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Dica de Filmes: Estrelas Além do Tempo

em 29 de janeiro de 2021


Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monaé) são três amigas negras que trabalham para a NASA em 1961. 

Os Estados Unidos estão na Guerra Fria contra a União Soviética e em uma corrida para lançarem seus foguetes a frente dos rivais. 

O grupo de funcionárias negras trabalha em um prédio separado do principal. Quando Katherine é contratada para outro pavimento, ela é obrigada a correr até o outro prédio para usar o banheiro para negros. Porque não existe um em seu prédio.  Esse é só um exemplo de várias situações que as protagonistas precisam enfrentar para lidar com o preconceito local e serem reconhecidas pelo seu trabalho.

As atrizes e as mulheres que inspiraram o filme. 

Katherine é a protagonista principal, desde pequena era muito boa em matemática e trabalha agora com a equipe que está tentando fazer John Glenn (Glen Powell) ser o primeiro homem no espaço. 

O filme é baseado em fatos reais e as três conseguiram seu destaque e ampliar a diversidade racial e de sexo dentro da NASA. É uma narrativa inspiradora para todos que assistirem. Pipoca garantida e uma boa sessão.


O Castelo Animado (Howl's Moving Castle)

em 26 de maio de 2020


Inspirado no livro de Diana Wynne Jones (Mil Mágicas) somos apresentados por Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro) a essa linda adaptação do Estúdio Ghibli, lançado em 2004,

Somos apresentados a jovem Sophie que trabalha em uma chapelaria e tem uma vida pacata, sua cidade é uma das que está envolvidas em guerra e aos rumores de quem um mago chamado Howl rouba o coração de jovens donzelas. 


Ao ser amaldiçoada pela bruxa do pântano, a jovem passa a ter a aparência de uma velhinha de quase 90 anos. Sem muitas alternativas ela parte de casa decidida a encontrar o mago Howl e fazê-lo concertar seu problema para voltar a sua vida normal.

Howl mora em um Castelo Animado, melhor dizendo um castelo com pernas que anda por ai tornando muito difícil a localização para seus inimigos.  Esse castelo é movido por Calcifer, um pequeno demônio do fogo mas muito poderoso.




Ao encontrar o lugar em pleno caos, Sophie surpreende a todos se tornando a "governanta" e passando a limpar furiosamente o local enquanto tenta resolver seu feitiço.

Enquanto isso, o mundo continua envolto em Guerra e surge uma convocação da realeza para Howl, que decide não ir por ser contra a guerra.

Em meio a todos esses acontecimentos, vemos o inicio de um romance entre Howl e Sophie enquanto se desenrola o dia-a-dia e eles se tornam uma família. 

É um dos meus desenhos preferidos do Estúdio Ghibli, adoro os personagens e todos se apaixonam por Calcifer. Recomendo a todos para assistir e se deliciar com a trama. Está disponível junto com outras obras do Estúdio Ghibli no Netflix




Dica de Filme: Atômica

em 3 de outubro de 2019


Lorraine Broughton (Charlize Theron) é uma agente do MI6 enviada a Berlim para investigar a morte de outro agente e encontrar a lista de agentes que ele portava. Seu contato local é David Percival (James McAvoy). 

Durante a Guerra Fria, ela cruza as duas Berlins em busca de respostas e acaba envolvida em tramas desconhecidas em que nem tudo é o que parece. 




Cenas de luta muito bem coreografas, ação, suspense com um ótima trilha sonora. O filme de David Leitch é um prato cheio para quem gosta do gênero de espionagem.
Atômica pela Darkside Books

A trama é baseada na HQ homônima que aqui foi publicada pela Darkside Books em formato de capa dura com 176 páginas. A capa é ilustrada por Sam Hart (Juiz Dreed e Tropas Estelares) e o autor é Antony Johnston, tendo uma arte em preto e branco similar ao estilo de Sin City. Sendo que a hq tem uma trama mais densa e com os protagonistas mais velhos que no filme. Porém ambas as mídias se complementam sendo as muito bem exploradas.

Um dos pontos altos do filme é a trilha sonora com músicas dos anos 80, vemos desde Queen, Depeche Mode e New Order, entre muitos outros. Não tem como não ouvir e não se apaixonar, pessoalmente virou minha trilha sonora pessoal desde que vi o filme e recomendo ambos. Quem ver não vai se arrepender.




Dica de Anime: Your Name

em 8 de agosto de 2018

Um dos maiores sucessos na bilheteria de animes dos últimos tempos, Your Name faturou U$$ 355,2 milhões ao redor do mundo ultrapassando até A Viagem de Chihiro. Mas o que esse filme tem para todo mundo querer ver? 

Your Name (Kimi No Na Wa), dirigido por Makoto Shinkai, famosos por 5 Centímetro por Segundo e Jardim das Palavras. As três obras estão disponíveis no catálogo do Netflix. 

Na trama Mitsuha é uma estudante que também trabalha no templo local com sua família, ela é tímida e tem poucos e bons amigos em seu vilarejo chamado Itomori. 

Taki é um jovem de Tokio, extrovertido e independente que tem um emprego de meio período e desenha muito bem. 

Um dia em uma reviravolta que coincide com a passagem de um cometa no céu, ambos passam a ter sonhos estranhos no qual estão no corpo de outra pessoa. Até que descobrem que não são sonhos!


Eles realmente estão trocando de corpo enquanto dormem e nem sabem como fazem isso.

Após os primeiros dias, eles se adaptam e criam formas de se comunicar deixando recados um para o outro. Pode parecer confuso, mas a trama é tão natural que você não se perde e os personagens são extremamente cativantes. 

Como anime do estilo Slice of Life, ele representa muito bem o dia a dia de cada personagem e as características da Tokio atual através de Taki e do lado tradicional com Mitsuha. 


Por exemplo, em uma das cenas temos a demonstração de como é feito o sake no templo no ritual chamado Kuchikamisake.

Paisagens maravilhosas que embriagam o telespectador e uma história linda é o que esperam nesse anime. A Paramount Pictures adquiriu os direitos para fazer o filme live action MEDO, e junto com a Bad Robot revelaram que terá parceria do estúdio Toho Co. e produção de J. J. Abrams. 

 

Pipoca com Mostarda Apresenta: Okja!

em 11 de julho de 2018




 Boa noite, meus pequenos e minhas pequenas!!!


Como se já não bastasse a enorme SOFRÊNCIA de sugestão que fiz no outro post (aqui), trouxe mais uma obra feita para destruir vidas felizes de Hollywood! Sim, amiguinhos, a Tia Jeny está malvada ultimamente... E trouxe para o PIPOCA COM MOSTARDA uma proposta de sessão choro, vela, caixão e túmulo! Este filme traz uma lição de vida grande e pesada demais e impactante demais para algumas pessoas. Se eu soubesse disso antes eu não teria sentado para assistir naquele inocente fim de tarde de uma quinta feira sem suspeitas. 
Estou falando assim, minhas crianças, porque esse filme literalmente ME ASSASSINOU!! Não falo para impressionar, mas, não teria parado para assistir mesmo! Não naquele dia, talvez não nessa vida. Eu sou uma pessoa facilmente atingível quando assunto são animais. Sim, veremos sofrimento animal, mesmo que fictício. 





Com toda a verdade de meu coração eu digo: Eu chorei por uma semana (sim, eu juro) antes de dormir por causa de OKJA! Uma obra sul-coreana-americana dirigida por Bong Joon-ho (imagem abaixo)e co-escrito por Bong e Jon Ronson.




Um filme produzido em 2017 pela nossa amada Netflix que ficou conhecida por sua fortíssima crítica a indústria alimentícia que até virou notícia em alguns sites pela internet. Essa crítica, sinceramente foi tão violenta que mais se parece um soco no estômago seguido por um banho de gasolina e fósforos acesos. Admito ainda estar traumatizada e que enquanto escrevo estou lembrando com o peito apertado e olhos marejados. 

Mas vamos lá! O que eu não faço por vocês?!




Com um toque infantil e meio “anime” ela retrata de maneira divertida, animada as aventuras de Mikha (interpretada por Ahn Seo-hyun), uma jovem fazendeira que cuida de OKJA conhecida vulgarmente por um “super porco”. De “super” ela tem bastante, tanto em tamanho quanto em força de vontade. O que impacta de imediato é a troca de circunstâncias agressivas que vai de uma pacata região que traz aquele frescor alá “comunhão com a natureza” até um cenário capitalista, egoísta e estúpido com o objetivo de enaltecer a maneira do qual a natureza TENTA sobreviver em meio aos nossos atos predatórios e inconsequentes. 




Temos um imenso choque de opiniões, visões e concepções que vão de fazendeiros sem qualquer informação a ativistas de direito animal. E não se enganem, o maior vilão dessa história não são os donos das corporações e indústrias, somos NÓS. E isso é o que mais dói, a nossa hipocrisia, ignorância por escolha e cegueira por opção. Quem terminar de assistir OKJA e conseguir ser a mesma pessoa que começou...Parabéns, você não entendeu NADA do filme.


Eu recomendo HARD aos públicos mais sensíveis a assistir a sugestão anterior e, se sobreviverem intactos (ou pouco atingidos), podem tentar se aventurar no filme OKJA. 


"Mas Jeny!! Quem é OKJA? Super porco? Hã??"



Tá bom, calma lá que eu vou explicar: Ela é um porco alterado geneticamente pela MIRANDO (a indústria malvada) com o objetivo de repaginar a imagem da empresa.
 Então a Mirando Corporações decide recriar os animais em laboratório e enviá-los para serem criados em 26 fazendas de lugares diferentes do mundo. Cada fazendeiro ficará com os animais por 10 anos, quando a empresa escolherá o melhor superporco em uma competição para expor os maiores porcos. 




“Ah, mas isso não me parece cruel! O que tem demais em uma exposição?”



HAHA! É AÍ QUE VOCÊ SE ENGANA! 


O filme segue de maneira Kawaii até que Okja é escolhida a melhor superporca daquela fazenda e precisa ser levada para a competição, isso significa que Mikha vai se separar de Okja que irá ser transportada para Nova York, onde será levada para estudos e apresentada ao grande público.  
Ambas possuem apenas uma a outra do qual esses 10 anos de convívio fez questão de fortalecer o laço e transforma-lo em algo indestrutível, do qual levou a pequena fazendeira das as caras na enorme metrópole decidida a levar sua melhor amiga para casa. 





Uma exposição, para quem assiste, não há nada de cruel. Mas o filme não se resume a isso, o nosso querido diretor fez questão de fazer o espectador ficar de estômago embrulhado com tamanho veneno destilado pela política das indústrias alimentícias. 

Não mais falarei! Terá que sentir na cara essa porrada assim como foi comigo! Fui dançando com a comédia, aventura toda inocente até descer rolando escada abaixo até os fundos das fábricas horrendas. 





Resumidamente foi uma obra extremamente  caprichada com atores e atrizes maravilhosos, principalmente da atriz mirim e da Tilda Swinton, que conseguiu me despertar profundo ódio da cara dela:






Queridos, não prolongarei mais o meu sofrimento e insisto que assistam e que pelo menos entendam a mensagem. Deixo com vocês a vela e o caixão e, claro, um BIG BALDE DE PIPOCA COM MOSTARDA!! 


  

Até a próxima, minhas crianças!!


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