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Dica: Conversas com Paul Rand

em 30 de junho de 2020



Em uma linda edição da finada editora Cosac Naify, o título ilustra bem uma conversa com o Designer Paul Rand (1914-1996). Famoso por seus trabalhos no logo da IBM e diversas capas de vinil e soluções inovadores e minimalistas que transmitiam a essência da mensagem em apenas imagens.



São duas conversas relatadas no livro, no qual ele debate questionando e explicando alguns professores universitários de design e em outro fala com alunos em aula respondendo dúvidas. 

Também há depoimentos de outros designers famos que conviveram com ele como Wolfgand Weingart, Steff Geissbuher, Gordon Salchow e etc. 

Logos feitos por Paul Rand.
O escritor, Michael Kroegger organizou esse material dos diálogos para o livro que é pequeno e tem uma linda edição com cores vivas e uma diagramação maravilhosa. Infelizmente só é possível encontrar a edição em algumas livrarias, na estante virtual, bibliotecas especificas ou em ebooks online. 

Autora nacional Ana Lúcia Merege

em 7 de junho de 2019



O livro de hoje é da autora Ana Lúcia Merege, o 1° da trilogia fantástica, 'O Castelo das Águias', publicação da Editora Draco.
SINOPSE DO LIVRO

O 'Castelo das Águias', romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.

Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.

Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias. Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las, desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.

SOBRE A AUTORA

A autora é bibliotecária da Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro, e tem um blog que leva o nome de seu livro, onde publica notícias variadas, de eventos literários onde estará a contos do universo fantástico de 'Castelo das Águias'.


Esse foi o primeiro post da nossa parceria na Campanha #LivroBRnoCinema, só clicar aqui para saber mais sobre a parceria!

Conexão Magia

em 20 de março de 2018

Autor: Helena Gomes e Rosana Rios
Gênero: Fantasia / Aventura
Páginas: 430
Editora: Rocco
Selo: Novos Leitores


Eita nóis! É a expressão que me veio na cabeça várias vezes durante a leitura desse livro. Tem tanta coisa para falar de Conexão Magia que é necessário por as ideias em ordem antes de começar começando essa resenha!


Gael é um garoto de catorze anos, aparentemente levando uma vida comum e pacata com sua família adotiva que administra um bar nas imediações do metrô Tietê.

As coisas iam tranquilas, até que, durante uma excursão da escola, um cara marrento montado num cavalo, tenta matar Gael. E a partir daí, o garoto vai precisar de toda ajuda possível para se manter vivo e descobrir porque diabos todos dizem que ele nunca deveria ter nascido.

A história se passa em São Paulo, mas também em Salvador e Rio de Janeiro. No universo desse livro, existe o mundo humano comum sem magia que ignora completamente que existem humanos que escolheram viver em Conexão com a Magia [sacou o motivo do titulo do livro, né?]. Não se tratam de seres mágicos, mas de HUMANOS que vivem através de magia. Claro que existem as fadas, os homens-onças, sereias... eles estão lá, mas não são o foco da história.

Ao longo das eras, clãs inteiros optaram por viver do lado de lá da realidade: índios, africanos, celtas, mouros, saxões, portugueses... e com a magia, escolheram também manter suas tradições, algumas delas bem ruins, como escravagismo e tratamentos violentos dispensados às pessoas consideradas “traidoras”. E assim, temos um intricado e complexo sistema social arcaico em Conexão Magia, tão frágil, que qualquer coisa pode fazer explodir uma guerra entre os clãs. E é exatamente isso que vai acontecer.

Imagine que dentro das grandes cidades existem vilas inteiras, ou outras cidades dentro das cidades, cheias de pessoas que se vestem como na idade média, mas usam celulares e internet, rede de esgoto, e tem carros! — tudo devidamente ocultado dos olhos comuns, através da Conexão Magia.
Ler CM foi como ver um filme empolgante, cheio de ação em que a gente fica torcendo pras coisas se resolverem logo!

Com personagens bem construídos, a gente percebe que o anseio deles é bem parecido com o nosso: todos queremos amor. Todos desejamos encontrar o nosso lugar no mundo.

Destaque para Viriato: um cara que arrasta muitas sombras do passado e tenta fazer as coisas certas, mesmo quando está fazendo tudo errado. O livro todo tem uma pegada de conto medieval com realidade atual, com capítulos dinâmicos em que a gente quer saber o que está havendo com todo mundo e não dá tempo para mais nada: o leitor vai sendo consumido pela leitura e aí, meu amigo, só termina quando acaba.

O trabalho de pesquisa é evidente e ainda assim, não parece forçado no meio da leitura. As coisas acontecem e as informações vem junto, sem necessariamente termos que parar para recebê-las.

As personagens femininas são marcantes: Oriana (mãe de Gael) é forte e impetuosa, Anuk (uma mistura de raptora + amiga + namorada de Gael e 2% vilã) é um terremoto: se esconde atrás de uma carranca mal humorada e mandona e por onde passa não deixa nada em pé. Mas isso é só uma forma de esconder seu coração frágil e constantemente machucado. Carol (irmã mais velha de Gael) é corajosa, romântica e um doce de pessoa. Essas são apenas algumas das personagens femininas de Conexão Magia, tão bem desenvolvidas, que dá quase para tocá-las.

Para terminar essa resenha, só posso dizer uma coisa: “Adorei Conexão Magia e irei protege-lo!”
Leitura indicada para quem curte uma fantasia bem elaborada (sério, dá para montar fácil um sistema de RPG para essa aventura), personagens vívidos e tramas dignas de romances da realeza.
Vou ficando por aqui, folks!
Até a próxima!

CARMEM

em 9 de março de 2018


Sinopse: Amélia é uma jovem governanta começando seus trabalhos na Mansão Stern após ser contratada pelo excêntrico milionário Cássio. Aos poucos ela descobre que a mansão abriga mistérios e que giram em torno da pequena Carmen, a irmã mais nova.
Será que Carmen é apenas uma menina deslocada ou haveria um motivo sobrenatural para sua estranheza?

Mergulhe nesse mistério e descubra com Amélia o que pode acontecer nas sombras da mansão.


LEIA UM PEDAÇO DO PRIMEIRO CAPÍTULO:


 A charrete me deixou na entrada de uma estradinha de terra batida, ladeada por mato alto
e árvores. O condutor me disse que, seguindo por ali chegaria ao meu destino. Agradeci a carona
e segui. Aqui e acolá, as pedras me faziam pisar em falso, meus sapatos não estavam acostumados.

Me parabenizei mentalmente por ter escolhido um vestido cuja barra ficava pouco acima dos
tornozelos. Do contrário, teria uma boa quantidade de terra nas roupas. Sentindo o peso de minha
maleta, rezei para que a estrada chegasse logo ao fim. A viagem tinha sido cansativa e na ultima
noite havia dormido numa hospedaria na estrada, para garantir que chegaria pela manhã.

 Eu tinha sorte de chegar no alto da primavera, quando a neve e o sol mais frio tinham
ficado para trás. O caminho revelou uma leve subida e já estava ofegante ao finalmente enxergar
as grades grossas de um portão de ferro preto.

Além do portão havia um imenso jardim com estátuas brancas, retratando mulheres,
homens e crianças. Rosas brancas despontavam entre arbustos bem cuidados e outras plantas
ornamentais.

No centro do jardim havia um caminho de pedras lisas que se bifurcava ao chegar num
chafariz ornamentado de flores e tornava a se unir depois deste, apontando para o casarão.
Embevecida, puxei a corda do sino que localizei assim que me aproximei da grade.

Passados alguns minutos toquei novamente e ainda assim ninguém foi ao meu encontro. Resolvi
experimentar o portão e para minha surpresa estava aberto. Tive apenas que livrar o encaixe do
ferrolho e entrei no jardim.

Olhei ao redor e inspirei o perfume das flores. Depois de avançar além do chafariz, pude
ver melhor o casarão Stern. Uma construção sólida, quadrada e lisa. Havia pelo menos, oito
janelas de cada lado. A fachada inteiramente pintada de cinza. Era como se aquela casa não
pertencesse ao mesmo dono do jardim.

Meu estômago estremeceu. Jamais havia trabalhado numa propriedade tão imensa. Eu
tinha apenas 29 anos e nenhum resquício da segurança que deveria ter. Então respirei fundo,
apenas endireitei os ombros e segurei minha maleta com mais firmeza. No bolso do casaco minha
carta de recomendação.

Bati com a aldrava na porta de madeira maciça.  Ninguém. Bati novamente, controlando
a ansiedade. Nada. Lembrei-me do portão, e então segui o exemplo. A maçaneta estava
destrancada.

Entrei, cautelosa. A entrada da casa era marcada por um amplo salão sem mobília. O piso
era branco e tive certeza de que estava pisando em mármore. Logo a minha frente uma escadaria
larga que se bifurcava no andar de cima.

Haviam portas de madeira e vidro nas laterais do salão. Mantive silêncio procurando por
alguém que pudesse me receber, até ouvir um murmúrio vindo de uma das portas à esquerda.
Parecia que uma conversa se desenrolava e por mais que eu não quisesse parecer intrometida,
senti-me empurrada. Uma força magnética me puxava cada vez mais para perto.

— Olhos tristes são o que vejo em você.  — Ouvi uma voz masculina dizer.— Seus olhos
são enormes e me assustam, quando às vezes, e muito por acaso os encontro. Você não poderia
ser menos feia e desarrumada, Carmem? Anda sempre muda, esgueirando-se pelos cantos das
paredes, escondendo-se nas sombras atrás das portas desta casa imensa. Sua presença me enoja,
parece um bicho, não fala. Come sem maneiras.

Retraí-me. Quem falaria com outra pessoa assim?

— Os seus olhos tristes e enormes parecem cada vez maiores. — Ele continuou — Toda
vez em que me vejo obrigado a suportar sua imagem, são o que mais chamam atenção. Eles me
fazem perdoar toda a imundície que sua presença exala. Quero ver o quanto mais do seu rosto
estes olhos devorarão.

De onde eu estava, de frente para a porta semiaberta, pude ver o homem empertigar-se,
levantar da poltrona e aproximar-se de uma pessoa encolhida ao pé da escrivaninha. Dava para
ver um vulto vestido com panos encardidos. O rapaz suspirou e deu continuidade ao monólogo:

— Uma noite, sonhei que era toda olhos. Um grande par de olhos a vagar nesta casa, se
arrastando, como é de seu costume fazer. Foi uma visão medonha, tenho que admitir, mas... muito
intrigante. E penso se não é possível que se torne realmente aqueles olhos. Como sempre não fala
nada. É muda mesmo ou não sabe falar, criatura asquerosa?— Só então me dei conta de que se
tratava de uma garota, embora não pudesse ver seu rosto. A moça encolheu-se.

—Devia arrancar sua língua! É desnecessário mantê-la, se não a usa para nada!
O rapaz agachou-se e esbofeteou a menina com força. Limpou o sangue do anel num
lenço e ordenou que o deixasse em paz. Ela, por sua vez, arrastou-se para fora da sala, empurrando
com força a porta e deixando-a aberta de vez. Quase caí de costas com o movimento. Ainda me
sentia aturdida com o que acabara de assistir.

Enfiando o lenço no bolso do colete cinza, Cássio virou-se para mim lentamente,
parecendo finalmente atentar para minha presença.  Tentei controlar a tremedeira de meus braços.
De repente senti frio, mas busquei me manter firme nos segundos infinitos em que ele me encarou.
Na época me perguntei se ele sabia que eu estava ali, atrás da porta, acompanhando a cena
violenta. Hoje tenho certeza de que sabia, e mesmo assim não demonstrou constrangimento.
Tampouco parecia consternado ou envergonhado.

Ele apresentou-se como Cássio, dono do lugar e único herdeiro da família. Depois de uma
breve entrevista, passou-me a lista de obrigações e foi-se tão logo apresentou meus aposentos.
Meu quarto ficava no casarão, enquanto os outros empregados dormiam num pequeno prédio nos
fundos da propriedade. E assim fui admitida na Residência Stern.

Carmem era uma moça, cuja aparência me abstenho de descrever, por não encontrar
palavras que as valham. Tinha dezesseis anos, acho. Disseram-me que os jovens Stern eram
irmãos por parte de um dos pais. Nem sempre o que nos dizem é verdade. Quase nunca é.

...continua






Os Filhos de Anansi

em 17 de novembro de 2016

Autor: Neil Gaiman
Gênero: Ficção, Fantasia urbana, Romance
Páginas: 383
Editora: Conrad | 1ª edição 2006

Essa não é minha primeira resenha de um livro do Gaiman e muito provavelmente não será a ultima. Mas há algo nesse livro de hoje que é bem especial para mim, sendo sem dúvida, um dos meus favoritos indispensáveis.

Em Os filhos de Anansi, temos Charlie. Um americano natural da Flórida que há muito vive em Londres. Lá ele vive uma vida pela metade: Um emprego meio bom, uma casa meio boa, um meio noivado. Mesmo achando que tudo poderia ser melhor, acostumou-se com sua rotina meia-boca. Afinal, ele mesmo não se achava assim, tão bom para ter uma vida plena.

Charlie vê desmoronar o equilíbrio conquistado com tanto esforço quando recebe a noticia do falecimento de seu pai.

Durante a viagem para acompanhar o enterro, ele sofre ao lembrar o quanto o velho o fazia se sentir desconfortável e pagar mico constantemente. Seu pai tinha sido, no final das contas, o principal motivo para ter ido morar em outro país. Viajar para seu antigo lar significava remoer velhas mágoas, visitar lembranças que pareciam estar perdidas em algum porão antigo.

Embaixo de todo aquele conformismo, dentro de Charlie havia um garoto que não amadurecera o suficiente para se tornar homem. Para se tornar tudo o que ele poderia ser.

Para sua coleção de micos, Fat Charlie (como seu pai costumava chama-lo) chega atrasado ao enterro do pai, e encontra um rapaz extremamente parecido consigo mesmo, só que, com uma aparência, muito, muito melhor. Pouco tempo depois esse rapaz se apresenta como irmão gêmeo de Charlie e resolve ajudar o irmão a ter a vida que merecia ter.

Mas as coisas não eram tão simples assim. Nem de longe. De onde “brotara” esse irmão gêmeo? Por que seu pai jamais havia falado dele? E por que ele sabia tanto de Charlie e Charlie não sabia nada dele?

A jornada de Charlie é tão fascinante quanto a mitologia africana onde Gaiman montou o cenário obscuro da trama.  E é tentando desvendar esse mistério e se livrar das confusões em que o suposto irmão o mete “cheio de boas intenções”, é que Charlie finalmente acorda para si mesmo e para o mundo.

A narrativa é suave e tem aquele toque surrealista típicos das obras de Gaiman. Quem acompanhou Sandman sabe do que estou falando. Esse recurso consiste basicamente em narrar uma cena absolutamente insólita como se fosse a coisa mais natural do mundo. Fim. E não importa quantas vezes esse cara use isso. Sempre dá certo e eu sempre fico uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau.

Anansi é o Homem aranha que conta histórias ao mundo. Na wikipedia tem a história caso esteja curioso, mas já adianto que a versão contada por Gaiman em uma passagem do livro é muito mais bonita.

A nova edição lançada pela Intrínseca é linda, mas não abro mão de jeito nenhum do meu exemplar lançado pela Conrad em 2006. Simplesmente adoro esse projeto gráfico!


Leitura indicada para quem adora fantasia urbana, romance e personagens super bem desenvolvidos.


OBS: Leitura obrigatória para fãs do escritor. E se achar que umas certas senhoras são muito parecidas com umas outras certas senhoras de O oceano no fim do caminho, pode ter certeza que não é mera coincidência. Fica a dica.

Sobre livros desapaixonantes

em 14 de novembro de 2016

 Ás vezes é  impossível evitar uma “quase decepção literária”. Digo quase pois, não chega a ser uma total frustração. É só um livro que você idealizou muito e então, não é nada daquilo.

Ou ainda pior: você não sabia o que esperar do livro, mas todos diziam que era o máximo e de repente, desamor. Você lê, cheio de expectativas e procura desesperadamente pelos sinais das coisas magnificas que todas as pessoas disseram, indicaram e exaltaram deixando seu hype superinflado.

Então o livro se torna aquele crush que chegou perto demais evaporando o interesse, pelo simples fato de que ele não era aquela coca cola toda que você passou horas idealizando. 

E é nesse momento em que você se reconhece desapaixonadoNa maior parte das vezes nos sentimos desajustados. Por que eu não consigo gostar desse livro? Por que disseram que era tão incrível? Por que? Por que? Os motivos podem ser vários: Você não estava no momento certo para aquele livro ou está saturado daquele gênero, ou esperava que dentro daquele gênero, o autor usasse os códigos de sempre de maneira revolucionária.

Mas acho que, na maioria dos casos, o que estraga o livro é o hype. Você lê cheio de expectativas e não deixa o livro evoluir, a leitura fluir e a história se desenvolver, simplesmente por estar procurando os pêlos dourados da maçã da esfinge que não sabia o enigma.

Claro que existem os diferentões, aqueles que lêem apenas para apontar falhas e dançarem polca com os haters. Mas se esse  não é o seu caso e você apenas não achou o livro aquela nimbus 2000, não se torture, não se obrigue. Puxe o freio do bom senso e dê descarga na opinião que ouviu e até mesmo nas recomendações que procurou e retome a leitura livre da obrigação de achar aquilo o máximo. Ou simplesmente deixe pra lá e seja realista: é fato que existem livros ruins.


Seja livre e lembre-se: um livro jamais será lido da mesma maneira por pessoas diferentes. <3

Clube da Luta

em 2 de outubro de 2016

Autor: Chuck Palahniuk
Gênero: Ficção, Ação, Suspense.
Páginas: 272
Editora: Leya
Livro que deu origem ao filme homônimo, Clube da Luta é uma viagem em primeira pessoa pela mente do protagonista e suas reflexões sobre a sociedade. Falando assim, parece uma sinopse extremamente chata. Mas, a última coisa que você sente quando lê ou vê esta obra é que ela seja parada.
Conheci o Clube da Luta pelo filme protagonizado por Edward Norton e Brad Pitt quando era adolescente, na época pensei que fosse o melhor filme que já tinha visto. Agora quase 20 anos depois ao ler o livro, tenho certeza de que é mesmo. 

Não existem muitas diferenças na trama adaptada, portanto se você ver o filme e descobrir o final. Deve pensar: qual a graça de ler o livro? 

Este foi um dos motivos que me fez relutar em ler a obra, eu lembrava exatamente e tinha receio que o livro pudesse decepcionar em um daqueles pequenos casos que o filme é melhor que o livro.

Mas a adaptação é extremamente fiel, todos os detalhes estão lá. Você facilmente consegue ver o protagonista e sua saga sem problemas. 

Li algumas resenhas que falavam que o livro era confuso, não é. Chuck coloca o leitor dentro da cabeça do narrador. Você vê tudo sobre o ponto de vista dele, do que ele sabe e não sabe. E falo narrador, porque o protagonista não tem nome. E isto não interfere em nada. Afinal, quem importa na trama para o protagonista são Tyler Durden e Marla Singer.
O livro é aquela obra que te faz questionar como as coisas são na sua vida e na sociedade. Jogando na sua cara aquilo que não quer ouvir sobre as coisas supérfulas da vida e que normalmente são ignoradas.

Sim, você viu o filme e já sabe o final. Sim, você também deve ler o livro.
Não tem nada mais emocionante do que estar na cabeça do protagonista quando você já sabe seu segredo. 

O final do livro é diferente do filme, a cena  final complementa e encerra de maneira emblemática e deixando no ar o destino do protagonista.

No entanto este destino pode ser desvendado, pois acaba de ser publicada a continuação de Clube da Luta 2 em HQ pela editora Leya

Na trama nosso protagonista vive em um apartamento modelo e trabalha em uma empresa de seguros, por estar com insônia ele procura um médico. Ao invês de ajudar o médico diz: Se quer ver gente sofrendo de verdade, vai nas reuniões do grupo de apoio ao câncer.
Ele vai. Lá ele desabafa e como uma balsamo consegue dormir. Passa a frequentar as reuniões até o dia em que encontra Marla. 
Sua presença o perturba nas reuniões a tal ponto que a insônia volta. Um dia em sua viagem, ele encontra Tyler e a partir dai toda sua vida muda de um jeito irreversível.

Para encerrar, deixo aqui as regras do clube. Afinal não é uma resenha do Clube da Luta se você não as cita.;)

A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
A segunda regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
Terceira regra do Clube da Luta: se alguém gritar "Pára!", fraquejar, sinalizar, a luta está terminada. 
Quarta regra: apenas dois caras numa luta. 
Quinta regra: uma luta de cada vez, pessoal. 
Sexta regra: sem camisas, sem sapatos. 
Sétima regra: as lutas duram o tempo que for necessário. 
E a oitava e última regra: se esta for a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem de lutar.


Série de TV: 11.22.63

em 12 de maio de 2016

Criada pelo Hulu, a série em oito episódios é baseada no livro de Stephen King e com direção de J. J. Abrams. Aqui no Brasil, o livro foi publicado com o título de Novembro de 63, publicado pela Editora Suma de Letras.


Jake Epping (James Franco) é um professor de inglês que almoça na sua lanchonete preferida como sempre, até que o proprietário da mesma lhe diz que na dispensa existe uma passagem que leva para o ano de 1960!

Obviamente, Jake não acredita então Al o empurra. E ele se vê em meio a toda a atmosfera da época. O portal não muda e não vai pra outro lugar ou dia, é sempre o mesmo dia em 1960. Então Al pede um favor: Que Jake vá para o passado e fique lá para salvar o presidente Kennedy de ser assassinado.

Sim, você não ouviu leu errado. Jake tem a missão de ficar três anos no passado e impedir o assassinato, sendo que ninguém sabe ao certo o que aconteceu no dia de verdade. Munido de suas informações do futuro, ele tem então que se adaptar e sobreviver até o dia fatídico e tentar mudar a história do mundo.

Lanchonete com viagem no tempo!

Como boicotar sua missão: apaixone-se!
Pontos positivos da série: Excelente ambientação, os cenários e figurinos estão ótimos e remetem toda a atmosfera da época. James Franco encarnou bem o papel de Jake e seus conflitos sobre mudar ou não o tempo. Isto porque o próprio tempo/destino está contra ele. Sempre que tenta mudar o passado algo acontece para impedir: Telefones tocam, carros atropelam, casas pegam fogo... 

Ele está literalmente numa luta contra o próprio universo para fazer o que precisa.


Capa da Edição Brasileira do Livro
A série tem começo, meio e fim. E o desfecho está muito bem feito e amarrou perfeitamente a trama. Cada capítulo prende o leitor que não conseguirá parar até saber o final da série.

Convido a todos a conferirem esta adaptação e dizerem o que acharam dela em comparação com o livro. 

Confiram o trailer e boa sessão pipoca! ;)

 

Como descobrir seu gênero Literário?

em 26 de outubro de 2015



Saudações, caros Leitores Baratais!

Hoje venho aqui trazer mais uma matéria visando, claro, iluminar o caminho daqueles leitores que buscam se encontrar,independente de seu destino. Ninguém melhor que uma menina meio perdida pra entender o que vocês sentem, não é mesmo?
Ao longo do meu Caminho Das Letras, trarei sempre novidades que facilitarão a jornada do próximo, então aqui está mais uma dificuldade que todo leitor passa, seja no começo ou após anos de “atuação na área”. 
Para aqueles que acabaram de ingressar nesse caminho, é normal essa agitação e ansiedade para encontrar seu gênero predileto, até porque o indicado é fazer exatamente isso. Mas...Como descobrir o seu gênero literário?


Aqui vão algumas dicas que podem servir para você, confira!


01. Avaliando o seu gosto

Geralmente, gosto é gosto e não se discute, então observe o que lhe apetece geralmente. 
Usaremos a tia Jeni aqui como exemplo: adoro filmes de terror com aquele mistério que consome nossas mentes antes de ser desvendado e, depois de esclarecido, deixa espaço para um bilhão de interpretações. Com os livros não é diferente, ao escolher eu dou preferência aos de mistério sombrio e tom sarcástico. É um bom começo, experimente escolher os gêneros que se aproximem dos que já tenha enraizado em você, facilita bastante.
Há outras áreas que lhe ajudarão, como matérias escolares. Teoricamente se você ama história e adora viajar nos contextos e culturas de tempos passados, Tchã-ram! Achamos mais uma pista da direção certa. Observe que tudo aquilo que em você gera fascínio, irá te guiar para encontrar o seu gênero, seja por religião, história, fantasia ou erotismo.
Se você é do tipo que prefere os livros finos, procure por crônicas, poemas ou contos. São formatos que se aproximarão mais do que te dará prazer em ler. Mesmo que esteja procurando um gênero, se desde o início evita os mais grossos, significa que não é esse o seu gosto. Então, logicamente, não há motivo para insistir nos mais gordinhos, certo?



02. Livros de contos
Uma boa pedida também é começar a ler livros com contos de vários temas e fazer uma resenha para cada conto. Assim feito, leia e observe aquele que mais lhe deu prazer em ler, ao que mais absorveu os detalhes, qual teve maior facilidade em terminar e o porquê de tudo isso. Avalie atentamente que, no mínimo, sairá dessa experiência com pelo menos um passo mais perto de achar seu gênero literário.

Eu indico Os Segredos do Rei do Fogo, de Kim Edwards, para começar. 



03.Avalie sua dificuldade
Muitas das vezes em que achamos que não encontramos nosso gênero, estamos empacados em um ciclo de livros chatos. Houve um tempo em que eu me recusava a me aventurar além daquilo que eu acreditava gostar, como o romance. Eu pedia livros de romance porque eu estava numa época bem sonhadora, digamos assim. E achava que era daquilo que eu precisava, me recusando a ler outros temas. 
Com o tempo me senti perdida sem saber do que eu gostava de ler e os que eu possuía estavam ficando cada vez mais difíceis de se ler.  Foi então que me indicaram um romance diferente, envolto em mistério, aventura e fantasia.
“Puxa vida! Que livro supimpa!” Daí eu percebi que o que eu gosto de ler não eram os romances, mas sim a história que atava o enredo. Hoje sou amante da literatura fantástica e sombria. O mistério tem que estar presente, nada que seja previsível me interessa. 
A dica então é ver se não está empacado em um livro chato acreditando ser do seu gênero. Fique de olhos abertos para o que realmente lhe deixa curioso em uma história, o romance ou o contexto histórico que se encontra nele? O terror ou o sentimento das personagens envolvidas? Acredite, meu caro...Fará diferença da água para o vinho.



E então, gostaram das dicas? Compartilhe suas experiências e conte-nos como descobriu o seu gênero literário nos comentários!

Até a próxima, pessoal! 



Como terminar AQUELE livro chato?

em 16 de outubro de 2015

Olá, barateiros e barateiras!

Aqui estou eu, titia Jeni, com mais uma matéria quentinha para vocês! Como vocês já devem ter percebido eu adoro cuidar da vida dos outros dar dicas para os leitores, sempre ressalto que não existe apenas um tipo de leitor, não há uma missão, iniciação ou uma coruja voando pela sua janela que trará uma carta dizendo que tornaste um leitor. Se você lê e gosta disso, já é um de nós! \o/
Há, claro, aqueles que lêem com mais afinco, outros que só quando o computador está na manutenção, tem os que preferem os clássicos, e aqueles que gostam dos atuais. Não existe uma exigência para que seja considerado um leitor, como dito anteriormente. Então, crianças, ignorem aqueles comentários do tipo: “Como você nunca leu esse livro? Que tipo de leitor você é?”.
E mesmo os leitores com anos de experiência encontram barreiras na hora de terminar um livro, às vezes pode ser um livro da faculdade, o qual é obrigado a ler, uma indicação de um amigo ou apenas uma meta pessoal, não importa. Você quer terminá-lo e eu mostrarei como terminar aquele livro chato!


01.  Divida as páginas
Não, gente! Larguem a tesoura, não é para cortar as páginas! O que eu quis dizer é, divida o número de páginas do livro com a meta de dias em que pretende terminar. Exemplo: O livro tem 200 páginas e quer terminar em 20 dias. Dividindo, você terá que ler 10 páginas por dia. Não parece tão pesado, não é mesmo?

Estabeleça metas de acordo com sua necessidade e vontade, dessa forma terminará logo e em poucas páginas por dia, facilitando bastante também para os nossos leitores “atarefadinhos”. 




02.  Áudiobooks
Áudiobooks, para quem ainda não conhece, são livros em formato de áudio. Haverá uma voz reproduzindo o livro inteiro para você, é uma ótima forma de conseguir terminar o livro. Alguns têm dificuldade de se concentrar, mesmo sentando-se na cadeira mais confortável, no ambiente mais silencioso e aconchegante. Talvez ouvir alguém contando a história para você, fará você se concentrar melhor.

Parece muito divertido caminhar até o trabalho, ir às compras ou até mesmo lavar a louça, ouvindo o livro. Uma história contada é bem tentador, não é? Procure desligar-se de TVs,músicas ou quaisquer tipos de distrações, pois poderá se dispersar facilmente com o ambiente externo. Tanto o livro físico quanto o em mp3, precisará de um pouquinho de concentração, amiguinhos.




03.  Pesquise
Mesmo você tentando de verdade, por vários motivos, a leitura está sendo extremamente entediante. Pode ser por você não entender nada sobre o assunto do livro, conter palavras muito difíceis, frases longas e complicadas que fazem você se perder na metade ou até mesmo pode ter um tema fabuloso, porém o desenvolver dele é muito mal feito.
Por isso, pesquise o resumo ou a sinopse na internet, o tema do qual não entende, o espaço tempo no qual se passa a história, o nome dos personagens, pesquise algo que lhe chame a atenção o suficiente para que faça valer à pena o esforço de terminar aquele livro. Algo com certeza lhe despertará o interesse.
“Ah, titia Jeni, mas assim eu perco o pouco da vontade de ler o livro se eu souber o que vai acontecer nele!”

Bem...pra começo de conversa, se houvesse mesmo uma vontade de ler significativa, você já o teria terminado, mesmo que na “sofrência”. É uma dica para que encontre uma motivação, afinal. 




04.  Tática especial da titia Jeni!
Essa sempre funcionou para mim! Esse método foi passado de minha tia, para minha irmã e cá estou eu compartilhando essa receita valiosa para a família do Barato. Por quê? Porque vocês são lindos, só por isso. Haha’
Agora é sério, sabe aqueles filmes estranhos que começam mostrando algo do final, do passado ou alguma informação totalmente aleatória e confusa?Daí você passa o filme todo tentando de tudo para interligar os fatos. Então, o que a titia Jeni faz é simples: Ela lê as últimas três páginas do livro, é o suficiente para você captar algumas informações. Você irá então passar o livro todo tentando adivinhar como as informações chegam ao final!
Não precisa necessariamente ser as três últimas páginas, mas eu aconselho que seja, pois nas últimas você com certeza terá boas informações, afinal é o desfecho de todo o enredo. Eu considero uma boa motivação tentar encaixar tudo, pelo menos para mim. Eu fico doidinha e em cóleras tentando adivinhar e, até mesmo o livro mais redundante e monótono, torna-se um desafio.
Esse é a dica de ouro da Jeni, aproveitem bem, viu? :) 



Então é isso, pessoal!
Desejo a vocês muita motivação e força para que terminem AQUELES livros chatos!
E vocês? Possuem também uma carta na manga? Apressem-se e dividam conosco. Comentem o que acharam de minhas dicas aqui no blog e não se esqueçam de compartilhar suas experiências!


Até a próxima!



Quem Ama, Cuida!

em 20 de julho de 2015

Olá, Barateiros!

Ah...Eles são bons em todos os momentos. Acordamos pensando neles, tomamos café tentando adivinhar o próximo parágrafo, tomamos banho imaginando nossa vida no lugar da personagem principal e por fim, saímos de casa com ele em mãos, esperando pelos preciosos minutos que passaremos juntos.

Afinal, na correria do dia-dia, no metrô, ônibus ou no ponto, gostamos de poder sacar a nossa arma secreta quebradora de realidades monótonas: Os livros! Só que nem sempre prestamos muito atenção em como os carregamos na mochila ou bolsa, no modo que os guardamos em casa ou até mesmo na forma que o seguramos! Pequenos detalhes como esses podem fazer toda a diferença na conservação deles, crianças! Sem mais delongas, confiram!

1.Na mochila/bolsa




Okay, seja de homem ou de mulher, mochilas/bolsas em geral têm a sua desordem. Mas convenhamos que fazer o pobrezinho do livro dividir espaço com o perfume, desodorante ou garrafa d’água não é lá uma boa idéia, né?

O simples fato de carregá-lo nelas pode fazer com que a bela ilustração da capa fique cheia daqueles “risquinhos”, parecendo que desenhou o mapa Mundi por cima dele.
Salvando-o das ameaças perfumosas, molhadas e perfurantes,o ideal seria acomodá-lo com um lenço ou cachecol macio. Isso garante que a capa permaneça nova e que as arestas do livro não se desgastem. Cubra-o de uma forma que ele fique completamente imerso no tecido sem dobrar. Outra alternativa são as capinhas protetoras para livros, feitas de tecido.

Caso tenha marmita, suco ou até mesmo o risco de pegar chuva, vale também colocá-lo em uma sacolinha plástica. Eu mesma já tive surpresas com marmitas, bastou correr atrás do ônibus que o interior da bolsa virou uma mistureba de arroz e salada de pepino. Haha’

2.Em casa



Essa dica vai para aqueles que pensam que, se não mexerem no livro, ele permanecerá novo. Nã-não! Assim como a nossa pele, as páginas dos livros precisam respirar. Mantê-lo tempo demais na estante fará com que as folhas absorvam o pó e sujeiras por ventura deixadas nelas.  O resultado são aquelas manchas amareladas e a perda do precioso cheiro de novo que seu amiguinho tem. Você só precisará folhear de tempos em tempos, um a um, permitindo que respire um pouco e depois colocá-lo de volta em seu devido lugar. Simples, não?

 O local onde guardamos também influencia na aparência deles.Se estiverem em caixas, tire-os de lá o mais rápido possível! Em caixas eles estragam muito rápido.

Se for uma estante de madeira, ela tem propensão para atrair traças se não receber limpeza regularmente. Para higienizar, não passe óleo de peroba e outros produtos úmidos. Uma flanela seca e bem passada nos cantinhos já é mais do que o suficiente.Caso seja uma superfície de metal, utiliza-se do mesmo processo. Procure passar espanador ao menos uma vez por semana e fazer uma limpeza mais atenciosa uma vez por mês.


 Observe bem como os organiza: Se são enfileirados, certifique-se que não estejam tombados e sim encostados uns nos outros em ângulo reto, não os deixe muito apertados, pois o ato de puxar pela lombada pode danificar seus livros.
Evite cômodos úmidos demais ou muito quentes, lembre-se que o livro precisa respirar, portanto janelas sempre abertas!  Assim manterá as suas preciosas páginas bem protegidas e felizes.



3. Em mãos



Não passem creme para mãos antes de pegar no livro, por melhor que ele absorva e que você tenha certeza que sua mão estará sequinha, se ficar algum resíduo nele, poderá manchar a página com o passar do tempo. Não preciso nem falar de alimentos e afins, né gente?
Para manter a lustrosa aparência de novo, não “quebre” a lombada do livro ao meio enquanto lê.  Jamais dobre para trás a parte que não está lendo e segure-o de com as duas mãos. Respeite a abertura natural deste, evitando dobras e futuras páginas soltas.
Ao mudar de página jamais molhe os dedos com saliva! A gordura e saliva acidificam a página, tornando quebradiça e amarelada com o tempo, além de atrair insetos.

Enfim, essas são minhas dicas para cuidar desses tesouros! E você, conhece mais alguma maneira de preservar seus livros? Conhece algum truque? Comenta aqui que vou adorar trocar figurinhas!


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