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Kalciferum - demônios, bruxas e vagantes

em 23 de outubro de 2018



Autor: Andrei Fernandes

Gênero: Fantasia Urbana, Ficção

Páginas: 380
Editora: Penumbra
Série: Volume 1

Imagine bem rapidinho, como quem não quer nada, que tudo o que conhecemos na nossa realidade é só uma camada  de todas as faces que compõe o mundo. Agora imagine que você é um humano normal, vivendo sua vidinha mundana, de boas e que, de repente,  nada é mais como era antes? Deu ruim? Pois é...

Em kalciferum, livro de estréia do Andrei Fernandes (host do podcast Mundo Freak), nós temos demônios, bruxas e fantasmas convergindo suas realidades em nossa dimensão.
E no meio disso tudo, tem Rafael e Cal, uma dupla nada dinâmica tentando acertar ponteiros improváveis. E é sobre eles que a gente vai falar nessa resenha!

Rafael está vivendo com o auxílio do seguro desemprego. Não tem muitas expectativas para o futuro e já se acostumou com a solidão desde a morte de sua mãe. No final, Rafael é só um cara comum tentando não morrer de causas não naturais. Mas não se engane com o clima pacato apresentado no começo da história: Kalciferum - demônios, bruxas e vagantes é tudo, menos o que a gente pode chamar de calmo.

Eis que,  depois de mandar currículo para todo lugar, Rafael recebe um telefonema avisando que tem uma entrevista marcada numa empresa grande. A maior da cidade.

E quando parece que finalmente a sorte vai mudar, já que além do emprego novo, Rafael ganhou também uma vizinha nova que apesar de esquisita já não o deixa tão sozinho, Cal aparece. Na verdade, Rafael que apareceu para o Cal, mas isso é só um detalhe.

Depois das desavenças iniciais,  Rafael e Cal precisam trabalhar juntos. E para trabalharem juntos, Rafael precisa assinar um contrato muito do esquisito com Cal e assim ele  descobre que seu estagiário é um capirônio  original de fábrica.

A partir da assinatura desse contrato,  Rafael começa a sofrer o "efeitos da ressonância" de ter um acordo com um demônio: passa a poder ver fantasmas, perceber outros demônios além de Cal e também passa a se meter em uma furada depois da outra, cada vez mais perigosas para si e para quem estiver ao seu lado.

Há também outras personagens marcantes na história, como Ariane (a vizinha nova), a Velha Bruxa (que eu não lembro o nome, mas é uma vilã muito maneira) e sua ajudante Lili e a garota Érika. É... tem o GG também, chefe de Rafael e personagem misterioso da história, mas não fui muito com a cara dele.

Apesar do autor não ter deixado claro a cidade em que a história se passa, sabemos que o cenário é no Brasil, e eu tive a sensação de que a cidade de Rafael é uma mistura de SP e RJ, e ao mesmo tempo nenhuma das duas. Tem uma passagem do livro que eu jurava que era o bairro da Liberdade (SP) e outra que eu achei muito parecida com as ruas estreitas da Cinelândia, no centro histórico do Rio.

Kalciferum é uma trilogia, cujo livro 1: Demônios, bruxas e vagantes nos apresenta o universo criado por Andrei, baseado/inspirado nos casos apesentados no podcast Mundo Freak e em autores que influenciaram a produção dessa obra, como o próprio Andrei conta nessa matéria da editora Penumbra. 

Livro indicado para quem curte fantasia urbana e histórias com demônios, lutas megalomaníacas e ação, assim, tudo ao mesmo tempo.

O livro 2 dessa série, O Martelo das Feiticeiras, está em campanha de financiamento coletivo no Catarse e é claro que eu vou garantir o segundo volume dessa história!

Eu vou ficando por aqui e... até a próxima!

Resenha – A Batalha do Apocalipse

em 6 de fevereiro de 2015


Autor: Eduardo Spohor
Gênero: Fim do mundo /Ficção brasileira
Páginas: 586
Editora: Verus Editora


Demorei muito para começar a ler esse livro, pois sempre colocava outros na frente, mesmo com essa capa azul e super dramática me chamando. A verdade é que eu não curtia muito livros ou histórias sobre anjos. Bem, não curtia até LER A Batalha Do Apocalipse. É uma leitura da qual não me arrependo nem um pouquinho assim, e sempre indico quando possível, pois o trabalho nele é simplesmente incrível!


Nesse livro somos apresentados ao enigmático Ablon, um anjo que foi expulso do paraíso e condenado a passar o resto da sua existência entre nós, reles mortais ignorantes e manipuláveis. Milhares de anos se passam e acompanhamos as ações atuais do anjão em questão, intercalado com flashbacks do passado, por onde passeamos por diversas fases da história da humanidade, nos mais diversos cantos do planeta. Os pedaços que mais gostei incluem a Torre de Babel (onde Ablon conhece a Shamira), Roma e Nazaré. Isso mesmo, ele foi fazer uma visitinha à Jesus. Ah, também tem uma passagem no mundo das fadas, que passa mais rápido que uma brisa, mas não deixa de ter seu encanto.

Uma das coisas que mais gostei no livro é a personagem Shamira, uma mortal que prolonga sua vida através da magia e pode ser tão “imortal” quanto desejar. Como é uma bruxa super-poderosa-competente-gata-e-sensual sempre consegue tirar Ablon das enrascadas em que se enfia, por sua personalidade esquentada e mania de resolver tudo com os punhos. Sério, um dia ele resolve descer ao inferno para buscar um amigo que caiu nas garras de Lúcifer, no melhor estilo “querubim de ego super concentrado”. Imagine a situação. Ou melhor, leia o livro que fica mais interessante!
Ao mesmo tempo em que viajamos pelo mundo, temos informações sobre as dimensões angélicas e suas hierarquias, conhecemos o inferno e sua organização demoníaca.
O final é incrível, fiquei surpresa com o rumo que as coisas tomaram e por um tempo deu um nó na minha cabeça...

Uma leitura simplesmente formidável, um trabalho de pesquisa impecável e paisagens estonteantes (não é todo dia que passeamos pela idade média e entramos num círculo de fadas). As cenas de luta são dinâmicas e titânicas, com direito a super golpes celestiais com nomes próprios.

É melhor ir parando por aqui, antes que eu continue falando e tomando seu tempo de correr atrás desse livro e devorá-lo.

Até a próxima folks!   





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