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Promessas de Ano Novo: Metas Literárias!

em 1 de janeiro de 2016

Saudações, povo baratal!

Hoje já é quase ano novo, as expectativas e as promessas estão em alta e só pensamos em fazer diferente e reparar tudo. No meio disso, temos leitores que elaboram as famosas Metas Literárias, essas "metas literárias" consistem em uma grade de programação para o ano, visando atingir uma determinada quantidade de livros para se ler ao longo dos 12 meses.
Reuni algumas dicas e exemplos para que vocês possam elaborar uma meta bem bonita e cumpri-la! Pois é... Todo leitor já fez uma e lamentou no final por não ter lido nem metade do planejado. Para que isso não ocorra de novo, fique ligado na lista abaixo!

01.   Seja Sensato!

Este é o primeiro passo, ser sensato e realista. De que adianta fazer uma lista de 200 livros se você já sabe que não vai conseguir ler todos? É muito melhor fazer uma lista de 20 livros que poderá ler do que uma que não lerá nem metade, não acham? Afinal, ao longo do ano você desviará desta lista, pois ganhará mais livros, outros serão lançados e você  vai querer ter tempo para aproveitá-los sem assassinar o seu cronograma. Portanto, deixe esse espacinho livre em sua meta.



02.   Priorize os que já têm!

Não tente me enganar! Você com certeza deve ter pelo menos uns 5 livros na lista de espera em sua estante do qual está enrolando para ler. Então, porque não começar com eles? É uma ótima pedida para se começar uma meta e já esvaziar sua lista de pendentes, conte também com a possibilidade de você não conseguir adquirir os livros que pretende. Começar lendo os que já têm lhe dá tempo para economizar e manter sua meta seguindo leve, livre e feliz!




03.   Meta não é obrigação!

O título já diz tudo, você pode fazer sua lista e determinar a ordem de leitura OU optar por deixar a escolha livre (eu acho muito melhor essa opção), até porque a leitura pode se tornar chata se não corresponder ao momento que está vivendo, por isso não se obrigue a ler nada. Mesmo que opte por determinar uma ordem de leitura, se permita desviar um pouco se quiser. Uma meta é para ser uma atividade divertida, não se esqueça disso! 



04.   Respeite seus gostos!

Pode muito bem acontecer de você começar um livro e simplesmente detestá-lo. Esta dica se relaciona com a anterior, uma meta não é uma obrigação. Se ocorrer de não gostar de um livro, abandone a leitura, uai! Há muitos outros livros esperando para serem abertos e vasculhados por nossos olhinhos certeiros, dê uma chance a eles. E não, você não se desviará da meta, afinal você tentou, apenas irá substituir por outro e nada impede de retomar essa leitura em outro momento.



05.   Don’t you cry!

Caso não consiga ler todos os que gostaria para 2016, não chore criança! Você terá 2017, 2018, 2019...Não desanime! O importante é ler, quando chegar ao final do ano  e perceber que não atingiu o resultado que queria, não se preocupe. Afinal você já atingiu a melhor meta de todas: Você leu, se divertiu, se emocionou, viajou com os autores, fez desses livros parte de sua história, coloriu seus dias chuvosos e acalmou seu coração nos momentos mais difíceis e isso, minha criança, é o mais satisfatório.

Tenham todos um feliz ano novo e até a próxima galerinha! 






Edição Especial de Natal: Um Conto para Inspirar!

em 25 de dezembro de 2015



Olá, pessoal!
Então... Já é Natal, de novo!
As casas estão iluminadas, as crianças fazem suas cartinhas para o Velinho, as mães e donas de casa cozinham a ceia de natal, as lojas estão lotadas e as árvores muito bem decoradas, as expectativas estão altas, principalmente para ganhar livros de presente, não é? Haha’
É uma época boa para se fazer uma lista daqueles que você PRECISA ler ano que vem, e porque não começar lendo um conto que eu selecionei com o intuito de inspirar vocês nessa data tão famosa? Ele é bem curtinho, mas carrega um grande significado natalino. Segue:



Certa vez, um menino acordou em uma véspera de Natal, muito contente, pois uma data muito importante estava para chegar, era o dia em que o Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos. Como toda criança nessa época, a ansiedade faz parte do café da manhã, almoço e janta. Então esperava ansiosamente o cair da noite, para voltar a dormir e olhar o seu pé de meia que estava frente à porta, pois não tinha condições de ter sequer uma árvore de Natal.
Dormiu muito tarde, para ver se conseguia pegar aquele “velhinho”, mas como o sono era maior do que sua vontade acabou por dormir profundamente. Na manhã de Natal, observou que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente algum em toda a sua casa.
Seu pai estava desempregado, com os olhos cheios d’água, observava atentamente ao seu filho. Queria muito poder dar a ele o que merecia, mas infelizmente não pôde por mais um ano. Esperava tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração o chama:
– Meu filho, venha cá! – Sentou-se na cadeira da cozinha e posicionou suas mãos nos ombros do garotinho, olhando fixamente para seus olhos que ansiavam por uma explicação.
– Papai...? – Disse, quebrando o silêncio.
– Pois não filho?
– O papai Noel se esqueceu de mim? – Perguntou imaginando ser isso que o seu pai tentara com dificuldade explicar.
O pai abraça seu filho.
– Ele também esqueceu do senhor, papai ?
– Não, meu filho… - Disse em um suspiro - O melhor presente que eu poderia ter ganho foi você, e fique tranqüilo, pois eu sei que o papai Noel não esqueceu de você.
– Mas … todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes… - Disse confuso- Acho que ele pulou a nossa casa…
– Pulou não, meu filho. – Dizendo isso, já que não poderia comprar nada, ao menos garantiria diversão ao seu menino, como as outras crianças.
Os dois então foram caminhando sem rumo, até chegar num parque e ali passearam, brincaram e se divertiram durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite.
Chegando em casa, já muito cansado, o menino foi para o seu quarto, e escreveu um bilhete para o papai Noel:
“Querido Papai Noel,
Quero agradecer o presente que o senhor me deu. Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que meu pai esqueça seus problemas, e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje.
Obrigado pela minha vida, pois descobri que posso me divertir como todas as outras crianças sem precisar de um brinquedo, e sim, apenas estando com meu pai.
Obrigado. ”
E colocou a carta na janela de seu quarto, imaginando que o papai Noel pudesse pegá-la quando passasse por ali. Entrando no quarto para dar boa-noite ao seu filho, o pai viu o bilhete, e a partir desse dia, não deixou que os seus problemas afetassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.”



                Gostaram? Bem...Não posso deixar de comentar, afinal é uma bela lição. Muitas vezes nos preocupamos tanto com a tradição de presentear (que eu adoro, de verdade) que nos esquecemos o que nos traz aquele belo sentimento de felicidade, leveza e conforto. Não encontramos nos presentes recebidos no Natal, mas no nosso dia- dia. Mais vale o que carregamos em nossos corações entre o Ano novo e o próximo Natal do que o contrário. 
Não estou desmerecendo a atitude, eu mesma adoro fazer isso, porém o que dá aquele tempero gostoso nessa data é a presença daqueles que amamos e o poder de curtir cada momento da vida sem precisar comprar nada, sem pensar no trabalho, sem olhar para os problemas. Aquele é o momento, é o presente e nós não precisamos de mais nada. A habilidade de viver o “Aqui e Agora” exercido no nosso dia-dia que faz o Natal especial. Afinal de que adiantaria estar em casa, com quem ama, recebendo belos presentes e...não estar ali, não saber aproveitar?  Não se prenda a aquilo que não podemos controlar, sempre podemos absorver algo de bom, dê atenção para esse detalhe. Fazemos isso com os livros, porque não no Natal?
Pensem nisso, crianças. Se perguntem: “Eu estou no Natal? Eu estou aqui?”
Seja um Natal com uma ceia gigante e uma família maior ainda, ou um Natal com arroz, ovo e séries na Netflix, sempre poderá escolher absorver o melhor, o que tem de mais bonito e que não se encontra dentro de um embrulho colorido.
A vida é um livro em branco, se ele não é o que espera, faça com que seja. A vida é maravilhosa, seja no Natal, Ano Novo ou no aniversário do seu cachorrinho, mas isso, minha criança, é escolha sua.
Deixo esse conto e essa reflexão para inspirar vocês. Tenham todos um Feliz Natal!
Até mais, pessoal!







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