. Quando chega o prazo final, existem apenas duas opções: Tudo ou Nada.

Tudo: se a meta for atingida ou até superada, o projeto recebe o montante arrecadado.

Nada: se a meta não for atingida, o valor das doações é devolvido para cada um dos apoiadores e o projeto não leva nada, mas também não arca com nenhum custo.

Enquanto finalizava essa matéria, aqueles projetos dos meus amigos que falei lááá no começo desse texto, atingiram a meta e foram além do esperado! Em breve dois livros maravilhosos estarão livres por aí! É a mágica da parceria e da união entre autores e leitores. Pensando bem, é exatamente isso que o financiamento coletivo de livros nos oferece: a chance de como leitores, escolhermos o que queremos ler. Não precisamos mais ficar sentadinhos esperando o próximo lançamento de um “best seller” enlatado “made in USA”, quando temos o poder de inverter o jogo e transformar a hierarquia editorial do que “vende mais” para o que “Se lê” mais.

Imagine um mundo em que a burocracia é deixada de lado e de forma mais simples e direta, autores, pequenas editoras e leitores formam uma aliança para trazer ao mundo projetos que estavam fadados a serem esquecidos numa gaveta escura. Imagine que você faz parte desse novo mundo onde cada um ajuda como e com o que pode e mesmo assim fazer toda a diferença. Imagine simplesmente não ter limites. Imagine sonhar e saber que mais pessoas sonharão junto com você e assim quem sabe, viveremos os versos da música “Prelúdio” do Raul Seixas: “Sonho que se sonho só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. O mais legal disso tudo é saber que esse mundo novo não é futuro, não é só uma ideia: É presente, é real e fazer parte dele é apenas uma questão de escolha.




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