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5 escritoras nacionais para gostar de ler!

em 16 de outubro de 2018

Olaaaar, pessoas! Estava aqui, pensando num post diferente para o blog, e eis quê, decidi fazer uma indicação de 5 escritoras nacionais para gostar de ler.

Para começar, eu já aviso: quando fiz a listinha das minhas escritoras favoritas, deu beeeeem mais que 5. Sério.  Mas escolhi esse número porque eu gosto de 5! E também porque o post ficaria com um tamanho legal e posso dividir o conteúdo, fazendo mais indicações depois, num "escritoras nacionais para gostar de ler parte 02, 03, 04... (esperta sá minina, não?). 

Me dei conta que poderia fazer um post assim, quando analisei que a maior parte dos livros que li esse ano, são de escritorAs. E olha que não fiz isso premeditadamente, nada do tipo "Agora só lerei livros escritos por mulheres, muahahaha!" Só aconteceu, e isso me fez pensar que tem muito material incrível produzido por escritoras nacionais e que talvez, só talvez, eu possa levar um pouquinho delas para quem ainda não conhece, ou está na dúvida se adquire ou não um livro delas.


Apresentação feita, simbora para o post! Pessoas e pessôos, com vocês, 5 escritoras nacionais para gostar de ler (dica: todas as palavras vermelhas são links)!


Ana Cristina Rodrigues - Escritora, tradutora, leitora crítica, editora e mãe, com bacharelado e mestrado em História. A Ana é contista com mais de 30 contos publicados em sites e coletâneas no Brasil e no exterior. Embora se aventure na Ficção Científica e no Terror, seu forte é a Fantasia. Pesquei todos esses dados no site da autora, e lá tem muuuuuito mais informações sobre seu trabalho. Ela é incrível!

Da Ana eu já li Anacrônicas - Contos mágicos & trágicos e Fábulas Ferais. Ambos com resenha aqui no blog. Do Fábulas eu até gravei um vídeo para o canal do Alcateia. Fábulas Ferais acabou sendo o meu livro favorito do trabalho da Ana e estou super ansiosa para ler o "Atlas Ageográfico de Lugares Imaginários", que sairá em breve. A escrita da Ana é enxuta e ela faz a gente entrar rapidinho nos personagens que apresenta.


Carolina ManciniFormada em teatro, é professora de artes na rede municipal de São Paulo. Publicou seu primeiro romance de fantasia “Dias de Chuva” em 2016, pela Editora Estronho, além de ter participado de antologias de fantasia, terror e poesia. De maneira despretensiosa, atualiza contos em seu perfil do Wattpad e vídeos no Youtube, e este ano (2018) retornou para o terror com o lançamento de Nihil, também pela Editora Estronho.

Estou super curiosa para ler o livro anterior da Carol, "Dias de chuva". Mas enquanto esse momento não chega, posso dizer que eu já li Nihil e é um dos meus livros favoritos de 2018, já resenhado aqui no blog! E por falar em blog, o cantinho da Carol é uma janela de inspiração. Para visitar é só clicar aqui.


Giulia Moon - É escritora, ilustradora e publicitária. Conhecida (reconhecida, premiada, certificada, amada) como autora da série de aventuras da vampira japonesa Kaori, que já tem três volumes publicados: Kaori: Perfume de Vampira (Giz Editorial, 2009), Kaori 2: Coração de Vampira (Giz Editorial, 2011) e Kaori e o Samurai Sem Braço (Giz Editorial, 2012).Tem em seu currículo várias coletâneas de contos, entre elas, a recente As Vampiras – Flores Mortais (Giz Editorial, 2014)

Conhecida como titia Giu pelos fãs, Giulia está sempre presente nas redes sociais, onde troca ideias sobre vampiros, animes, gatos e rock japonês com os seus leitores. Ela também é uma das mentoras do projeto "Fome de Letras" - um curso de escrita criativa em que eu a Josy somos alunas. 
Eu adoro a série Kaori e a coletânea Flores Mortais, mas Perfume de Vampira sempre vai ter um cantinho mega especial no meu coraçãozinho darkoso.

Helena Gomes - É jornalista, revisora e autora de vários livros com adoção em escolas. Tem ainda obras selecionadas para representar a Literatura Brasileira no catálogo Selection of Brazilian Writers, Illustrators and Publishers da FNLIJ para a Feira do Livro Infantil de Bolonha (2015 e 2017) e na Machado de Assis Magazine, no Salão do Livro de Paris (2015). Com mais de 30 livros publicados, Helena Gomes é uma das principais vozes da literatura fantástica nacional, quatro vezes finalista do Prêmio Jabuti!

E se você pesquisar sobre ela aqui no blog, vai encontrar beeeem mais de uma resenha / matéria sobre a Helena, de quem o primeiro trabalho que li foi sua versão de Tristão e Isolda e fiquei encantada. Já a Josy aqui do blog, ama a série de livros " A caverna de cristais", e o primeiro livro da série, "O arqueiro e a feiticeira" é o seu mais favoritão de todo o mundo quando se trata dos trabalhos da Helena e sim, tem uma resenha bem antiguinha desse livro aqui no blog. 


Vivianne Fair - É artista plástica formada pela UnB, cantora, professora de inglês e desenho. É autora da trilogia "A Caçadora" (resenhas aqui), de "Quem precisa de herois?", "Rainha Sombria" e "O Legado do Dragão". Além das fantasias cheias de humor que ela escreve, também tem noveletas e contos publicados no seu blog Recanto da chefa e no seu perfil no wattpad.

Sempre que quero ler uma coisa para me me animar (fazer o quê, né? às vezes a vida insiste em nos deixar tristes e abatidos), eu encontro o que procuro nos livros da Vivi! Adoro suas "hipérboles" literárias, suas personagens malucas e cheias de atitude. Outra coisa super especial é encontrar a Vivi nos eventos fazendo cosplay de suas protagonistas. #adooooro!


Essas são algumas escritoras nacionais com trabalhos maravilhosos e que não tem como não gostar, sabe? E além de profissionais incríveis, também inspiram por serem quem são. 

Uma das coisas que a internet nos possibilita, é poder seguir um pouco das pessoas que admiramos, poder acompanhar os trabalhos novos e em andamento dos nossos autores favoritos. E tudo fica ainda melhor, quando alguém que admiramos o trabalho, também é uma pessoa que nos inspira a buscar nossos sonhos, a sermos melhores, a termos um pouquinho mais de consciência nessa vida: seja sobre arte, seja sobre o mundo.

Ufa! Esse post ficou enorme, né? Imagina só se eu falasse de todas as escritoras que adoro de uma vez? Melhor não imaginar.

Vou ficando por aqui e até a próxima folks!

5 dicas para inserir a leitura na sua rotina

em 16 de maio de 2018


Às vezes, parece que a vida da gente se torna um buraco negro sugador de tempo e nunca dá para fazer nada que não sejam as obrigações do dia-a-dia. O negócio é tão sério que não sobram nem aqueles trinta minutos diários para praticar um exercício, por a mente em ordem, dormir mais cedo ou nem mesmo dois minutinhos para tomar água como uma pessoa decente.

E se a gente não consegue nem dormir direito, quem dirá tirar do limbo aquele livro maravilhoso e terminar de lê-lo, não é mesmo? Por isso queimei a mufa e tentei transformar em 5 dicas as coisas que eu faço (e que já testei com outras pessoas) para não chutar o hábito da leitura para outra dimensão.

A questão, a big, extra large, gigantona questão é que, com um pouco de atenção e vontade, é possível agregar praticamente qualquer coisa à nossa rotina.

Então vamos logo conferir essas tais 5 dicas para inserir a leitura na sua rotina e mandar ver:


1 – Comece pelo o que você gosta


Sabe aquele autor que sempre que você lê, não quer fechar o livro enquanto não terminar a história? Exatamente. Esse é um ótimo candidato. É por aqui mesmo que a gente deve começar, já que as chances de largar esse livro no meio são menores.
Se não tem um autor favorito, separe um livro do seu gênero favorito. O importante é dar uma chance de ser fisgado para o mundo das páginas (mas se você não sabe nem se tem um gênero predileto, talvez esse artigo aqui possa te ajudar)

2 – Estipule metas (também conhecido como DESAFIE-SE)


Estipular metas vai do gosto do freguês: você pode optar por ler uma quantidade de capítulos por dia, pode definir uma quantidade de páginas por dia, ou até por semana.

Quando estipulamos uma meta, o cérebro fica muito encucado de não ultrapassar a linha de chegada. Já percebeu que quando a gente estipula algo e não consegue chegar lá ficamos meio jurururs? Pois é, o nome disso é frustração. Você não quer ficar frustrado e eu não quero que você se frustre. Então o que a gente faz? Fazemos o nosso melhor.

Sempre que estipulo metas, o meu intuito é ir mais longe do que já fui antes. Okay, tem pessoas que fazem isso para não se perderem no meio do caminho quando estão fazendo algo. O lado bom, é que essa dica abraça os dois lados: Você vai mais longe e a gente não perde o foco.

3 – Defina horários


“Todo dia às 19:30 eu vou pegar o meu livro e ler até o olho cair”.  Essa é uma dica para quem se encontra num estado crítico em que se atualizar nos memes das redes sociais, salvar bichinhos fofos no Pinterest e ver os mil tópicos de conversa no WhatsApp é mais interessante do que retomar a sagrada leitura daquele livro delicioso. 

Se você está assim, reserve um tempinho do seu dia para deixar o seu celular no “modo avião” enquanto lê, deixando as distrações de lado. Deixe o mundo rodar sem você só pouquinho e aproveite para conhecer outros universos enquanto lê.

MAS... se você não é um caso desse, abra brechas no seu dia: você pode ler no seu horário de almoço, no trajeto de ônibus/metrô ou antes de dormir. O importante é manter suas metas em dia!

4 – É disciplina que chama, né?


Você já separou o livro do seu autor favorito, já marcou suas metas no calendário e até programou o celular para entrar no modo avião sozinho todo dia no mesmo horário. Mas aí... os amigos chamaram para um rolê imperdível. A sua mãe quer que você lave a louça. Aquela milésima temporada da sua série favorita finalmente estreou no Netflix. Ops! Foi facinho largar o livro e o planejamento.

Não estou dizendo que você deve dizer não a todo mundo e se isolar numa caverna para ler (pensando bem, até que acho essa ideia razoável, hahaha). Mas quando surgirem outros compromissos, você pode remanejar a sua leitura. Furar de vez em quando é normal. Mas a exceção não pode virar a regra, certo?

5 – Um livro por vez e devoraremos todas as bibliotecas do mundo!


Ou, pelo menos, terminaremos os livros ainda não lidos da estante. Se a sua vida já é uma montanha russa desenfreada, tentar ler mais de um livro de uma vez pode ser o começo do seu fracasso. Claro que se você estiver disposto, ninguém vai te impedir. Vai que você está desenvolvendo um cérebro com a mega habilidade da leitura simultânea? Eu que não vou podar ninguém.

Na fase de tornar a leitura um hábito diário, ler um livro de cada vez vai trazer mais segurança e aumentar aquela sensação boa de terminar mais um livro na sua coleção mental. Isso propicia mais prazer na leitura e a gente se envolve mais com o universo que estamos visitando no momento.

Em fim...

Nesse post, por motivos óbvios, eu puxei sardinha para o hábito da leitura, né? Afinal, ler é o maior barato e a gente quer dominar o mundo através da leitura!

Só para constar, essas dicas servem para você inserir qualquer coisa na sua rotina: desde exercício até aprender outra língua, por exemplo. O importante mesmo é fazer aquilo que a gente se propõe e nisso, fazermos o nosso melhor.

E aí, curtiu nossas 5 dicas para inserir a leitura na sua rotina? Acha que me esqueci de alguma? Deixe suas dicas nos comentários e... até a próxima folks!

Palomar: O livro que me fez amar escrever

em 6 de março de 2017

Ou a minha mania de me apaixonar por pessoas mortas


Eu tinha acabado de fazer 16 anos e um livro veio parar em minhas mãos: Palomar, de Italo Calvino. Eu tenho esse livro até hoje. Num artigo passado, nós já falamos daquele livro que nos faz gostar de ler, quando descobrimos o que realmente nos agrada. Mas esse post é diferente. Estou falando de um livro que me fez ter vontade de escrever. E de escrever de verdade.

Como eu já disse, tinha apenas 16 anos e lia de tudo: fantasia, aventura, romances policiais (amém mestra Agatha e Conan Doyle), misticismo, literatura clássica etc, mas Palomar foi o primeiro livro que me fez pensar de fato no que estava lendo e que me fez transpor a leitura em vivência. De repente, eu mesma era Palomar, observadora do meu mundo, do macro e do microcosmo.

Naquela época eu estava descobrindo o mundo de fora, mas com esse livro eu descobri que havia um mundo inteiro dentro de mim. Um mundo que conversava com o lado de fora em pequenas coisas. E eram exatamente essas pequenas coisas que precisavam falar: um sonho, uma vontade, o vento que bate na cortina e que, sem que ninguém perceba, desenha uma valsa de tecido e ar.

Finalmente eu tinha entendido: havia ainda muito o que falar sobre as coisas não ditas e que até o silêncio tinha as suas próprias histórias.

Guardei esse livro como um tesouro, vira e mexe torno a lê-lo, só para lembrar o motivo de ainda escrever.

Durante a adolescência mudei várias de casa e a cada mudança mais machucados foram feitos no livro. Já resistiu até mesmo a chuvas! 
Antes de Palomar eu já ensaiava minhas escritas, claro. Aqui e acolá um ou outro conto, nada demais. Mas depois dele eu tinha um objetivo. E esse objetivo ficou tão enraizado, tão entranhado dentro mim, que mesmo depois desses anos todos, ainda busco em minhas resenhas aquelas coisas não ditas sobre os livros que leio.

A sim, meu apaixonei pelo Italo tanto quanto era apaixonada por Machado de Assis, que conheci ainda na escola ou pela Clarice Lispector ou Tolkien. Li outros livros do Italo, como Cidades Invisíveis, e Sob O sol-Jaguar, mas nenhuma outra obra dele fez casa dentro de mim como Palomar. 

E olhando essa lista, eu percebo quantos amores platônicos eu tive: dezenas de escritores mortos bem antes de eu vir ao mundo.

Claro que depois minha leitura se modernizou um pouco e conheci o trabalho de muitos autores bem vivos. Mas se eu puser na balança, minha mania de me apaixonar por pessoas mortas nunca me deixou de verdade.

Nesse post eu realmente não estava a fim de contar a história desse livro, pois não se trata de uma resenha. Mas acho que, se eu não fosse eu e estivesse lendo esse texto, provavelmente não entenderia lhufas e ainda sentiria falta de mais informações a respeito do livro. Então aqui vai a transcrição da contra capa:

“Palomar é o nome de um famoso observatório astronômico que durante muito tempo ostentou o maior telescópio do mundo. Por intencional ironia, é também o nome do protagonista destes textos curtos de Italo Calvino, pois este senhor Palomar é todo olhos, mas funciona quase sempre como se fosse um telescópio ao contrário, voltado não para a amplidão do espaço, mas para as coisas próximas do cotidiano. É como se ele nos dissesse que as grandes questões do mundo e da existência também estão presentes em cada objeto que observamos, em cada cena que presenciamos, e que tudo é digno de ser interrogado e pensado.
Em 
Palomar, fazendo uma sábia mistura de descrição, narração e reflexão, Calvino revela a mesma inquietude de suas outras obras, sem esquecer aquela pitada de humor refinado que contribui para a leveza de seus textos. Em meio a suas reflexões filosóficas, por exemplo, o senhor Palomar preocupa-se também com a angustiante questão de como se comportar na praia diante de um par de seios nus.
Palomar foi o último livro publicado em vida por Italo Calvino. 

Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção”

No fim, todo mundo tem uma obra que lhe define como pessoa, que acaba fazendo parte de si, mesmo que outra pessoa tenha escrito. Louco né? Acho que é por essa e outras insanidades que nunca consigo me afastar dos livros.

Até a próxima!

Sobre livros desapaixonantes

em 14 de novembro de 2016

 Ás vezes é  impossível evitar uma “quase decepção literária”. Digo quase pois, não chega a ser uma total frustração. É só um livro que você idealizou muito e então, não é nada daquilo.

Ou ainda pior: você não sabia o que esperar do livro, mas todos diziam que era o máximo e de repente, desamor. Você lê, cheio de expectativas e procura desesperadamente pelos sinais das coisas magnificas que todas as pessoas disseram, indicaram e exaltaram deixando seu hype superinflado.

Então o livro se torna aquele crush que chegou perto demais evaporando o interesse, pelo simples fato de que ele não era aquela coca cola toda que você passou horas idealizando. 

E é nesse momento em que você se reconhece desapaixonadoNa maior parte das vezes nos sentimos desajustados. Por que eu não consigo gostar desse livro? Por que disseram que era tão incrível? Por que? Por que? Os motivos podem ser vários: Você não estava no momento certo para aquele livro ou está saturado daquele gênero, ou esperava que dentro daquele gênero, o autor usasse os códigos de sempre de maneira revolucionária.

Mas acho que, na maioria dos casos, o que estraga o livro é o hype. Você lê cheio de expectativas e não deixa o livro evoluir, a leitura fluir e a história se desenvolver, simplesmente por estar procurando os pêlos dourados da maçã da esfinge que não sabia o enigma.

Claro que existem os diferentões, aqueles que lêem apenas para apontar falhas e dançarem polca com os haters. Mas se esse  não é o seu caso e você apenas não achou o livro aquela nimbus 2000, não se torture, não se obrigue. Puxe o freio do bom senso e dê descarga na opinião que ouviu e até mesmo nas recomendações que procurou e retome a leitura livre da obrigação de achar aquilo o máximo. Ou simplesmente deixe pra lá e seja realista: é fato que existem livros ruins.


Seja livre e lembre-se: um livro jamais será lido da mesma maneira por pessoas diferentes. <3


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