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Magnus Chase e os Deuses de Asgard - O Navio dos Mortos

em 28 de outubro de 2017

Autor: Rick Riordan

Gênero: Ficção, Aventura
Páginas: 368
Editora: Intrínseca (trecho em pdf do livro)

Último volume da trilogia, após os acontecimentos de O Martelo de Thor, Magnus se vê em uma corrida contra o tempo para impedir o Ragnarok, não é o filme da Marvel o fim do mundo nórdico.

Evento que será desencadeado quando Loki zarpar com seu navio feio de unhas de gente morta argh!. Embora este seja um problema catastrófico, nenhum dos deuses resolve ajudar, deixando que os adolescentes sem nenhuma habilidade tomem conta da situação.
De certa forma, isso é justificado por que cada Deus tem um papel no Ragnarok. Então eles alegam que  não podem interferir diretamente.
Sendo assim, Frey tenta ajudar o filho enviando um navio supeerrr discreto para que o grupo faça sua viagem rumo ao confronto com Loki.
Rick Riordan ganhou muitos pontos comigo neste livro, o que me incomodou nos volumes anteriores ele solucionou. Dando ênfase nos personagens e aprofundando o universo de cada um, falando de seus passados e como chegaram ao Vahalla. Isso era um detalhe vital que faz com que nós apaixonemos pelo grupo lamentemos o fim da série. Já que justo agora que gostamos de todos, ele resolveu encerrar a trilogia. 
A PARTIR DAQUI TEM UM GRANDE SPOILER!!! 


Durante a jornada no navio, também somos surpreendidos com o fato que o duelo com Loki ao final não é uma luta corporal como na maioria dos livros, mas sim um duelo de palavras. Segundo a própria mitologia, Loki teria confrontado e humilhado os deuses em uma ocasião através deste mesmo duelo de palavras que agora Magnus tão eloquente quanto uma laranja, terá que protagonizar.
Adorei a forma como a situação é narrada, e como Magnus age no confronto. Ele mostra que não precisamos nós rebaixar ao nível do inimigo em uma discussão.
O romance também é estabelecido como o esperado com a personagem de Alex de Fierro, e funciona muito bem. 
O navio dos mortos, não apenas preencheu lacunas como satisfaz em toda a narrativa. Recomendo a trilogia toda e rezo para que o autor mude de ideia e escreva mais. Por que o resultado final ficou ótimo. 

Sinopse: O destino dos mundos está de novo nas mãos de Magnus Chase. Será que ele vai conseguir derrotar Loki de uma vez por todas?
Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses.
Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

Magnus Chase e os Deuses de Asgard - O Martelo de Thor

em 13 de novembro de 2016

Autor: Rick Riordan
Gênero: Fantasia, Mitologia e Aventura.
Páginas: 400
Editora: Intrínseca

Seis semanas após os acontecimentos de A Espada do Verão, Magnus Chase está começando a se acostumar com a sua rotina de vida-pós-morte quando novamente o mundo começa a ser ameaçado por Loki.

Segundo volume da série, Rick Riordan repete sua fórmula de sucesso com os deuses nórdicos.


Adaptando-se a seus dias com os amigos treinando para o Ragnarok, Magnus nem acha mais tão ruim o fato de estar morto. Já Samirah, a Valkíria está enfrentando uma série de problemas com seus país e seu noivo prometido Amir. 

Logo no começo somos apresentados a um nov@ semi deus, o único a morrer e entrar no Vahalla aquele dia e também um filh@ de Loki assim como Samirah.

A diferença é que Alex di Fierro não é apenas filh@ de Loki, como usa amplamente seus poderes de metamorfose podendo se transformar em qualquer coisa. Alex também é de gênero fluído. Tendo sua personalidade alternada durante o livro entre menina ou menino. 

Alex é um dos melhores personagens do livro, além de abordar a sexualidade de forma natural, el@ tem uma personalidade extremamente marcante, decidida e é impossível não se apaixonar e torcer.

Como sempre temos o time de amigos de Magnus: o anão Blitzen e o elfo Hearth. Aprofundamos também o conhecimento sobre o mundo dos elfos com uma visita que eles fazem por lá.

Neste livro o autor se baseou claramente em um dos mitos clássicos: O roubo do martelo de Thor.

No mito original, Loki recupera o martelo dos gigantes pedindo-o como dote de casamento. A noiva: Thor disfarçado. Sim, dá certo este plano louco.

Na versão de Rick Riordan, praticamente temos um remake: Thor perdeu seu martelo, um gigante achou e Loki ofereceu uma noiva em troca dele. A diferença é que desta vez a noiva é sua filha Samirah.

A partir dai temos a correria: Recuperar o martelo, impedir o casamento e qualquer plano subversivo de Loki que possa estar oculto.

Temos todos os elementos do livro anterior: humor, aventura e situações inusitadas com desfechos imprevisíveis. Também somos apresentados a novos deuses nórdicos e até rola um fanservice indicando um possível crossover entre o universo de Magnus e Percy Jackson. 

Recomendo o livro para todos que quiserem uma leitura divertida, descompromissada e possíveis fãs de cultura nórdica.

Mais informações sobre o universo: http://www.intrinseca.com.br/omartelodethor/

Magnus Chase e os Deuses de Asgard - A Espada do Verão

em 30 de novembro de 2015

Autor: Rick Riordan
Gênero: Ficção, Aventura
Páginas: 438
Editora: Intrínseca

Magnus Chase é um garoto de 16 anos que está morando nas ruas de Boston. Após a misteriosa morte de sua mãe por um ataque de lobos, em seus últimos momentos de vida ela pediu que ele fugisse e não deixasse ninguém o encontrar. 
Magnus obedeceu e desde então dorme nas ruas, suas únicas amizades são Hearth e Blitz, uma estranha dupla de mendigos, sempre disposta a cuidar dele. 

Tudo ia "bem", até que sua prima Annabeth aparece perguntando por ele nas ruas com cartazes de desaparecido. Então ele resolve investigar o porque deste interesse depois de tanto tempo. Ao tentar encontrar respostas acaba por se descobrir em meio a busca de um gigante de gelo pela "Espada do Verão" que está no fundo de um rio, mas o único que pode pega-la é Magnus. 

Nesta situação pra lá de maluca, Magnus recupera a Espada (que é um pedaço de ferro enferrujado e cheio de lodo) e acaba lutando com o gigante Surt. E nesta luta, bem.... ele morre. 

Sim, isto mesmo. Magnus morreu. Não, o livro não acabou.

Magnus acorda no Valhala, o hotel do pós-vida mais badalado dos nove mundos*! Apenas heróis escolhidos a dedo pelas Valkírias podem se hospedar lá, com a condição de que todos irão lutar juntos no dia do Ragnarok (o fim do mundo nórdico).

O hotel é um campo de treinamento permanente, no qual todos lutam até a morte todos os dias e no dia seguinte ressuscitam e voltam a lutar até a morte de novo. 

Magnus tem uma suite e lá descobre que não foi apenas sua coragem que o trouxe ali, mas o fato de que seu pai que ele nunca conheceu, também é um Deus Nórdico. (Para saber qual, vocês terão que ler o livro U.U)

A Espada do Verão, costumava ser a antiga espada do pai de Magnus, mas ele abriu mão dela e por isto a espada não tem mais um dono, ou melhor não tinha. Agora que Magnus a revindicou, ele é o novo proprietário da Espada do Verão.

Infelizmente, o gigante com o qual Magnus lutou não vai desistir assim tão facilmente, afinal ele precisa da espada para cortar as amarras que prendem o lobo Fenrir, que iniciará ao Ragnarok e destruirá o mundo e os Deuses.

Magnus precisa então proteger a Espada e impedir que Fenrir se liberte de suas amarras. Sempre lembrando que embora ele esteja "morto", ainda pode morrer de novo se for ferido enquanto estiver no mundo mortal (Midgard).

Rick Riordan, é conhecido como o autor da série Percy Jackson, no qual retratou diversas aventuras através da mitologia grega e romana. Ele também possui uma série baseada na mitologia egípcia chamada Crônicas dos Kane. Agora ele migra para a mitologia nórdica com diversas referências e muita aventura.

Inicialmente o livro não me prendeu muito, embora a história seja leve e divertida. Os acontecimentos se desenrolam muito rápido, você mal sofreu por algo que aconteceu com o personagem e já temos outra ação acontecendo. No entanto o final me encantou. 

Foi engraçado e passou com fidelidade os laços de amizade que foram criados ao longo da trama. Os deuses ficaram bem interessantes também, embora com um viés cômico. 
Vale como uma leitura descompromissada ou um belo presente para aventureiros de plantão.

*Segundo a mitologia nórdica existem nove mundos interligados na árvores da vida: Yggdrasil. A terra ou mundo humanos é chamada Midgard, e um dos mundos para o qual vão os guerreiros mortos em batalha seria o Valhalla. Confira os demais mundos na imagem acima. 



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