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Pipoca com Mostarda Apresenta: Okja!

em 11 de julho de 2018




 Boa noite, meus pequenos e minhas pequenas!!!


Como se já não bastasse a enorme SOFRÊNCIA de sugestão que fiz no outro post (aqui), trouxe mais uma obra feita para destruir vidas felizes de Hollywood! Sim, amiguinhos, a Tia Jeny está malvada ultimamente... E trouxe para o PIPOCA COM MOSTARDA uma proposta de sessão choro, vela, caixão e túmulo! Este filme traz uma lição de vida grande e pesada demais e impactante demais para algumas pessoas. Se eu soubesse disso antes eu não teria sentado para assistir naquele inocente fim de tarde de uma quinta feira sem suspeitas. 
Estou falando assim, minhas crianças, porque esse filme literalmente ME ASSASSINOU!! Não falo para impressionar, mas, não teria parado para assistir mesmo! Não naquele dia, talvez não nessa vida. Eu sou uma pessoa facilmente atingível quando assunto são animais. Sim, veremos sofrimento animal, mesmo que fictício. 





Com toda a verdade de meu coração eu digo: Eu chorei por uma semana (sim, eu juro) antes de dormir por causa de OKJA! Uma obra sul-coreana-americana dirigida por Bong Joon-ho (imagem abaixo)e co-escrito por Bong e Jon Ronson.




Um filme produzido em 2017 pela nossa amada Netflix que ficou conhecida por sua fortíssima crítica a indústria alimentícia que até virou notícia em alguns sites pela internet. Essa crítica, sinceramente foi tão violenta que mais se parece um soco no estômago seguido por um banho de gasolina e fósforos acesos. Admito ainda estar traumatizada e que enquanto escrevo estou lembrando com o peito apertado e olhos marejados. 

Mas vamos lá! O que eu não faço por vocês?!




Com um toque infantil e meio “anime” ela retrata de maneira divertida, animada as aventuras de Mikha (interpretada por Ahn Seo-hyun), uma jovem fazendeira que cuida de OKJA conhecida vulgarmente por um “super porco”. De “super” ela tem bastante, tanto em tamanho quanto em força de vontade. O que impacta de imediato é a troca de circunstâncias agressivas que vai de uma pacata região que traz aquele frescor alá “comunhão com a natureza” até um cenário capitalista, egoísta e estúpido com o objetivo de enaltecer a maneira do qual a natureza TENTA sobreviver em meio aos nossos atos predatórios e inconsequentes. 




Temos um imenso choque de opiniões, visões e concepções que vão de fazendeiros sem qualquer informação a ativistas de direito animal. E não se enganem, o maior vilão dessa história não são os donos das corporações e indústrias, somos NÓS. E isso é o que mais dói, a nossa hipocrisia, ignorância por escolha e cegueira por opção. Quem terminar de assistir OKJA e conseguir ser a mesma pessoa que começou...Parabéns, você não entendeu NADA do filme.


Eu recomendo HARD aos públicos mais sensíveis a assistir a sugestão anterior e, se sobreviverem intactos (ou pouco atingidos), podem tentar se aventurar no filme OKJA. 


"Mas Jeny!! Quem é OKJA? Super porco? Hã??"



Tá bom, calma lá que eu vou explicar: Ela é um porco alterado geneticamente pela MIRANDO (a indústria malvada) com o objetivo de repaginar a imagem da empresa.
 Então a Mirando Corporações decide recriar os animais em laboratório e enviá-los para serem criados em 26 fazendas de lugares diferentes do mundo. Cada fazendeiro ficará com os animais por 10 anos, quando a empresa escolherá o melhor superporco em uma competição para expor os maiores porcos. 




“Ah, mas isso não me parece cruel! O que tem demais em uma exposição?”



HAHA! É AÍ QUE VOCÊ SE ENGANA! 


O filme segue de maneira Kawaii até que Okja é escolhida a melhor superporca daquela fazenda e precisa ser levada para a competição, isso significa que Mikha vai se separar de Okja que irá ser transportada para Nova York, onde será levada para estudos e apresentada ao grande público.  
Ambas possuem apenas uma a outra do qual esses 10 anos de convívio fez questão de fortalecer o laço e transforma-lo em algo indestrutível, do qual levou a pequena fazendeira das as caras na enorme metrópole decidida a levar sua melhor amiga para casa. 





Uma exposição, para quem assiste, não há nada de cruel. Mas o filme não se resume a isso, o nosso querido diretor fez questão de fazer o espectador ficar de estômago embrulhado com tamanho veneno destilado pela política das indústrias alimentícias. 

Não mais falarei! Terá que sentir na cara essa porrada assim como foi comigo! Fui dançando com a comédia, aventura toda inocente até descer rolando escada abaixo até os fundos das fábricas horrendas. 





Resumidamente foi uma obra extremamente  caprichada com atores e atrizes maravilhosos, principalmente da atriz mirim e da Tilda Swinton, que conseguiu me despertar profundo ódio da cara dela:






Queridos, não prolongarei mais o meu sofrimento e insisto que assistam e que pelo menos entendam a mensagem. Deixo com vocês a vela e o caixão e, claro, um BIG BALDE DE PIPOCA COM MOSTARDA!! 


  

Até a próxima, minhas crianças!!

Um gato de rua chamado Bob

em 26 de fevereiro de 2017

Autor: James Bowen
Gênero: Biografia, Cotidiano, Não ficção
Páginas: 236 

Editora: Novo Conceito

Já havia falado do livro anteriormente como uma dica no face, mas agora trago a resenha após ver o filme que saiu em novembro do ano passado e infelizmente não chegou a estrear nos cinemas aqui do Brasil.
James estava passando por uma fase muito difícil em sua vida. Desempregado e tentando se livrar do vício das drogas, estava em tratamento e tentando viver tocando suas músicas nas ruas e entradas do metrô em troca de algumas moedas. 
Mas ele se sentia solitário, até que um dia ele houve um ruído no corredor do prédio em que vive. Pensa ser um invasor mas é surpreendido por um gato laranja muito fofo! que entra na sua casa agindo como se fosse dono do local e se aloja pedindo comida.
James fica sem jeito, mas em lugar de expulsar o felino ele o acolhe e pensa em procurar seu dono nos arredores no dia seguinte.
Para evitar não ter um nome para o bichano, ele resolve chama-lo de Bob. Como previsto ninguém da vizinhança reconhece o gato, então James decide deixa-lo ir embora e encontrar seu caminho. Mas é surpreendido por Bob o seguindo, é o inicio de uma grande amizade.

Como esperado de livros de gênero, normalmente mais famosos por cachorros protagonistas. Vemos aqui a interação de lealdade entre ambos. É muito bonita a forma como a presença do felino faz James ter mais consciência de si e sair realmente das drogas. 
Ele fica bom para poder cuidar do Bob, pois não se sente sozinho e isto faz toda a diferença. Mostra como animais podem ajudar na recuperação de qualquer um que precise de ajuda. Seja uma doença ou uma reabilitação. Amigos animais trazem nova vida para todos!
O livro foi um sucesso mundial e no ano passado saiu a adaptação cinematográfica que retrata muito bem a narrativa. Gostaria de destacar que o gato que aparece no filme é o verdadeiro Bob. 
Tentaram fazer testes com outros felinos parecidos, mas nenhum fazia igual ao protagonista. De forma que o próprio Bob atuou. 
Então sim, Bob está vivo! Nâo é um destes livros que o animal morre no final. O gatinho está vivo, bem e desfrutando do sucesso e dos tapetes vermelhos ao lado de seu companheiro. 
Então vejam o filme, leiam o livro e me contem se recomendam também. ;)


Clube da Luta

em 2 de outubro de 2016

Autor: Chuck Palahniuk
Gênero: Ficção, Ação, Suspense.
Páginas: 272
Editora: Leya
Livro que deu origem ao filme homônimo, Clube da Luta é uma viagem em primeira pessoa pela mente do protagonista e suas reflexões sobre a sociedade. Falando assim, parece uma sinopse extremamente chata. Mas, a última coisa que você sente quando lê ou vê esta obra é que ela seja parada.
Conheci o Clube da Luta pelo filme protagonizado por Edward Norton e Brad Pitt quando era adolescente, na época pensei que fosse o melhor filme que já tinha visto. Agora quase 20 anos depois ao ler o livro, tenho certeza de que é mesmo. 

Não existem muitas diferenças na trama adaptada, portanto se você ver o filme e descobrir o final. Deve pensar: qual a graça de ler o livro? 

Este foi um dos motivos que me fez relutar em ler a obra, eu lembrava exatamente e tinha receio que o livro pudesse decepcionar em um daqueles pequenos casos que o filme é melhor que o livro.

Mas a adaptação é extremamente fiel, todos os detalhes estão lá. Você facilmente consegue ver o protagonista e sua saga sem problemas. 

Li algumas resenhas que falavam que o livro era confuso, não é. Chuck coloca o leitor dentro da cabeça do narrador. Você vê tudo sobre o ponto de vista dele, do que ele sabe e não sabe. E falo narrador, porque o protagonista não tem nome. E isto não interfere em nada. Afinal, quem importa na trama para o protagonista são Tyler Durden e Marla Singer.
O livro é aquela obra que te faz questionar como as coisas são na sua vida e na sociedade. Jogando na sua cara aquilo que não quer ouvir sobre as coisas supérfulas da vida e que normalmente são ignoradas.

Sim, você viu o filme e já sabe o final. Sim, você também deve ler o livro.
Não tem nada mais emocionante do que estar na cabeça do protagonista quando você já sabe seu segredo. 

O final do livro é diferente do filme, a cena  final complementa e encerra de maneira emblemática e deixando no ar o destino do protagonista.

No entanto este destino pode ser desvendado, pois acaba de ser publicada a continuação de Clube da Luta 2 em HQ pela editora Leya

Na trama nosso protagonista vive em um apartamento modelo e trabalha em uma empresa de seguros, por estar com insônia ele procura um médico. Ao invês de ajudar o médico diz: Se quer ver gente sofrendo de verdade, vai nas reuniões do grupo de apoio ao câncer.
Ele vai. Lá ele desabafa e como uma balsamo consegue dormir. Passa a frequentar as reuniões até o dia em que encontra Marla. 
Sua presença o perturba nas reuniões a tal ponto que a insônia volta. Um dia em sua viagem, ele encontra Tyler e a partir dai toda sua vida muda de um jeito irreversível.

Para encerrar, deixo aqui as regras do clube. Afinal não é uma resenha do Clube da Luta se você não as cita.;)

A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
A segunda regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
Terceira regra do Clube da Luta: se alguém gritar "Pára!", fraquejar, sinalizar, a luta está terminada. 
Quarta regra: apenas dois caras numa luta. 
Quinta regra: uma luta de cada vez, pessoal. 
Sexta regra: sem camisas, sem sapatos. 
Sétima regra: as lutas duram o tempo que for necessário. 
E a oitava e última regra: se esta for a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem de lutar.


De Volta Para o Futuro: Os Bastidores da Trilogia.

em 12 de setembro de 2015

Há 30 anos, Marty McFly fazia sua primeira viagem no tempo, a bordo de um DeLorean. Tinha início uma das maiores trilogias da história do cinema.
De Volta Para o Futuro é um marco da cultura pop, conquistando gerações de fãs leais a cada reprise na tv ou nos relançamentos em todas as mídias possíveis, do vhs piratão aos modernos vídeos on demand.

Para comemorar o 30º aniversário da saga que reinventou a ficção científica, com boas doses de humor e aventura, a DarkSide® Books tem o prazer de anunciar mais um lançamento imperdível para qualquer geek que se preze: De Volta Para o Futuro: We Don’t Need Roads – Os Bastidores da Trilogia.


O livro de Caseen Gaines é o documento mais completo sobre a trilogia De Volta Para o Futuro, além de ser uma verdadeira aula sobre cinema. Para conseguir reunir informações exclusivas, muitas daquelas que nem o mais apaixonado dos fãs conhecia direito, o autor levou vinte meses de pesquisa e conduziu mais de quinhentas horas de entrevistas com equipe técnica, elenco e fãs. O diretor Robert Zemeckis, o produtor e corroteirista, Bob Gale, o insubstituível Christopher Lloyd (Dr. Emmet Brown) e até mesmo Huey Lewis, autor de “Power of Love”, canção-tema do filme de estreia, relembram, com detalhes, como a saga ganhou vida. Críticos de cinema, documentaristas e fãs dedicados também ajudaram a enriquecer o conteúdo do livro.
Entre as muitas curiosidades desvendadas por Caseen Gaines estão os verdadeiros motivos que levaram Zemeckis a demitir Eric Stoltz (Máscaras do Destino, Pulp Fiction), o primeiro ator a interpretar McFly diante das câmeras; por que De Volta Para o Futuro quase se chamou O Homem de Plutão; como Chuck Berry quase sabotou o solo de guitarra de Marty; ou ainda, por que a velocidade necessária para o DeLorean viajar no tempo é de 88 milhas por hora?
De Volta Para o Futuro: We Don’t Need Roads – Os Bastidores da Trilogia chega aos leitores brasileiros no tão esperado dia 21 de outubro de 2015. A data marca a viagem de McFly, sua namorada Lorraine e Dr. Brown ao século xxi no gancho do primeiro para osegundo filme da trilogia, e será celebrada no mundo inteiro como o Back To The Future Day. Enquanto esperamos que os skates voadores (hoverboards, para os íntimos) estejam disponíveis para o grande público, uma coisa é certa: o futuro já chegou!





O autor:
Caseen Gaines é um devotado historiador de cultura pop. Sua tese de formando em jornalismo e estudos midiáticos na conceituada Rutgers University explorou relações raciais presentes na série original de filmes Planeta dos Macacos. É professor de inglês do ensino médio e diretor artístico da Hackensack Theatre Company. De Volta Para o Futuro: We Don’t Need Roads – Os Bastidores da Trilogia é seu terceiro livro. 


Mais informações no Site da Editora: Darkside.com


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