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Edição Especial de Natal: Um Conto para Inspirar!

em 25 de dezembro de 2015



Olá, pessoal!
Então... Já é Natal, de novo!
As casas estão iluminadas, as crianças fazem suas cartinhas para o Velinho, as mães e donas de casa cozinham a ceia de natal, as lojas estão lotadas e as árvores muito bem decoradas, as expectativas estão altas, principalmente para ganhar livros de presente, não é? Haha’
É uma época boa para se fazer uma lista daqueles que você PRECISA ler ano que vem, e porque não começar lendo um conto que eu selecionei com o intuito de inspirar vocês nessa data tão famosa? Ele é bem curtinho, mas carrega um grande significado natalino. Segue:



Certa vez, um menino acordou em uma véspera de Natal, muito contente, pois uma data muito importante estava para chegar, era o dia em que o Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos. Como toda criança nessa época, a ansiedade faz parte do café da manhã, almoço e janta. Então esperava ansiosamente o cair da noite, para voltar a dormir e olhar o seu pé de meia que estava frente à porta, pois não tinha condições de ter sequer uma árvore de Natal.
Dormiu muito tarde, para ver se conseguia pegar aquele “velhinho”, mas como o sono era maior do que sua vontade acabou por dormir profundamente. Na manhã de Natal, observou que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente algum em toda a sua casa.
Seu pai estava desempregado, com os olhos cheios d’água, observava atentamente ao seu filho. Queria muito poder dar a ele o que merecia, mas infelizmente não pôde por mais um ano. Esperava tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração o chama:
– Meu filho, venha cá! – Sentou-se na cadeira da cozinha e posicionou suas mãos nos ombros do garotinho, olhando fixamente para seus olhos que ansiavam por uma explicação.
– Papai...? – Disse, quebrando o silêncio.
– Pois não filho?
– O papai Noel se esqueceu de mim? – Perguntou imaginando ser isso que o seu pai tentara com dificuldade explicar.
O pai abraça seu filho.
– Ele também esqueceu do senhor, papai ?
– Não, meu filho… - Disse em um suspiro - O melhor presente que eu poderia ter ganho foi você, e fique tranqüilo, pois eu sei que o papai Noel não esqueceu de você.
– Mas … todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes… - Disse confuso- Acho que ele pulou a nossa casa…
– Pulou não, meu filho. – Dizendo isso, já que não poderia comprar nada, ao menos garantiria diversão ao seu menino, como as outras crianças.
Os dois então foram caminhando sem rumo, até chegar num parque e ali passearam, brincaram e se divertiram durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite.
Chegando em casa, já muito cansado, o menino foi para o seu quarto, e escreveu um bilhete para o papai Noel:
“Querido Papai Noel,
Quero agradecer o presente que o senhor me deu. Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que meu pai esqueça seus problemas, e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje.
Obrigado pela minha vida, pois descobri que posso me divertir como todas as outras crianças sem precisar de um brinquedo, e sim, apenas estando com meu pai.
Obrigado. ”
E colocou a carta na janela de seu quarto, imaginando que o papai Noel pudesse pegá-la quando passasse por ali. Entrando no quarto para dar boa-noite ao seu filho, o pai viu o bilhete, e a partir desse dia, não deixou que os seus problemas afetassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.”



                Gostaram? Bem...Não posso deixar de comentar, afinal é uma bela lição. Muitas vezes nos preocupamos tanto com a tradição de presentear (que eu adoro, de verdade) que nos esquecemos o que nos traz aquele belo sentimento de felicidade, leveza e conforto. Não encontramos nos presentes recebidos no Natal, mas no nosso dia- dia. Mais vale o que carregamos em nossos corações entre o Ano novo e o próximo Natal do que o contrário. 
Não estou desmerecendo a atitude, eu mesma adoro fazer isso, porém o que dá aquele tempero gostoso nessa data é a presença daqueles que amamos e o poder de curtir cada momento da vida sem precisar comprar nada, sem pensar no trabalho, sem olhar para os problemas. Aquele é o momento, é o presente e nós não precisamos de mais nada. A habilidade de viver o “Aqui e Agora” exercido no nosso dia-dia que faz o Natal especial. Afinal de que adiantaria estar em casa, com quem ama, recebendo belos presentes e...não estar ali, não saber aproveitar?  Não se prenda a aquilo que não podemos controlar, sempre podemos absorver algo de bom, dê atenção para esse detalhe. Fazemos isso com os livros, porque não no Natal?
Pensem nisso, crianças. Se perguntem: “Eu estou no Natal? Eu estou aqui?”
Seja um Natal com uma ceia gigante e uma família maior ainda, ou um Natal com arroz, ovo e séries na Netflix, sempre poderá escolher absorver o melhor, o que tem de mais bonito e que não se encontra dentro de um embrulho colorido.
A vida é um livro em branco, se ele não é o que espera, faça com que seja. A vida é maravilhosa, seja no Natal, Ano Novo ou no aniversário do seu cachorrinho, mas isso, minha criança, é escolha sua.
Deixo esse conto e essa reflexão para inspirar vocês. Tenham todos um Feliz Natal!
Até mais, pessoal!





Super Poderes de um Leitor

em 4 de dezembro de 2015

Saudações, caros Leitores!


Ah, mas que palavra mais sublime: “Leitores”! Não acham? Palavra tão poderosa, designativa e abrangente, e além de tudo agrupa pessoas incríveis que fazem de um mero de bloco de papel, uma lição de vida, um conselho, um gesto caridoso e recheado de compaixão com o próximo e a si mesmo. 
Leitores são capazes de tornar toda e qualquer obra em uma ferramenta de autoconhecimento, são fortes o suficiente para reprogramar padrões de pensamentos após uma frase ou parágrafo. Sou capaz de considerar essas pessoas como super humanas! E como todo “super”, possui seus poderes. Mas... Quais seriam eles?


Identifique abaixo os super poderes que talvez, você Leitor, não tenha notado ainda. Há muitos outros, esse é apenas uma perspectiva humilde de uma admiradora dessa arte, que é ler mais do que o escrito, ir além da história contada, ver além da personagem. Enxergar as entrelinhas como pontos cruciais e temperar quaisquer passagens, tornando-as pontes únicas para o mundo fantástico. Um mundo onde somente aqueles que se entregam totalmente ás mãos do autor(a), podem chegar.


Bem...sem mais delongas, vamos á lista de super poderes?! :D

Intangibilidade

Sim, à partir do momento em que você se senta em um ônibus, metrô, fundo da sala da faculdade ou seja lá onde esteja, se está lendo um livro com afinco, muito dificilmente alguém vai te incomodar caso não seja um assunto inadiável. Alguns possuem esse super poder muito forte e ninguém ousa ao menos tocá-lo em seu glorioso momento. Eu mesmo notei que algumas pessoas ensaiam alguns minutos antes de criar coragem e chamá-lo, e ainda sim o individuo assume uma postura de defesa, caso venha a receber algum tipo de agressão do Leitor (Haha’).
É como se houvesse uma força invisível que emana de nós que grita “PERIGO, NÃO INCOMODE!”.  Alguém além de mim já deve ter reparado nisso! Ou não...?


Metamorfose

Você pode até não reparar, mas o Leitor se transforma. Seja isso aparente ou não, externo ou interno, em noventa por cento das vezes algo significante muda nele. Pode ser uma nova perspectiva, uma nova expressão, talvez uma nova mania ou paranóia, mas ele é alguém novo a cada leitura.
O Leitor absorve suas experiências literárias em uma velocidade incrível e de tal maneira que sempre algo lhe acrescenta, mesmo quando se depara com um “livro ruim” consegue tirar dele, no mínimo, mais sobre o que ele não gosta e já parte a procura de um novo tipo de gênero, alterando sua perspectiva novamente.
 Esse é um super poder incrível, não concordam? Imaginem-se com um problema qualquer (ou um dos grandes), e se tiverem o conhecimento certo, basta encontrar o livro certo e você já terá tudo o que precisa para enfrentá-lo sem grandes dificuldades, apenas se moldando para tal feito. Não é incrível?


Dar vida aos objetos

            Isso mesmo! Há Leitores que dão vida a objetos cujo significado encontraram em um livro.
E  além de dar vida a eles, passa a enxergá-los em todos os cantos onde podem interpretar algo, como desenho de azulejo, pinturas descascadas e até nas nuvens! Há aqueles que colecionam miniaturas desses símbolos e eles se tornam ícones nessa comunidade de leitores, viram anéis, colares, capas de caderno e muito mais! Para eu mesma, depois de ler “O Guia dos Mochileiros das Galáxias”, toalhas nunca mais foram toalhas.


Teletransporte

Quando bem conectados aos seus livros, podem viajar no espaço e até no tempo para quaisquer lugares do qual estejam lendo. Voam para outras dimensões, para o futuro, para a época medieval, para a França, Nova Iorque, Japão ou África. Não há barreiras para os Leitores quando o assunto é voar no enredo. Todos almejam nos dias de hoje poder desligar-se totalmente e partir em instantes para qualquer outro lugar.
E acreditem, os leitores podem. São tão bons nisso que são capazes de se teletransportar para lugares que nunca sequer imaginavam que existiam, e nunca um Leitor se encontrará no mesmo universo que outro. Apesar de vários lerem o mesmo livro, cada um viaja para um lugar diferente. Maravilhoso isso, não? Ele mesmo idealiza seu universo e, sem demora, “zupt” está nele!


Super Visão

Em um ônibus lotado, há alguém no fundo lendo, repousando suavemente os olhos na leitura e o livro em seu colo. Uma pessoa comum não consegue identificar qual livro ele está carregando, um Leitor sim. Mesmo que ele tenha que fazer uma manobra arriscada com sua coluna (Hehe’), ele consegue. É um hábito e um poder comum entre os leitores, até parece caso de vida ou morte, uma competição com seu próprio ego se  “conseguirá ver aquela capa”.
 Meio complexo, não é? Não viu nada! Alguns até analisam o tipo de folha, sua cor, tamanho de fonte, memorizam as cores que conseguiram identificar na capa para procurar mais tarde na internet, se arriscam a ler com o cidadão e até a cheirar o livro alheio! E não, eu nunca fiz isso, juro!




Esses são só alguns dos principais poderes,se vocês conhecem mais alguns, não deixem de compartilhar nos comentários! Assim eu poderei, futuramente, escrever sobre eles. Vamos lá, queridos Leitores, não se acanhem!

Espero que tenham gostado e até a próxima! 

Como terminar AQUELE livro chato?

em 16 de outubro de 2015

Olá, barateiros e barateiras!

Aqui estou eu, titia Jeni, com mais uma matéria quentinha para vocês! Como vocês já devem ter percebido eu adoro cuidar da vida dos outros dar dicas para os leitores, sempre ressalto que não existe apenas um tipo de leitor, não há uma missão, iniciação ou uma coruja voando pela sua janela que trará uma carta dizendo que tornaste um leitor. Se você lê e gosta disso, já é um de nós! \o/
Há, claro, aqueles que lêem com mais afinco, outros que só quando o computador está na manutenção, tem os que preferem os clássicos, e aqueles que gostam dos atuais. Não existe uma exigência para que seja considerado um leitor, como dito anteriormente. Então, crianças, ignorem aqueles comentários do tipo: “Como você nunca leu esse livro? Que tipo de leitor você é?”.
E mesmo os leitores com anos de experiência encontram barreiras na hora de terminar um livro, às vezes pode ser um livro da faculdade, o qual é obrigado a ler, uma indicação de um amigo ou apenas uma meta pessoal, não importa. Você quer terminá-lo e eu mostrarei como terminar aquele livro chato!


01.  Divida as páginas
Não, gente! Larguem a tesoura, não é para cortar as páginas! O que eu quis dizer é, divida o número de páginas do livro com a meta de dias em que pretende terminar. Exemplo: O livro tem 200 páginas e quer terminar em 20 dias. Dividindo, você terá que ler 10 páginas por dia. Não parece tão pesado, não é mesmo?

Estabeleça metas de acordo com sua necessidade e vontade, dessa forma terminará logo e em poucas páginas por dia, facilitando bastante também para os nossos leitores “atarefadinhos”. 




02.  Áudiobooks
Áudiobooks, para quem ainda não conhece, são livros em formato de áudio. Haverá uma voz reproduzindo o livro inteiro para você, é uma ótima forma de conseguir terminar o livro. Alguns têm dificuldade de se concentrar, mesmo sentando-se na cadeira mais confortável, no ambiente mais silencioso e aconchegante. Talvez ouvir alguém contando a história para você, fará você se concentrar melhor.

Parece muito divertido caminhar até o trabalho, ir às compras ou até mesmo lavar a louça, ouvindo o livro. Uma história contada é bem tentador, não é? Procure desligar-se de TVs,músicas ou quaisquer tipos de distrações, pois poderá se dispersar facilmente com o ambiente externo. Tanto o livro físico quanto o em mp3, precisará de um pouquinho de concentração, amiguinhos.




03.  Pesquise
Mesmo você tentando de verdade, por vários motivos, a leitura está sendo extremamente entediante. Pode ser por você não entender nada sobre o assunto do livro, conter palavras muito difíceis, frases longas e complicadas que fazem você se perder na metade ou até mesmo pode ter um tema fabuloso, porém o desenvolver dele é muito mal feito.
Por isso, pesquise o resumo ou a sinopse na internet, o tema do qual não entende, o espaço tempo no qual se passa a história, o nome dos personagens, pesquise algo que lhe chame a atenção o suficiente para que faça valer à pena o esforço de terminar aquele livro. Algo com certeza lhe despertará o interesse.
“Ah, titia Jeni, mas assim eu perco o pouco da vontade de ler o livro se eu souber o que vai acontecer nele!”

Bem...pra começo de conversa, se houvesse mesmo uma vontade de ler significativa, você já o teria terminado, mesmo que na “sofrência”. É uma dica para que encontre uma motivação, afinal. 




04.  Tática especial da titia Jeni!
Essa sempre funcionou para mim! Esse método foi passado de minha tia, para minha irmã e cá estou eu compartilhando essa receita valiosa para a família do Barato. Por quê? Porque vocês são lindos, só por isso. Haha’
Agora é sério, sabe aqueles filmes estranhos que começam mostrando algo do final, do passado ou alguma informação totalmente aleatória e confusa?Daí você passa o filme todo tentando de tudo para interligar os fatos. Então, o que a titia Jeni faz é simples: Ela lê as últimas três páginas do livro, é o suficiente para você captar algumas informações. Você irá então passar o livro todo tentando adivinhar como as informações chegam ao final!
Não precisa necessariamente ser as três últimas páginas, mas eu aconselho que seja, pois nas últimas você com certeza terá boas informações, afinal é o desfecho de todo o enredo. Eu considero uma boa motivação tentar encaixar tudo, pelo menos para mim. Eu fico doidinha e em cóleras tentando adivinhar e, até mesmo o livro mais redundante e monótono, torna-se um desafio.
Esse é a dica de ouro da Jeni, aproveitem bem, viu? :) 



Então é isso, pessoal!
Desejo a vocês muita motivação e força para que terminem AQUELES livros chatos!
E vocês? Possuem também uma carta na manga? Apressem-se e dividam conosco. Comentem o que acharam de minhas dicas aqui no blog e não se esqueçam de compartilhar suas experiências!


Até a próxima!



Por que eu gosto é de livros!

em 27 de agosto de 2015

Por Jeniffer Alba


Desde o inicio dos tempos, estamos evoluindo e indo cada vez mais fundo no mar tecnológico. Tão fundo que tem se tornado mais prático iluminar nossos caminhos nesse oceano com as telinhas de nossos celulares, tablets, etc. Porém há aqueles que não abrem mão dos velhos tempos, preservando costumes e identidade cultural.
Confesso que sou um pouco conservadora quando a matéria é livro, afinal eu fui apresentada ao Caminho das Letras com mangás, HQ’s e livros. O ato de acariciar a capa, sentir sua textura e cheiro antes de iniciar uma leitura ansiosa fizeram parte de minha formação. Aprendi a ler com todos esses sentimentos ao segurar essas maravilhas.
Por esse motivo não me permiti experimentar a leitura em um dispositivo móvel. Até tentei, mas não consegui passar de dois parágrafos sem me distrair com Whatsapp ou Facebook. Haha’
Em minha defesa, Barateiros, vou listar abaixo os principais motivos que me impediram de seguir com uma leitura em meu celular. Vamos lá?








Round 01 – Praticidade

Quem um dia irá dizer (que não existe razão das coisas feitas pelo coração) que o livro não é pratico? Mesmo que, dependendo do tamanho, acabam pesando e fazendo toda a diferença na nossa “bagagem” ao final do dia e o transporte deles gerar em folhas amassadas se feito sem os devidos cuidados (que eu ensinei nesse post), você pode tirá-lo da bolsa, mochila, bolso e ler em qualquer lugar ou hora. Além de dar um charme, se é que vocês me entendem... ;)
Um universo completamente mágico e distante da nossa dura realidade em apenas um “bloco” de papel decorado (ou não) na capa, tem algo mais prático do que isso?





Round 02 – Vida útil

Quando falamos de livros, cuidando bem dele, seu tempo de vida útil pode ser de anos e anos. Eu, titia Jeni, tenho livros de 26 anos de idade, por exemplo. Porém, por mais que você cuide, acidentes acontecem, como por exemplo, pegar uma chuva com seu amigo na mochila, deixar cair comida na correria no horário de almoço ou emprestar para seu amigo que infelizmente tem um cachorro papa-livros.
Mesmo assim molhar, rasgar ou manchar não torna o livro inútil, existem inúmeras maneiras de recuperá-lo, só tornará a situação irreversível se você atear fogo no livro, aí não há muito o que possamos fazer por ele (embora seja muito difícil queimar um livro por inteiro por acidente). Se eu fosse ler pelo celular e qualquer situação parecida com essa acontecesse a ele, eu não teria mais um telefone.



Round 03 – Conforto

O livro é super confortável de se ler, sentir o cheiro de suas páginas, folhear e apreciar as obras de arte que algumas capas são. Podem ser usados para decorar as prateleiras de quartos e salas de forma divertida e muito estilosa. Tem algo mais aconchegante do que um prateleira bem arrumada com capas de várias cores e tamanhos? Temos a vantagem de emprestá-los também, sem precisar entregar nosso celular ou tablet.
E outra, dar livros de presente é um elogio!Escrever um recadinho nas primeiras páginas dele para depois entregá-lo é quase como uma tradição entre os leitores.  Só quem ama mesmo sabe o valor emocional que tem cada livro, recadinho e marca página .





Enfim, são esses os motivos que me fazem preferir um livro a ler no celular. Acho super bacana quem utiliza dos dois meios para desfrutar do lazer ou tornar mais fácil seu cotidiano. Afinal, o importante é o conteúdo, seja lá onde e como você o adquire.

Gostaram do post? Então comentem suas preferências abaixo!

E lembrem-se, pequenos gafanhotos: Um leitor é um leitor, independentemente de como e quanto ele lê. O que faz de alguém um leitor é a absorção dos ensinamentos e perspectivas presentes entre as palavras, parágrafos e linhas puladas, seja em um livro físico ou não.












De Grão em Grão ... Financiamento Coletivo de Livros!

em 16 de julho de 2014


Quando amigos meus abriram campanhas para o lançamento de livros, me dei conta de um novo mundo dentro do território da publicação: O financiamento coletivo de livros. Então pensei: “poxa, se nem eu que vivo dentro desse mundo literário tinha acordado para isso, imagina o tamanho da galera que está por fora…” então arregacei as mangas e durante algumas semanas mergulhei fundo em pesquisas e perguntas para trazer a vocês um panorama do que é o financiamento coletivo no Brasil, principalmente no tocante a livros (que é o que mais interessa aos livrólotras!).

Quando falamos de financiamento coletivo aqui no Brasil, ainda percebemos certa estranheza na expressão das pessoas. “Mas isso é consórcio? É vaquinha?” Crowdfunding, ou melhor, Financiamento Coletivo é uma maneira de viabilizar projetos independentes. Cada um doa um pouquinho e de doação em doação juntamos o montante para dar vida a muitos projetos que continuariam apenas no mundo das promessas se dependessem dos recursos tradicionais para nascerem. Então, resumindo muito, o financiamento coletivo é uma vaquinha sim, mas todo mundo sai ganhando!

Inicialmente, o crowdfunding foi uma inovação abraçada por músicos, que encontraram uma alternativa às gravadoras. Um caso que gosto de citar é o da Cantora americana Amanda Palmer, que sempre trabalhou de forma independente e apaixonada e resolveu pedir ajuda aos fãs para arrecadar dinheiro: conseguiu mais de US$ 1 milhão, quando tinha pedido apenas US$ 100 mil. O projeto “Who Killed Amanda Palmer?” teve, com essa injeção de investimento dos fãs, além do álbum, um livro com fotos e micro contos do escritor Neil Gaiman e uma turnê, sendo o maior projeto musical até hoje a conseguir a maior doação na história desse tipo de financiamento. Ela falou dessa experiência incrível, que chama de “A arte de Pedir” em uma palestra, no ano passado, que você pode conferir devidamente legendada aqui.

E essa “arte de pedir” já se espalhou por outras áreas como projetos literários, jornalísticos, de fotografia, cinema, jogos, moda, quadrinhos, teatro, dança, web, novas tecnologias sustentáveis e tudo mais que a cabeça inventar pode ser financiado através dessas salvadoras vaquinhas online. Existem várias páginas que fazem esse tipo de captação. Lá fora, uma das mais conhecidas é a página do “Kickstater” e aqui no Brasil é a Catarse.

Enquanto pesquisava para essa matéria, encontrei uma pesquisa super séria, feita em parceria entre o Catarse e a Chorus, empresa de pesquisa com foco em projetos ligados a cultura e sociedade, mostrando como anda o cenário do Financiamento coletivo aqui no Brasil e questões como “quem costuma doar? Quem costuma procurar por esse financiamento? Quantas pessoas conhecem e praticam o crowdfunding e como podemos tornar essa modalidade mais conhecida” foram explorados e respondidos. Para minha surpresa os resultados foram mais otimistas do que poderia supor e mostram o grande potencial que este método de parceria tem aqui em nossas terras!

O grande desafio neste momento é exatamente fazer mais pessoas conhecerem o financiamento coletivo. E antes que eu esqueça, você pode acessar essa pesquisa nesse link. Fiquei animada com esse prospecto, mas ainda estava com a pulga atrás da orelha, afinal essa pesquisa é um panorama geral e quando comecei a escrever essa matéria meu intuito era saber sobre o financiamento coletivo de livros. Lá fora eu já sabia que dava certo, mas e aqui no Brasil? Sem saber muito bem por onde começar e acompanhando dois projetos de amigos que estavam na página de crowdfunding para livros Bookstart , resolvi fazer algumas perguntinhas pro pessoal de lá, que aliás, já aproveito para agradecer pela força que me deram nessa matéria!

Dany – O Financiamento coletivo de livros no Brasil é promissor? Existem exemplos disso?

Bookstart - A tecnologia e a internet são ferramentas transformadoras e possibilitam novos modelos de negócios. A América Latina tem ótimas taxas de adaptação ao comércio eletrônico. Dentro deste contexto estamos trazendo para o mercado editorial brasileiro um modelo já consagrado no exterior, a exemplo do Unbound, plataforma focada no mercado editorial, e o Kickstarter para todos os tipos de projetos. Este último já tem mais de 1 bilhão de dólares em apoios para mais de 64 mil projetos. Todos os dias milhares de novas obras são engavetadas por falta de oportunidade nas editoras e/ou falta de financiamento. O financiamento coletivo de livros é muito promissor porque traz novas possibilidades tanto para autores quanto para leitores. O modelo vai além do financiamento em si, ele permite aos leitores uma participação ativa no que é publicado e naquilo que eles desejam consumir. Para os autores é uma forma de divulgação do trabalho e a possibilidade de criar um primeiro contato entre sua obra e o público.

Dany – Existem outros sites de financiamento coletivo para diversos projetos (como o kickstarter) onde inclusive, tem projetos de livros também. Qual a principal diferença entre a Bookstart e os outros portais de financiamento?

Bookstart - Nós temos foco e público selecionado. Ao entrar no Bookstart, o usuário não divide a atenção com jogos de computador, festas e outros projetos, nosso público entra no Bookstart para apoiar literatura. Além disso, desde o primeiro momento colocamos o autor em contato com o Bruno Castro, nosso editor-chefe, que auxilia o autor na estruturação da campanha e gerencia as diversas etapas da produção do livro, da análise dos originais à impressão. Ou seja: oferecemos ao autor os serviços profissionais que ele encontraria numa editora, associados a uma plataforma de interação com seu público que se torna patrocinador do projeto.

Dany- Em uma palestra da cantora Amanda Palmer, que conseguiu lançar um de seus projetos mais importantes graças ao financiamento coletivo, ela diz que os fãs, aqueles que acreditam no seu trabalho, querem vê-lo funcionando e estão dispostos a financiá-lo. Partindo dessa premissa, será que aqui no Brasil temos pessoas dispostas a acreditar nos autores nacionais independentes e financiar seus projetos?

Bookstart  Com certeza temos. É muito bom fazer parte de algo em que você acredita. Todos que apóiam uma campanha acabam torcendo por ela e fazem questão de divulgá-la porque acreditam no trabalho do autor e querem ver seu livro publicado e lido. É maravilhoso ver isso acontecer. Nós sabemos o quanto isso é importante, principalmente para o autor talentoso que está começando, para quem essa força extra faz toda a diferença. Para nós do Bookstart é uma motivação muito grande toda vez que vemos um trabalho sendo reconhecido, seja ele de qualquer categoria ou plataforma.

Dany- O financiamento coletivo de livros é uma tendência passageira ou um movimento social que veio para ficar?

Bookstart  Já deu certo lá fora, está dando certo aqui também e, dentro de alguns anos, cairá de vez no gosto do público. Arrisco até dizer que o próximo livro de cabeceira de muitas pessoas será uma obra publicada por financiamento coletivo. É uma tendência irreversível e o Bookstart tem muita satisfação em ser um dos agentes dessa mudança.

Depois dessas dúvidas sanadas me senti bem mais confiante e meus olhos brilharam, sem contar as matérias que encontrei de autores NACIONAIS que conseguiram patrocínio através do financiamento coletivo e que você pode conferir clicando aqui e aqui. Imagine quantos projetos sensacionais poderão vir ao mundo! É simplesmente incrível saber que podemos fazer parte dessa corrente!

Para quem já entendeu o que é mas ainda não sabe como funciona…

No caso de livros, o autor envia o seu projeto para a Bookstart ou qualquer outra plataforma com que deseje trabalhar. Aqui vale lembrar que o autor se torna o total responsável pelo planejamento do projeto que vai desde o conteúdo do livro até as recompensas e divulgação da campanha. A partir daqui, a plataforma faz uma triagem a fim de eliminar possíveis “aproveitadores” ou projetos sem pé nem cabeça. Quando tudo é acertado, o projeto se torna aberto para a captação e os autores passam a compartilhar sua ideia com pessoas que tenham interesse em apoiá-la financeiramente.
Os projetos têm que ter uma meta de arrecadação e um prazo que costuma ser de até 60 dias. Quando chega o prazo final, existem apenas duas opções: Tudo ou Nada.

Tudo: se a meta for atingida ou até superada, o projeto recebe o montante arrecadado.

Nada: se a meta não for atingida, o valor das doações é devolvido para cada um dos apoiadores e o projeto não leva nada, mas também não arca com nenhum custo.

Enquanto finalizava essa matéria, aqueles projetos dos meus amigos que falei lááá no começo desse texto, atingiram a meta e foram além do esperado! Em breve dois livros maravilhosos estarão livres por aí! É a mágica da parceria e da união entre autores e leitores. Pensando bem, é exatamente isso que o financiamento coletivo de livros nos oferece: a chance de como leitores, escolhermos o que queremos ler. Não precisamos mais ficar sentadinhos esperando o próximo lançamento de um “best seller” enlatado “made in USA”, quando temos o poder de inverter o jogo e transformar a hierarquia editorial do que “vende mais” para o que “Se lê” mais.

Imagine um mundo em que a burocracia é deixada de lado e de forma mais simples e direta, autores, pequenas editoras e leitores formam uma aliança para trazer ao mundo projetos que estavam fadados a serem esquecidos numa gaveta escura. Imagine que você faz parte desse novo mundo onde cada um ajuda como e com o que pode e mesmo assim fazer toda a diferença. Imagine simplesmente não ter limites. Imagine sonhar e saber que mais pessoas sonharão junto com você e assim quem sabe, viveremos os versos da música “Prelúdio” do Raul Seixas: “Sonho que se sonho só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. O mais legal disso tudo é saber que esse mundo novo não é futuro, não é só uma ideia: É presente, é real e fazer parte dele é apenas uma questão de escolha.




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