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Dragões de Titânia – A Maldição dos Templos

em 11 de julho de 2016

Autor: Renato Rodrigues
Gênero: Aventura, ação, fantasia, ficção
Páginas: 270
Editora: Linhas Tortas

Série: Os Dragões de Titânia


A Maldição dos Templos é o quarto livro da série Dragões de Titânia (uma das minhas séries favoritas por sinal), e traz uma pegada mais pesada que os livros anteriores. Um fedor de conspiração ultra maligno atacou o meu nariz assim que me pus a ler esse livro.

O povo da Pensão da Adria está de volta, mais quizumbeiro, atrapalhado e azarado do que nunca.  Depois dos acontecimentos do livro 3, e do sonho misturado com viagem no tempo, o mago Khosta está cabreiro, pensando em como evitar aquela lambança toda que está por vir. Ou que ele acredita estar por vir.

 Enquanto isso, no respeitável senado de Titânia, os astutos senadores confabulam contra os heróis da cidade, distorcendo suas atitudes e levantando a hipótese absurda de que são os Dragões de Titânia o verdadeiro perigo para o império ― Nesse exato momento do livro ergui minha sobrancelha. Hunhum, sei. Senta lá Claudia que tem caroço nesse angu ― Como se todos aqueles babacas de toga estivessem fazendo algo de útil.

Enquanto isso, acredite se quiser, uma praga está se espalhando pelas fazendas e vilas ao redor de Titânia, apodrecendo a terra, comendo gente e cortando o fluxo de alimentos para a capital do mundo.

Como se não bastassem seus próprios problemas, O grupo de amigos passa a sofrer misteriosamente diversos tipos de perseguição, desde aumento de impostos sobre a Pensão da Adria, até acusação por crimes que não cometeram.

A coisa chega num ponto insuportável em que os Dragões precisarão se dividir mais uma vez para resolver a bagunça desse volume.

Para quem já vem acompanhando a série, algumas surpresas especiais e muito bem humoradas estão recheando o livro. Destaque também para o desenvolvimento do que eu chamo de “núcleo teen” da pensão da Adria: Chester, Cristal Negro, Bronko e Allene. Os adolescentes da família, passam por poucas e boas para realizar a missão que lhes foi designada quando os adultos tiveram que sair para salvar o mundo e seus próprios traseiros.

Os holofotes dessa vez caíram sobre Shokozug, que passa por experiências assombrosas (não é a toa que é ele quem ilustra a capa desse volume). Se a palavra “assombrosa” te lembrou assombração, posso lhe dizer que está no caminho certo.

Shokozug costumava ser meu guerreiro favorito até eu perceber que a mulherada o apreciava. Nem sei o motivo dessa babação toda em cima dele. Só porque o Shoko é um guerreiro lindo, alto, de madeixas longas e branquinhas, mal encarado, paranoico, misterioso e caladão? Tisc. Ainda um pouco a contra gosto, admito fazer parte do fã clube das shokozuguetes.

Foi simplesmente incrível conferir mais uma vez o talento que Renato Rodrigues tem para coordenar tantos grupos de personagens ao mesmo tempo, em cenários diferentes e ações distintas. Cada vez que leio um novo volume dessa série meu queixo cai e me pergunto que bruxaria esse cara domina, para manter tantos personagens com suas próprias vozes e personalidades. É um mistério que permanecerá oculto na cachola desse escritor, disso eu tenho certeza.

Uma coisa que senti falta, é que nesse livro não surgiu nenhuma arma mágica nova. Fiquei chupando dedo, aguardando o surgimento de, sei lá, uma corda inteligente, braceletes super incríveis iguais aos da Mulher Maravilha, alguma coisa assim.
O livro todo traz um climão tenso, permeado por ótimas tiradas de humor, que aliás, é o forte da série. O mundo está acabando em Titânia, mas sempre haverá um motivo para rir, e esse é com certeza, um dos motivos para eu aguardar ansiosa por cada novo volume.

O desfecho desse livro foi bem, hun... inesperado. Nem nas minhas mais loucas teorias conspiratórias e devaneios demoníacos eu pensaria em algo assim. E por falar em demônio, guarde bem o nome Balzul.

Leitura mega recomendadíssima para quem já leu os outros livros da série, para que não conhece os Dragões de Titânia e para quem está a fim de ler um livro de fantasia com personagens humanos e hilários.

Chegou agora e não entendeu lhufas? Relaxa e confira as resenhas dos outros volumes e seja feliz!

Olha o book trailer do primeiro volume:





Até a próxima folks! 

Os Dragões de Titânia - A Dama da Montanha

em 4 de março de 2015

Autor: Renato Rodrigues
Gênero: Ficção Fantástica
Páginas:272
Editora: Linhas Tortas, 1ª edição, 2013.

Já que vamos sortear o Box "Dragões de Titânia", resolvemos fazer uma semana especial com as resenhas dos três livros! Essa é do terceiro volume! Se ainda não leu as resenhas dos Volumes I e II é só clicar aqui e aqui.
É sempre um prazer poder voltar à Titânia, rever os velhos amigos e conhecer os outros que estão chegando à Pensão da Adria.
Dessa vez, o grupo de amigos e sócios da ordem militar Dragões de Titânia partem em busca da tal Dama da Montanha, como foi sugerido no final do livro anterior pela misteriosa Rainha Arani. Claro que isso não acontece antes de alguma procrastinação. Afinal, a ordem está prosperando e sempre que alguém (entenda-se o Khosta) levanta a questão das armas Mágicas e da excursão em busca da tal dama da montanha, aparece um novo e rentável serviço. Além disso, não podemos esquecer que mesmo morando juntos sob o teto da mesma pensão, cada um dos Dragões tem sua vida pessoal. Quer dizer, o que dá para vislumbrar de uma vida pessoal entre uma missão e outra.
É nesse contexto que cada um do grupo se vê obrigado a fazer escolhas. Nem sempre sábias, nem sempre acertadas, mas ainda assim, escolhas… Que podem fazer que com que tudo o que conquistaram vire lembrança. E foi bem aqui que tomei um dos maiores sustos literários desde que comecei a me aventurar pelas terras titanianas (não falo mais nada a respeito, acabo de chegar à tênue linha do spoiller)!
Um dos maiores desafios do grupo de amigos da pensão da Adria no terceiro volume da série, é escolher entre sua vida pessoal e o trabalho como guerreiros. Digamos que numa cidade em que o perigo é constante, e que toda sorte de monstros e assombrações resolvem aparecer sem aviso prévio, o sortimento de trabalho é grande para a Ordem Militar dos Dragões de Titânia, não sobrando muito tempo para namoricos e afins.
Mas até que ponto vale apena “sacrificar” a vida pessoal pela profissional e vice e versa, até que ponto suas escolhas podem afetar os outros, quando se trata de um grupo? Bom, mais uma vez o pessoal terá que entrar nos eixos no meio de uma missão, que antes de qualquer coisa, está intimamente ligada ao grupo: Descobrir o paradeiro da tal Dama da Montanha. Só assim para saber a origem das doze armas mágicas que alinhavam a história, unindo os personagens e trazendo novos, assim como ter mais informações a respeito de Castelian, o Velho da Torre e a sua obsessão em invadir a misteriosa Ilha do Destino.
Mesmo sem saber, o grupo embarca numa aventura para salvar não só Titânia, mas dessa vez, todo o mundo que conhecem está sob ameaça de um mal calamitoso e sem precedentes. Como o grupo é grande e as prioridades muitas, os Dragões de Titânia se dividem: 
1- Miranda e Alambique partem para Celtária, para colher informações a respeito de um possível paradeiro do Barão Ricardus I, o lambe botas mascarado lacaio de Castelian, que parece ter se enfiado nas terras de Leemyar (qualquer semelhança com a cidadela de Crônicas de Leemyar NÃO É mera coincidência);
2-  O restante se organiza para partir em busca da Dama da Montanha, exceto Diane, claro, que partiu em uma viagem romântica com o Lorde metidônio do Wataru. Apesar de parecer uma decisão imatura (digo isso sob meu ponto de vista, você pode achar outra coisa), essa viagem tem um papel muito importante para o grupo de amigos. 
Outra coisa interessante nesse volume é a visão mais humana que temos dos nossos heróis. Mais humana não quer dizer mais piegas e muito menos mais melosa, a ventura e pancadaria continuam bem servidas e com direito a Hidragões!
A força da amizade e lealdade são temas ricamente tratados nas linhas de Os Dragões de Titânia – A Dama da Montanha, a aventura, os combates e o desenvolvimento dos personagens mais uma vez estão de tirar o chapéu, e os rumos que a história vem tomando desde o primeiro volume são surpreendentes!
Pense numa pessoa que está no mínimo curiosa para saber como isso continua, que está se sentindo órfã, desde que leu a última página. É que, mesmo sem querer, as aventuras dos Dragões viciam: quando viramos a última página nos damos conta que não queríamos que a viagem tivesse terminado! Os cenários são incríveis e os personagens cativantes. Tá, eu tenho os meus favoritos, mas deixarei para falar deles numa próxima resenha, quando sair o quarto volume, da série, certo?
Se você não leu os volumes anteriores, não precisa se preocupar, o escritor sempre dá uma palinha para ambientar o leitor na história, quando necessário. E isso serve não só para quem lê a série do Dragões fora de uma ordem cronológica, como para os que leram e não tem boa memória (que é o meu caso! hahaha).

DRAGÕES DE TITÂNIA II – A QUEDA DO CÉSAR

em 2 de março de 2015

Autor: Renato Rodrigues
Gênero: Ficção Fantástica
Páginas:272
Editora: Linhas Tortas, 1ª edição, 2012.

Já que vamos sortear o Box "Dragões de Titânia", resolvemos fazer uma semana especial com a resenha dos três livros! Como o primeiro livro já foi resenhado, segue a resenha do segundo volume, espia só:

Agora estabelecidos como uma ordem militar, o grupo de amigos formado no final do livro anterior permanece praticamente o mesmo. Preste atenção que eu disse “praticamente”. E se não leu a resenha do “Dragões de Titânia I – A Batalha de Argos” – Clique Aqui.
De volta à Titânia e devidamente instalados na pensão da Adria (que passou também a servir como sede dos “Dragões de Titânia”) Khosta, Shokozug, Tellus, Diane e a pequena Allene nem faziam ideia de quantas loucuras o ano seguinte lhes guardava:

Há no ar a desconfiança de que está sendo tramada uma conspiração contra o imperador de Titânia, ou melhor, o César. E adivinha quem, ou melhor, “quens” irão desvendar o mistério?
Claro que temos de volta o Impuro, articulando marionetes com suas mãos velhas e ossudas, o ex- amigo orelhudo vira-casaca, vampiros, trolls, quimeras, armaduras fantasmas entre outras quizumbas que perseguem a turma. Ainda bem né? Assim temos histórias!
Bom, alheios ao seu futuro, os integrantes dos Dragões de Titânia procuram dar continuidade as suas vidinhas mortais, tentando se estabelecer de vez na capital. É quando surge a primeira missão para os sócios e eles partem para cumpri-la. A missão acaba sendo um fracasso (e não, isso não é spoiller e tenho dito) e o grupo se dá conta que por mais experiência que tenham adquirido na Batalha de Argos, ainda lhes falta muito para entrar em sintonia com um grupo, e porque não dizer, como uma família de verdade.
E como desgraça pouca é bobagem, eles não terão tempo de pensar muito, pois Titânia precisa urgentemente e mais uma vez dos Guerreiros! Ou seja, “amigos-amigos, sócios-sócios e quizilas a parte ” o grupo terá que acertar suas diferenças enquanto enfrentam as encrencas que lhes surgem pelo caminho.
Quando o negócio começa a apertar de verdade, Alambique e Miranda (que estavam em Argos) voltam para Titânia em auxílio dos outros Dragões (na verdade, estavam fugindo de uma confusão, mas aí faz de conta que eu não disse nada).
Daqui por diante se sucedem cenas de lutas alucinantes, dentro e fora dos personagens e mais uma inesperada aventura que não sabemos onde vai dar, mas que, só pelo percorrer do caminho já vale apena!
Agora, falando um pouquinho da obra em outros aspectos, temos uma narrativa mais madura (talvez pelo autor estar mais experiente, ou por não haver mais a necessidade de apresentar os personagens principais), o humor – uma das marcas registradas do Renato Rodrigues – Continua hilário, o fôlego das aventuras continua ótimo e arrisco até a dizer que está melhor que em “A Batalha de Argos”. 
Temos a inserção de um clima de mistério muito bem aproveitado dentro de um universo de pancadaria gratuita como é Titânia (e isso me surpreendeu muitíssimo e mais uma vez recebo motivos para tirar o chapéu) além de uma trama muitíssimo bem alinhavada.
Se na resenha anterior comparei o autor a um mestre dos malabares, agora digo sem sombra de dúvida que também mostra ser um ótimo costureiro!
Outra coisa interessante de a Queda do César, é o aprofundamento maior na cultura dos temidos “Elfos Cinísios”, que impacta e desperta respeito. No final a gente percebe que nada é tão ruim quanto parece, e que às vezes também pode ser bem pior…
Somos apresentados a novos personagens, como o pequeno e esperto (e insistente) Chester, que sabe mais da vida do Khosta que o próprio mago (e sim, essa última frase pode ser entendida no sentido literal), além de novos candidatos a um posto na ordem dos Dragões de Titânia.
Mais uma vez temos as ilustrações da Carolina Milyus para fazer carinho em nossas cabeças depois de levarmos tantas pancadas!
Voltar à Titânia é sempre um enorme prazer, é a promessa certeira de aventura e a esperança de encontrar na amizade a força para continuar firme, é entender o verdadeiro significado de honra e glória.
Como eu disse na resenha passada, consegui o meu exemplar na Bienal de sampa de 2012, mas se você ainda não tem pode pedir pela Linhas Tortas.

Sorteio Titânico!

Olá Barateiros!

Lá na fan page do Barato Literário  Está rolando um sorteio incrível!
Dessa vez trouxemos o box da série Dragões de Titânia do escritor Renato Rodrigues!
São 3 livros especialmente  AUTOGRAFADOS para os leitores do Barato Literáriocom mais 8 marca páginas!
É ou não é um Sorteio Titânico?


Para participar é só: 


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