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Everless

em 19 de maio de 2020

Autor: Sara Holland
Editora: Morro Branco
Gênero: Ficção, Fantasia, Aventura

Páginas: 368

No reino de Sempera, a moeda corrente é o tempo. Ele é extraído diretamente do Sangue de seus habitantes que vendem seus anos de vida em troca de seus bens materiais. 

Os ricos dissolvem as moedas de sangue do povo em suas bebidas ingerindo assim seus anos extras e vivendo com juventude quase eterna.

Jules Ember, nossa protagonista é uma moça humilde que vive com seu pai em uma cabana. Mas, se lembra de um dia já ter morado no castelo onde seu pai durante muitos anos foi ferreiro. 

Após uma confusão com os príncipes. Ambos saíram e foram viver na cidade de forma humilde, enquanto isso os Gerlings são odiados por oprimirem o povo com seus impostos altíssimos

Embora Jules queira oferecer o tempo de seu sangue, seu pai a proíbe e isso faz com que eles acumulem diversas dívidas. Liam um dos príncipes, sempre aparece para implicar com a moça reforçando sua crença de que ele foi o responsável pela expulsão deles do palácio.

Enquanto isso somos apresentados a fábula do reino sobre "A feiticeira e o alquimista", no qual a feiticeira dá seu coração ao alquimista que a engana e que após isso fixou o tempo no sangue das pessoas.

Quando o pai de Jules começa a morrer, ela decide voltar a trabalhar no castelo em segredo para ganhar mais dinheiro para ajuda-lo. O casamento de um dos herdeiros está prestes a acontecer aumentando o risco de ser reconhecida.

Claro que nem tudo que parece ser é, e como toda trama é cheia de reviravoltas que nos prendem. O livro me surpreendeu positivamente nesse aspecto. Embora tenha muitas informações sobre a mitologia do universo que ficaram truncadas e confusas para assimilar como a ligação da fábula com a protagonista e a rainha que vem visita-los.

Everless é o primeiro livro de uma série, o segundo volume se chamará Evermore sem previsão de lançamenot no Brasil por enquanto. 


Graceling - O Dom Extraordinário

em 24 de março de 2020

Autor: Kristin Cashore
Editora: Rocco Jovens Leitores
Gênero: Ficção, Aventura

Páginas: 491
Série: Sete Reinos

Katsa é uma guerreira chamada Graceling, pessoas com olhos de cores diferentes (um azul e outro verde) e que possuem um dom. Cada Graceling possui um dom diferente, alguns são nadadores, outros dançarinos, lutadores, matemáticos. Katsa infelizmente tem um dom diferente, o dom de lutar e matar. Ao descobrir isso o rei de Middluns, seu tio resolve usa-la como sua principal arma para cumprir ordens contra as pessoas e o povo. 
Para se redimir pelos atos atrozes que comete, a jovem cria o Conselho. Uma confraria secreta que se reúne e sabota os planos do rei além de tentar solucionar os problemas do povo. 
Katsa, Arte by @jinlian

No inicio do livro, vemos Katsa em uma missão ao se deparar com um oponente a sua altura em lutas a jovem surpresa ao invés de matá-lo o poupa. O jovem na verdade era o príncipe de Lienid que estava em busca de descobrir o paradeiro de seu avô que fora sequestrado. 

Ele também é uma Graceling do tipo lutador. Ao longo da trama, vemos a investigação sobre o sequestro se desenrolar e por cooperação do reino ambos tem que trabalhar juntos.

O livro surpreende com diversas reviravoltas, batalhas emocionantes e a busca de nossa anti-heróina pela descoberta de seu dom e como lidar com ele e se livrar da tirania de seu tio.

A capa da edição da Rocco, é muito bonita uma pena que a editora não tem previsão de continuar a traduzir a série por aqui. O segundo volume "Fogo" foi publicado em 2013 e até hoje não houve publicação do terceiro volume " Bitterblue".

A trama de Kristen é bem construída, envolvente e apresenta um universo rico em detalhes e sensações. Não é possível não simpatizar com os personagens e sua saga pela verdade e redenção. Recomendado a todos que buscam uma boa aventura com ação.

Betina Vlad e o Castelo da noite eterna

em 16 de setembro de 2019

Autor: Douglas MCT
Editora: AVEC
Gênero: Fantasia, Literatura Infanto Juvenil
Páginas: 296

Betina Vlad e o Castelo da Noite eterna é uma aventura infanto juvenil, que nos apresenta Betina, uma garota orfã de 16 anos que vive na cidade fictícia de Cruz Credo, no interior de São Paulo.


Apesar de morar num orfanato chamado "Lar das Meninas" , Betina vive a maior parte do tempo na casa da família de sua melhor amiga, Lucila. As duas tem personalidades praticamente opostas. Enquanto Lucila é extrovertida e sociável, Betina é a "gótica" da escola com seu cabelo prateado de mechas pretas. O que ninguém sabe, ou acredita, é que o cabelo da Betina é assim mesmo desde que ela nasceu.

E fazendo jus à sua "gotiquêz" a garota é fã de Poe, Mary Shelley e adora ver filmes de terror e monstros. Ah, ela também é fã de várias bandas góticas. 


E uma vez que somos apresentados à vida de Betina, coisas estranhas passam a acontecer. Coisas estranhas como por exemplo, ser atacada por um outro aluno na biblioteca da escola e na adrenalina de se defender, virar fumaça. Literalmente.

Não muito depois, Betina foge às pressas da casa de sua amiga Lucila e precisa sumir da cidade de Cruz Credo. Ela conta com a ajuda de Madame Vodu, a misteriosa mulher que apareceu dias antes com a proposta de adotá-la.

E é então que a garota vai parar no Castelo da Noite Eterna, nada mais, nada menos, que a casa do Conde Drácula, pai biológico de Betina.

Sua chegada ao castelo nos apresenta outros jovens monstros, versões teen  de frankenstein, lobisomens, harpias, entre outros. O Castelo da Noite Eterna é um refúgio e um... tipo de centro de treinamento para que os monstros aprendam a se defender da humanidade.

Conhecemos alguns dos professores, também monstros ou humanos que acabaram adquirindo algum tipo de poder. 

Anda pra lá, anda pra cá, Betina vai aprendendo a lidar com os seus poderes, a enfrentar seus medos e a lidar com o seu pai recém descoberto. E por falar em descobrir... Betina fica sabendo que há uma garota da turma que desapareceu enquanto ajudava Madame Vodu a resgatá-la. Impulsiva como só ela, a protagonista se une com seus novos amigos e parte para salvar Maeve das garras dos humanos caçadores de monstros. E então, chegamos em novo arco da história, que só lendo mesmo para saber como termina!

Apesar de ser uma aventura dinâmica e divertida e de eu ter adorado a roupagem moderna dos monstros clássicos, algo me incomodou muito na leitura:  A voz da Betina. Muitas vezes tive a nítida sensação de que não era mais a personagem quem estava falando, mas sim, o autor. A mudança de tom na voz da personagem me fez perder o vínculo com ela várias vezes ao longo do livro.

Senti que faltou um trabalho um pouco mais apurado de preparação de texto, já que vi alguns parágrafos desnecessários, como quando são gastas 3 linhas para dizer que a Betina bateu a alavanca de uma porta.

Também houve um "mal aproveitamento" de personagem: Tyrone (um menino lobo cigano) foi muito bem construído ao longo do livro para então, no último capítulo, mudar da água pro vinho sem aviso prévio. Talvez seja apenas meu apego de leitora, e apesar do autor ter tomado o cuidado de dar algumas pistas sobre o Tyrone entre os capítulos, a mudança foi tão brusca que me custou a aceitar. A sensação foi de que o personagem precisava ser tirado do caminho.  Minha esperança é que o menino lobo seja resgatado nas próximas aventuras de Betina Vlad.

E mesmo que esses pontos tenham pesado, Betina Vlad e o Castelo na Noite Eterna tem seus pontos positivos e que me fizeram gostar da história: capítulos curtos, ações rápidas, personagens cativantes, boas cenas de ação, ótima sintonia entre os personagens. Uma leitura divertida para passar o tempo.

A luta final com sacadas de RPG também é um ponto forte da história, mostrando muito bem a dinâmica de combate do jovem grupo de monstros. O projeto gráfico é uma graça e no final do livro tem a ficha dos personagens mais recorrentes! Depois de ler, eu entendi várias referências espalhadas pela capa e contracapa, coisa que eu adoro fazer: procurar o que na história justificou a criação da capa, sabe?


Por hoje é só, vou ficando por aqui e me conta se você já leu um livro que gostou mesmo que algumas coisas tenham te incomodado na leitura!

Até a próxima folks!

Pipoca com Mostarda Apresenta: Okja!

em 11 de julho de 2018




 Boa noite, meus pequenos e minhas pequenas!!!


Como se já não bastasse a enorme SOFRÊNCIA de sugestão que fiz no outro post (aqui), trouxe mais uma obra feita para destruir vidas felizes de Hollywood! Sim, amiguinhos, a Tia Jeny está malvada ultimamente... E trouxe para o PIPOCA COM MOSTARDA uma proposta de sessão choro, vela, caixão e túmulo! Este filme traz uma lição de vida grande e pesada demais e impactante demais para algumas pessoas. Se eu soubesse disso antes eu não teria sentado para assistir naquele inocente fim de tarde de uma quinta feira sem suspeitas. 
Estou falando assim, minhas crianças, porque esse filme literalmente ME ASSASSINOU!! Não falo para impressionar, mas, não teria parado para assistir mesmo! Não naquele dia, talvez não nessa vida. Eu sou uma pessoa facilmente atingível quando assunto são animais. Sim, veremos sofrimento animal, mesmo que fictício. 





Com toda a verdade de meu coração eu digo: Eu chorei por uma semana (sim, eu juro) antes de dormir por causa de OKJA! Uma obra sul-coreana-americana dirigida por Bong Joon-ho (imagem abaixo)e co-escrito por Bong e Jon Ronson.




Um filme produzido em 2017 pela nossa amada Netflix que ficou conhecida por sua fortíssima crítica a indústria alimentícia que até virou notícia em alguns sites pela internet. Essa crítica, sinceramente foi tão violenta que mais se parece um soco no estômago seguido por um banho de gasolina e fósforos acesos. Admito ainda estar traumatizada e que enquanto escrevo estou lembrando com o peito apertado e olhos marejados. 

Mas vamos lá! O que eu não faço por vocês?!




Com um toque infantil e meio “anime” ela retrata de maneira divertida, animada as aventuras de Mikha (interpretada por Ahn Seo-hyun), uma jovem fazendeira que cuida de OKJA conhecida vulgarmente por um “super porco”. De “super” ela tem bastante, tanto em tamanho quanto em força de vontade. O que impacta de imediato é a troca de circunstâncias agressivas que vai de uma pacata região que traz aquele frescor alá “comunhão com a natureza” até um cenário capitalista, egoísta e estúpido com o objetivo de enaltecer a maneira do qual a natureza TENTA sobreviver em meio aos nossos atos predatórios e inconsequentes. 




Temos um imenso choque de opiniões, visões e concepções que vão de fazendeiros sem qualquer informação a ativistas de direito animal. E não se enganem, o maior vilão dessa história não são os donos das corporações e indústrias, somos NÓS. E isso é o que mais dói, a nossa hipocrisia, ignorância por escolha e cegueira por opção. Quem terminar de assistir OKJA e conseguir ser a mesma pessoa que começou...Parabéns, você não entendeu NADA do filme.


Eu recomendo HARD aos públicos mais sensíveis a assistir a sugestão anterior e, se sobreviverem intactos (ou pouco atingidos), podem tentar se aventurar no filme OKJA. 


"Mas Jeny!! Quem é OKJA? Super porco? Hã??"



Tá bom, calma lá que eu vou explicar: Ela é um porco alterado geneticamente pela MIRANDO (a indústria malvada) com o objetivo de repaginar a imagem da empresa.
 Então a Mirando Corporações decide recriar os animais em laboratório e enviá-los para serem criados em 26 fazendas de lugares diferentes do mundo. Cada fazendeiro ficará com os animais por 10 anos, quando a empresa escolherá o melhor superporco em uma competição para expor os maiores porcos. 




“Ah, mas isso não me parece cruel! O que tem demais em uma exposição?”



HAHA! É AÍ QUE VOCÊ SE ENGANA! 


O filme segue de maneira Kawaii até que Okja é escolhida a melhor superporca daquela fazenda e precisa ser levada para a competição, isso significa que Mikha vai se separar de Okja que irá ser transportada para Nova York, onde será levada para estudos e apresentada ao grande público.  
Ambas possuem apenas uma a outra do qual esses 10 anos de convívio fez questão de fortalecer o laço e transforma-lo em algo indestrutível, do qual levou a pequena fazendeira das as caras na enorme metrópole decidida a levar sua melhor amiga para casa. 





Uma exposição, para quem assiste, não há nada de cruel. Mas o filme não se resume a isso, o nosso querido diretor fez questão de fazer o espectador ficar de estômago embrulhado com tamanho veneno destilado pela política das indústrias alimentícias. 

Não mais falarei! Terá que sentir na cara essa porrada assim como foi comigo! Fui dançando com a comédia, aventura toda inocente até descer rolando escada abaixo até os fundos das fábricas horrendas. 





Resumidamente foi uma obra extremamente  caprichada com atores e atrizes maravilhosos, principalmente da atriz mirim e da Tilda Swinton, que conseguiu me despertar profundo ódio da cara dela:






Queridos, não prolongarei mais o meu sofrimento e insisto que assistam e que pelo menos entendam a mensagem. Deixo com vocês a vela e o caixão e, claro, um BIG BALDE DE PIPOCA COM MOSTARDA!! 


  

Até a próxima, minhas crianças!!

A Caçadora de Dragões

em 5 de julho de 2018

Autor: Kirsten Cicarelli

Gênero: Fantasia, Ficção
Páginas: 408
Editora: Seguinte
Série: Volume 1 - Iskari

Em um mundo em que Dragões existem, Asha atua como sua caçadora e principal inimiga. Uma cicatriz que percorre seu rosto e corpo é um lembrete de como as criaturas são cruéis e podem destruir a tudo que ama se não extingui-las. 

Mas será que sempre foi assim?

 Essa é a premissa do primeiro volume da série Iskari de Kristen Cicarelli, lançado no primeiro semestre pela Editora Seguinte. Asha é uma personagem forte, destemida e que quer ao máximo agradar a seu pai. Ela se sente culpada pela morte prematura de sua mãe quando era pequena e por isso se dedica a caçar os dragões. Para assustar a todos seu pai e também Rei, concede a ela o título Iskari. Nome da antiga deusa da destruição. 

Isso longe de fazer o povo amá-la, faz com que todos queiram distância dela o que faz com que ela fique cada vez mais endurecida e não acredite em amizades gratuitas. Infelizmente uma das coisas que ela se propôs a fazer para se redimir pelo seu passado é casar com atual general do exército, um homem machista e de caráter questionável.

Quando era criança o dragão Kozu queimou metade do reino e todos culpam Asha pelo ocorrido, mesmo que ela tenha sido a única sobrevivente com cicatrizes. Deste então ela se redime caçando dragões.

Aos poucos no entanto, certas coisas começam a fazer nossa protagonista a questionar o porque das coisas serem feitas como são: como os dragões se voltaram contra o povo sendo que antes eram aliados? 

O livro foi uma grata surpresa, comecei a ler sem expectativas e me surpreendi com a trama e devorei rapidamente a história. Asha é forte e tem uma personalidade própria e característica que a deixa bem marcante. Ela cresce junto com a história quando aprende com seus medos e erros. É uma grande protagonista.

Os personagens secundários são bem desenvolvidos e a forma como as coisas são reveladas prendem o leitor até a última página nos deixando ansiosos pelo próximo volume.
Vale a pena a aventura e aguardo ansiosa pelo próximo. ;)


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