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A Caçadora de Dragões

em 5 de julho de 2018

Autor: Kirsten Cicarelli

Gênero: Fantasia, Ficção
Páginas: 408
Editora: Seguinte
Série: Volume 1 - Iskari

Em um mundo em que Dragões existem, Asha atua como sua caçadora e principal inimiga. Uma cicatriz que percorre seu rosto e corpo é um lembrete de como as criaturas são cruéis e podem destruir a tudo que ama se não extingui-las. 

Mas será que sempre foi assim?

 Essa é a premissa do primeiro volume da série Iskari de Kristen Cicarelli, lançado no primeiro semestre pela Editora Seguinte. Asha é uma personagem forte, destemida e que quer ao máximo agradar a seu pai. Ela se sente culpada pela morte prematura de sua mãe quando era pequena e por isso se dedica a caçar os dragões. Para assustar a todos seu pai e também Rei, concede a ela o título Iskari. Nome da antiga deusa da destruição. 

Isso longe de fazer o povo amá-la, faz com que todos queiram distância dela o que faz com que ela fique cada vez mais endurecida e não acredite em amizades gratuitas. Infelizmente uma das coisas que ela se propôs a fazer para se redimir pelo seu passado é casar com atual general do exército, um homem machista e de caráter questionável.

Quando era criança o dragão Kozu queimou metade do reino e todos culpam Asha pelo ocorrido, mesmo que ela tenha sido a única sobrevivente com cicatrizes. Deste então ela se redime caçando dragões.

Aos poucos no entanto, certas coisas começam a fazer nossa protagonista a questionar o porque das coisas serem feitas como são: como os dragões se voltaram contra o povo sendo que antes eram aliados? 

O livro foi uma grata surpresa, comecei a ler sem expectativas e me surpreendi com a trama e devorei rapidamente a história. Asha é forte e tem uma personalidade própria e característica que a deixa bem marcante. Ela cresce junto com a história quando aprende com seus medos e erros. É uma grande protagonista.

Os personagens secundários são bem desenvolvidos e a forma como as coisas são reveladas prendem o leitor até a última página nos deixando ansiosos pelo próximo volume.
Vale a pena a aventura e aguardo ansiosa pelo próximo. ;)

Dias de Despedida

em 15 de janeiro de 2018

Autor: Jeff Zenter
Gênero: Ficção, Young Adult, Luto
Páginas: 392
Editora: Seguinte

Carver é um típico garoto comum do ensino médio com um emprego de meio período em uma livraria. Após seu expediente, está impaciente esperando que seus amigos venham buscá-lo e manda uma mensagem de texto para eles perguntando onde estão.

A resposta nunca chega, o carro da trupe de amigos bate e os três morrem, ao investigarem descobrem que o motorista estava digitando uma mensagem de texto respondendo Carver na hora do acidente.

Este é o começo da trama de Jeff Zenter que se passa na musical cidade de Nashville. Após o trauma já pesado de perder seus amigos, nosso protagonista tem que lidar com uma possível investigação policial e a ameaça de ir para a cadeia por homicídio negligente (fazer algo que saberia que colocaria em risco a vida de alguém, no caso mandar a mensagem de texto para o motorista).

Em meio a tudo isso, a avó de seu amigo Blake pede a ele que façam um dia de despedida. Um momento em que passem fazendo algo que teriam feito com Blake se ele estivesse vivo. Após saberem do primeiro dia, os demais pais também pedem a Carver que participe dos Dias de Despedida deles. Ele também tem q lidar com a falta de amigos, o preconceito dos alunos por pensarem que ele pode ser um "assassino" e os sentimentos em relação a Jasmyn, namorada de seu falecido amigo Eli.

Jeff conduz ao leitor de uma forma suave pela jornada de forma diferentes de se lidar com o luto, e trás a mensagem de valorizar os momentos especiais ao lado das pessoas que ama e lhes dizer isso enquanto temos tempo. É uma bonita viagem e arranca lágrimas do leitor.

Lançamento da Editora Seguinte, recomendamos para quem gosta de se emocionar. 

A Rainha Vermelha

em 14 de junho de 2017

Título: A Rainha Vermelha
Autor: Victoria Aveyard
Páginas: 424
Editora: Seguinte

Nesta distopia somos apresentados a um mundo dividido pelo Sangue. Aqueles chamados de Prateados, são a alta sociedade e possuem habilidades especiais. Similares aos mutantes que conhecemos nos quadrinhos.

Já os Vermelhos são os párias, obrigados a trabalhar e servir ao exercíto sem nenhuma chance de mudar de vida.


Obviamente isto não daria certo, uma parcela dos Vermelhos começa a se revoltar e cria o que chamam de a Guarda Escarlate. Um grupo revolucionário que quer mudar as coisas e dar uma vida digna aos Vermelhos.


Em meio a isso, somos apresentados a nossa protagonista: Mare. Ela é uma vermelha de uma família humilde. Seus três irmãos mais velhos foram convocados para servir ao exército, sua irmã mais nova trabalha como bordadeira para os Prateados, enquanto seu pai fica em uma cadeira de rodas por conta de uma acidente que o fez ficar respirando por aparelhos.

E Mare? Ela é uma ladra. Sim, isto mesmo que você ouviu. Mare rouba sempre que tem oportunidade e embora sua família reprove e relute em aceitar seus lucros, acabam por fazê-lo por não terem outra escolha.

Tudo muda no entanto quando seu amigo Kilorn, acaba por receber a noticia que também será convocado. Em desespero Mare tenta assaltar os Pratas e acaba por ser descoberta com consequências trágicas. Em seu infortúnio ela conhece um jovem estranho que a indica a um emprego no Palácio como criada. Uma série de reviravoltas faz com que a jovem desperte algo que não sabia que existia em si. Um poder oculto. Mas, como se ela é Vermelha? Esta é uma das questões mais enfatizadas neste YA. 

O livro é marcado pelo clima de indignação da protagonista e um rancor pela classe dos Pratas. A personagem é retratada de forma humanizada e por vezes comete erros na sua jornada. 

Lógico que também há romance na narrativa, mas este em nenhum momento é o foco geral do livro, é mais um apetrecho secundário para simpatizarmos com os personagens.
Muitas perguntas ao final ficam sem resposta, mas é natural para seguir com o resto da série. No geral é um bom livro de aventura, daqueles em que grudamos até sabermos o que irá acontecer.

As cenas de ação, planos e os cenários estão muito bem ambientados. No entanto, não consegui me conectar com Mare como personagem. Acho que ainda falta algo nela que me faça sentir empatia pela personagem. Talvez isto aconteça no próximo volume.

O livro que estreou em 1º lugar no New York Times, teve seus direitos adquiridos pela Universal que contratou Gennifer Hutchison (Breaking Bad) para fazer o roteiro do filme.


Sinopse: Uma sociedade definida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

A Coroa

em 12 de agosto de 2016

Autor: Kiera Cass
Gênero: Ficção, Fantasia, Romance
Páginas: 310
Editora: Seguinte
Série: A Seleção

Ùltimo volume da saga de A Seleção, neste conhecemos o final do dilema de Eadlyn para encontrar seu futuro marido em meio a tantos candidatos. Esta resenha portanto tem SPOILERS dos outros livros da série. 


Ao final do volume anterior A Herdeira, que você pode conferir a resenha clicando AQUIAmérica teve um enfarto após o filho Ahren ter partido para se casar com a princesa da França. Eadlyn se vê mais perdida do que nunca em ter que tentar ajudar a família a governar o país, agradar ao povo que não gosta dela e ainda decidir com quem se casar.

Em meio a isto alguns dos pretendentes dos livros anteriores se destacam na disputa por seu coração: Um amigo de infância, o costureiro/estilista, o estrangeiro e o poeta. Você deve estar achando estranho eu me referir a eles por adjetivos ao invés dos nomes né?

Francamente, fiz de proposito. Quando terminei o livro anterior eram tantos os pretendentes que nem conseguia decorar o nome de todos. E quando comecei este não lembrava de nenhum. Apenas das cenas que eles habitaram com estas características. Isto é um ponto negativo porque mostra que embora os rapazes devam ser apaixonantes, na pratica você mal lembra o nome deles. Não é de espantar que a Eadlyn não sabe com quem casar. Enfim, depois que eu lembrei dos nomes e passei a torcer pelos meus favoritos.

Um ponto positivo em relação ao anterior é a personalidade da protagonista que era considerada por muitos chata. Na verdade a autora não conseguiu transmitir o mesmo Carisma de América a sua filha no inicio da saga, mas agora melhora consideravelmente.

Embora o livro tente mostra a insatisfação do povo e as rebeliões do governo isto não fica claro. E francamente o pouco tempo que Eadlyn reina não mostra ela praticamente fazendo nada significativo (pelo menos não até o penúltimo capítulo).
O livro tem pontos bons e ruins. O vilão é óbvio logo de cara. Sério. Eu li a frase do cara dizendo bom dia e já sabia que ele não prestava. 
Mesmo assim, recomendo a leitura do livro. Vocês podem achar que eu fiquei louca, só que não.

A seleção é uma série legal por nos fazer sentir empatia pelos personagens. Até a chata da Eadlyn conseguiu arrancar lágrimas de mim na reta final do livro e me fez torcer até o último segundo por ela e por seu par.

Então Kiera Cass está de parabéns por ter conseguido manter a atenção de forma viciante até o desfecho lagrimoso e feliz! 

Todos aqueles que gostam de um romance, podem ler mais este volume da série sem medo. 

A Herdeira e A Seleção

em 15 de novembro de 2015


Autor: Kiera Cass
Gênero: Ficção, Romance
Páginas: 361
Editora: Seguinte

Como nem só de aventura se vive um leitor, hoje trazemos uma resenha de um romance pra variar. O livro A Herdeira, faz parte da série A Seleção.
Na primeira trilogia da série, fomos apresentados a America Singer, que vivia no país de Iléa com sua família de músicos. Iléa é o novo nome dos Estados Unidos após uma guerra (sim, tem um lado futurista de certa forma). Foi estabelecido no país na ocasião um sistema de castas. Se você é de uma família de cozinheiros, você também será um cozinheiro. No caso America é uma música, no entanto a mesma é apaixonada por alguém de outra casta, inferior. Isto impedia o relacionamento e foi a causa de seu namorado inscrever ela para a famigerada: Seleção.

A Seleção é um programa instituído pela família real, quando o príncipe herdeiro chega na idade de casar. Todas as moças do país podem se inscrever e se candidatar para ser a futura esposa e rainha do pais. E sim, isto passa na TV de Iléa. Em outras palavras: É um reality show da monarquia!

Não desista da resenha ainda, falando assim muita gente pode subestimar a leitura desta série. E não deve. 



No decorrer dos três volumes iniciais (A Seleção, A Elite e A Escolha), conseguimos ser totalmente envolvidos na trama pela autora, America que não queria participar da Seleção. Acaba sendo parte integrante do conjunto de belas 35 moças para o príncipe Maxon. E no decorrer do livro temos todas as intrigas de competição em paralelo a um país em revolta pelo sistema de castas prestes a entrar em rebelião. Surgem tensões, romance e muita indecisão em certa hora da protagonista. Em determinado ponto do livro, nem eu como leitora sabia com quem a protagonista devia ficar.
Mas enfim, isto é um resuminho básico da série passada para vocês entenderem o livro de hoje: A Herdeira. 

Vinte anos depois do casamento do príncipe Maxon, ele dissolveu o sistema de castas do país e com muita paciência está tentando instituir uma sociedade igualitária em que todos os cidadãos possam exercer a profissão que quiser e casar com quem quiser também. 

Mas isto não satisfez o povo, uma nova rebelião insurge contra a monarquia. Ataques terroristas, mortes demasiadas estão prestes a deixar o país novamente no Caos.

Eadlyn, é a filha mais velha e futura herdeira do trono de Iléa. Ela vê seu pai cada vez mais tenso e fica exasperada de não conseguir fazer mais do que ajudar na burocracia do palácio. Se oferece para ajudar  e eis que surge a ideia do Rei: Uma seleção para Eadlyn!

A ideia é exatamente a de uma manipulação de mídia pelo povo (sim, sem nenhum disfarce. É manipulação escancarada mesmo!), a população se distrairá com o processo da seleção do futuro rei e parceiro de Eadlyn e se esquecendo um pouco dos problemas o Rei ganha tempo o suficiente para evitar que o país entre em guerra civil. Como bônus, Eadlyn arranja um namorado/ futuro marido.

Só que não. Eadlyn não vê isto muito bem, a ideia de casar com um desconhecido a enerva. Ela nem sequer pensa em casamento ou filhos, ela só quer fazer um bom trabalho como rainha. Para ajudar seu pai a ganhar tempo no entanto, ela concorda em fazer parte do processo. Secretamente pensando em formas de despachar todos os 35 pretendentes pra casa.

Então, como no primeiro arco da saga: 35 belos rapazes chegam a mansão e fazem de tudo para conquistar o coração de Eadlyn. Mas diferente da primeira seleção, nem tudo é um mar de rosas, e quanto mais o tempo avança, Eadlyn começa a pensar que nem a Seleção será o suficiente para salvar seu país.

A Herdeira segue a mesma linha da série passada, embora nem de longe Eadlyn seja tão carismática quanto América. Embora torçamos por ela mesmo assim, em muitos momentos ela é imatura, chegando a ser um pouco tolinha. O fato é que ser criada como futura herdeira do trono a alienou da realidade do país e conforme os capítulos passam e ela começa a conhecer os rapazes, ela também começa a descobrir a si mesma e cair na real.

É uma escolha interessante da autora, já que temos o ponto de vista do alvo dos selecionados. Ao contrário da primeira saga que tinha o ponto de vista de uma das concorrentes.

O livro é agradável como toda série, vale como uma leitura descompromissada como um chá da tarde divertido. E francamente estou ansiosa pelo próximo volume A Coroa que deve sair apenas em maio de 2016, como desfecho e a escolha de Eadlyn. Mas já teve sua capa divulgada esta semana!

Então, quem quer conhecer o Reality Monarca? 


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