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Sonata em Punk Rock

em 18 de fevereiro de 2021


 

Autor: Babi Dewet

Editora: Gutenberg

Gênero: Ficção, Escolar, Romance

Série: Cidade da Música Vol 1

Páginas: 300


Valentina Gontcharov consegue o que sempre sonhou: ser aceita na renomada escola de música Academia Margareth Vilela, o conservatório mais famoso do país.  Agora ela podia fazer parte da famosa Cidade da Música onde o campus se localizava e realizar seus sonhos de ser musicista de verdade.


 O fato dela ser uma roqueira entrando na aula de música clássica para aprender piano é um mero detalhe que ela pretende superar rapidamente. Até conhecer Kim, o jovem mais promissor, popular e cobiçado do colégio. O jovem coreano é bem arrogante e ambos se antipatizam de inicio mas claro que depois isso se torna um romance.


Valentina, também chamada de Tim tem vários conflitos durante a trama. Como por exemplo, para estudar na Academia ela precisou aceitar a indicação de seu pai que é um famoso músico mas, abandonou sua mãe quando Tim era uma criança. 


Também tem o fato de sentir-se inadequada ao padrão mais clássico e meio "patrícinho" da escola nova. Como roqueira ela não se veste ou usa cabelos e roupas no padrão geral e sempre tem a sensação de não estar se encaixando ali.


Se você estiver passando pela fase de colegial e faculdade talvez se identifique bastante com a situação da protagonista e seu drama de adequação. O livro tem uma pegada leve e divertida com uma linguagem fácil que não deixa dificuldades para levarmos adiante a trama.
Para quem curte uma comédia romântica escolar leve e divertida, este livro é uma boa pedida.



O Conde Enfeitiçado

em 28 de agosto de 2020

Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção Histórica, Romance
Série: Os Bridgertons Vol. 6
Páginas: 304


Livro anterior: O Duque e EuO Visconde que me amavaUm perfeito cavaleiro , Os Segredos de Colin Bridgerton, Para Sir Phillip com amor (Em breve em série na Netflix).

Michael está perdidamente apaixonado por Francesca Bridgerton, e ai vocês pensam esse é o inicio de um grande romance. Só que não!


Por que Francesca já é casada com o melhor amigo de Michael, John. O jovem então se conforma em nunca revelar seus sentimentos e ser um amigo fiel do casal por toda sua vida sem nunca se casar. 


Passou então ser um conquistador de muitas mulheres, sempre com a certeza de que nunca uma iria roubar seu coração.  


Francesca embora ame sua família sempre se sentiu meio deslocada em meio a turbulência Bridgerton, tendo ela se mudado para a Escócia quando se casou com John, raramente vê seus familiares, sendo quase uma desconhecida para quem já leu os demais livros da série.  Seu casamento não era do tipo avassalador e sim uma amor calmo e tranquilo, tudo que ela procurava. 


Até o dia em que repentinamente John sofre de um mau súbito e morre. Deixando a jovem sozinha em sua grande propriedade. Achando que pode contar com a ajuda de Michael corre até o mesmo, que a surpreende tratando com frieza e deixando-a sozinha ao viajar para o exterior. Francesca perde de uma vez os dois homens de sua vida.


Com medo de tomar o lugar do amigo, Michael resolve viajar para ficar longe da jovem e tentar esquecê-la. Ao que fracassa miseravelmente, e depois de alguns anos decide voltar e reencontra-la.


Embora esse romance seja tão viciante quanto os demais da série, devo confessar que foi o que menos gostei. Não sei se não consegui simpatizar com Francesca ou simplesmente pelo fato dela ser a mais desconhecida dos Bridgerton. Mas, não consegui gostar muito desse mesmo. Claro que para entendermos o universo da família é sempre bom lermos e nos inteirarmos. 


Os próximos volumes tratam dos últimos membros da família: Hyacinth e Greggory. 





Para Sir. Phillip, com Amor

em 2 de junho de 2020

Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção Histórica, Romance

Série: Os Bridgertons Vol. 5
Páginas: 288
Livro anterior: O Duque e EuO Visconde que me amavaUm perfeito cavaleiro , Os Segredos de Colin BridgertonPara Sir Phillip com amor (Em breve em série na Netflix).

Neste novo romance da saga da matriarca da família Bridgerton para casar todos os membros de sua família somos agradavelmente surpreendidos quando Eloise, nossa já conhecida personagem por sua amizade com Penélope e seu gênio resolve se mudar para ficar com um homem que conheceu por correspondência. Sim, você não leu errado. A jovem parte para morar com seu admirador Sir Phillipe e sem contar a ninguém! Para desespero dos demais.

Vamos ao nosso admirador misterioso, Phillipe é um rapaz que já foi casado com uma prima de Eloise que veio por falecer. Ao responder uma carta de condolências da jovem, ambos começam a trocar cartas constantemente. O mesmo também já tem dois filhos, e passa por dificuldades por não conseguir se abrir tanto com as crianças tendo uma relação distanciada dos pequenos.

Também ao contrário dos demais mocinhos que eram um tipo de Bon Vivant, Phillipe é botânico e trabalha em casa com sua estufa de plantas fazendo diversas experiências. Ele também é um pouco rude e reservado. 

Ao chegar lá, Eloise descobre que Phillipe não é exatamente o homem que ela esperava. Embora ele seja bonito, o mesmo não conversa muito e Eloise fala pelos cotovelos. Além disso há o desafio dos filhos gêmeos que passam a pregar peças na mesma.  

É muito bonito como a relação deles se aprofunda conforme se conhecem, vão aparando as arestas e ao mesmo tendo eles vão restaurando a relação de Phillipe com seus filhos. Também é agradável ver os irmãos de Eloise quando descobrem o que está havendo e vêm como um furacão atrás do rapaz.

Desnecessário dizer que haverá muitas risadas, suspiros e corações batendo alegremente ao ler mais este volume apaixonante da série. Que assim como os outros pode ser lido de forma independente, pois não há ligação direta com os acontecimentos anteriores. Embora seja sempre enriquecedor conhecer os demais membros da família nos demais volumes.

Um perfeito cavaleiro

em 19 de fevereiro de 2020

Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção Histórica, Romance

Série: Os Bridgertons Vol. 3
Páginas: 304
Livro anterior: O Duque e EuO Visconde que me amava(Em breve em série na Netflix).

Sophie é uma jovem sonhadora que deseja ir a um dos elegantes bailes da sociedade. Infelizmente isso é impossível pois ela vive com sua madrasta e as irmãs que a tratam como serva. Não, você não está na Cinderela, este é o novo volume da série dos Bridgertons de Julia Quinn.


Francamente, o ínicio do livro me irritou por que parecia que era uma versão tão descarada da gata borralheira que dava a sensação que a autora  simplesmente não sabia o que fazer com a nova mocinha ( pode acontecer quando você decide escrever uma série de 8 livros de romance).

A estranheza foi passando conforme a trama de Sophie com Benedict, o segundo filho na linha de sucessão da família foi se desenrolando.

Como sempre os personagens tem personalidades cativantes e você se pega apaixonada por ambos e torcendo para a madrasta má clichêzona se dar mal e tudo mais.

Sophie se ferra de maneiras que a gente fica até meio indignado, para completar quando ela é separada do seu 'principe' e o reencontra ele não a reconhece! Mas, como você deve ser perguntar?
Bem, Eles passam quase dois anos sem se ver, e Sophie sai da casa da madrasta para trabalhar de empregada em outros lugares. Passa por dificuldades, emagrece e corta os cabelos para vender.
Completando o fato que Benedict a conhece em um baile de máscaras, o coitado nem pode ser recriminado por não reconhece-la.

Se você ficou intrigado com a história e quer saber como acaba, recomendo que leia o romance de Julia Quinn. Ele é bem irreverente e engraçado e vale a pena a leitura como um bom romance da sessão da tarde.

Como sempre, os livros não precisam ser lidos na sequência sendo todos romances independentes.

Sinopse:
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.
O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

Feitos de sol

em 18 de fevereiro de 2020


Autor: Vinícius Grossos
Editora: Faro Editorial
Gênero: Romance/ ficção
Páginas: 256

"O jeito mais fácil de destruir a si próprio é lutar contra quem você é!" (Vó Emir, Personagem de Feitos de Sol).

Olha eu aqui, com outro romance! Acho que fevereiro está me deixando romântica, já que depois de indicar LOVE IS, venho novamente, toda saltitante, com uma resenha que cheira a sonhos, descobertas e novos amores.

Em Feitos de Sol, conhecemos Cícero, um garoto que tem muito a descobrir sobre si mesmo e Vicente, outro garoto, que já se descobriu há muito tempo e procura pelo seu lugar no mundo.

Vicente tem um ar misterioso, auto confiante, destemido e aventureiro. Ele fuma, bebe, adora música e está sempre pronto para encarar uma nova experiência, desde que muito bem escondido de sua família ultra religiosa, que o faz sentir a pior pessoa do mundo.

Cícero é um garoto simples, um pouco tímido e romântico que adora desenhar, ver filmes e curtir sua amizade colorida com a amiga Karol. A única família que ele tem é a sua mãe e os dois tem um ótimo relacionamento, construído a base da confiança.

Eu poderia dizer que Cícero e Vicente se encontraram, se apaixonaram e fim, teríamos a resenha mais curta na história desse blog. Mas esse livro vai um pouco além do romance entre garotos e leva a gente para uma viagem no tempo, onde percebemos que algumas coisas mudam e outras... nem tanto.


O ano é 1999 e os dois garotos se esbarram na porta da única loja da cidade que vendia a série de que eram fãs. A loja, inclusive, tinha acabado de fechar para sempre, deixando os garotos sem saber o final da história de Under Hero.  Sabe aquele ditado que diz que ver alguém lendo seu livro favorito é como se o livro estivesse recomendando a pessoa? Pois bem, nesse caso, ser fã de Under Hero, fez com que Cicero e Vicente fossem com a cara um do outro assim que se conheceram.

Enquanto eles confabulam a respeito do fim do mundo com a volta do Messias ou da rebelião das máquinas, e tentam conseguir uma maneira de conseguir o a última edição de Under Hero, também vão descobrindo que o sentimento que tem um pelo outro é mais profundo que a amizade e se percebem apaixonados. E com a descoberta desse amor, vem todo o pacote junto: a vida dupla e complicada de Vicente, Cícero aprendendo a ver o mundo com outras cores e abrindo os olhos para uma realidade que nunca tinha sequer imaginado que existia.

É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo para dois garotos com todas as limitações da adolescência, quando a gente acha que nosso mundo vai mesmo acabar a qualquer instante, quando as dores parecem que vão machucar para sempre, quando simplesmente temos que baixar a cabeça para a família pois ainda somos dependentes.

A história é narrada em primeira pessoa por Cícero e conhecemos o Vicente através do seu olhar. Também conhecemos os seus medos, seus sonhos, suas dúvidas.  Há também uma forte presença de personagens femininas, que eu percebi mais como “mentoras”. Outro charme super especial são as várias referências a bandas e filmes dos anos 90, evocando uma certa nostalgia.

Acompanhar o processo de descoberta e aceitação proposta pelo livro, acaba nos envolvendo numa leitura suave e fluida, nos lembrando que o amor não precisa de rótulos. Amar não exige pré requisitos. E é isso que vemos em Feitos de Sol: a descoberta do amor. Ou melhor, a descoberta de que é possível amar sem preconceito, sem cinismo, sem regras. O amor vai além de gêneros e aparências. Para amar, basta estar vivo. E é assim que nos enxergamos refletidos na história de dois garotos de quinze anos que descobrem que todos carregamos o sol em nossos corações.

Vou ficando por aqui e...
Até a próxima folks!



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