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Inferno no Ártico

em 31 de março de 2020

Autor: Cláudia Lemes
Editora: Independente
Gênero: Terror, Suspense

Páginas: 308

Barbara Castelo é uma detetive brasileira que se muda para viver em Barrow no Alasca no período de dois meses nos quais a cidade fica em noite polar, ou seja sem luz do dia. 

Logo que chega ao departamento ela e seu parceiro tem um primeiro caso de homicídio para investigar e com fortes indícios de ocultismo nos elementos do crime. 

Nossa protagonista tem que superar as diferenças e estranhezas no contato com seu novo parceiro, Bruce Darnell e enfrentar sua fobia de escuro para descobrir quem é o serial killer antes que ele faça mais um vítima. 

Em um thriller eletrizante como um bom filme de ação, todos os elementos para fixar o leitor do início ao fim estão lá.  Barbara ter fobia e ir até Barrow justamente para enfrentar seus medos e superar os traumas de seu passado já revela o quanto a heroína tem uma personalidade forte e determinada. 

As cenas de reviravoltas empolgam no momento certo. As pessoas mais sensíveis talvez tenham dificuldade para ler as descrições das cenas dos crimes. Mas, pessoas sensíveis não escolhem livros de seriais killers normalmente. 

Fãs de literatura policial e série de detetive vão adorar esse livro de Claudia Lemes. De quem eu já sou fã.


Frio do Além

em 20 de janeiro de 2020


Autor: Charlaine Harris
Editora: Lua de Papel / LEYA
Gênero: Suspense/ Mistério
Páginas: 248

Frio do Além é o terceiro livro da série “Harper Connelly Mysteries” da Charlaine Harris (autora queescreveu a série de livros deu origem à série True Blood).  Aqui no blog já temos a resenha dos outros volumes da série: Visão do além e Surpresa do além.

Harper Connelly é uma espécie de detetive que tem o dom de encontrar cadáveres de pessoas desaparecidas, e se você já leu as resenhas dos volumes anteriores, já deve saber que ela ganha a vida assim, ao lado do seu irmão de criação Tolliver Lang.

Nesse terceiro livro, o formato do enredo se mantém: Harper é contratada para encontrar um cadáver, dá ruim, ela fica presa na cidade até resolver o mistério para então pegar o carro e ir para a próxima parada (ou seria para a próxima história?). E, mesmo o enredo já sendo familiar, a história conseguiu me arrancar verdadeiros arrepios.

O cenário da vez é a cidadezinha de Doraville, na costa leste dos Estados Unidos. Harper foi contratada para encontrar o corpo de um garoto desaparecido há meses.  O único porém é que junto ao garoto, haviam outros sete corpos, de todos os garotos que vinham desaparecendo da cidade nos últimos cinco anos e que a polícia simplesmente achava que tinham fugido de casa. E o pior: todos os garotos tinham sido torturados e estuprados dias a fio antes de morrerem.


Toda vez que Harper encontra algo de grande porte, se vê obrigada a dar explicações para agentes federais e o diabo a quatro. E nunca pode sair da cidade até que consigam provar que ela não tinha como saber antes onde os corpos estavam ou que não teve participação nos crimes. Mas essa parte tediosa e burocrática fica relegada a segundo plano, pois o fato é que há na cidade um serial killer. Alguém vinha sequestrando, torturando e estuprando garotos ao longo dos anos bem debaixo dos narizes das pessoas da cidade. E essa pessoa ficou bem zangada e atacou a moça que pôs fim às suas brincadeiras. E assim, Harper foi parar no hospital com um braço quebrado e a cabeça rachada.

Por mais que nas histórias anteriores a Harper acabasse passando por situações perigosas, dessa vez a tensão e a urgência de não morrer chegaram com um peso maior. E o horror pelo qual os garotos passaram causa um grande pesar.

Quando Harper finalmente sai do hospital vão acontecendo uma série de imprevistos para que ela permaneça na cidade (como sempre né? Sem isso não tem história) e mais um garoto acaba morrendo.
A dúvida sobre quem é o monstro na cidade vai nos tornando paranoicos ao longo da leitura e me vi analisando os possíveis culpados mais de uma vez. Consegui chegar bem perto de descobrir antes dele ser mostrado no livro.

No desfecho da história há uma sequência de perseguição incrível onde eu realmente esqueci de respirar durante alguns parágrafos.

Nesse volume, o relacionamento entre Harper e Tolliver passa por uma mudança que já vinha sendo anunciada desde o segundo volume, não gerando surpresas.

E há também um mistério que faz parte da busca pessoal da protagonista, cuja irmã desapareceu. Harper tem certeza que sua irmã está morta e, no entanto, nunca conseguiu localizá-la. Imagino que esse mistério seja resolvido no quarto volume da série, “Grave secret” (e que se fosse lançado por aqui receberia o título de “Segredo do além”), que a LEYA não lançou aqui no Brasil. Não lançou nem vai lançar, já que entrei em contato com a editora para saber.

Ainda assim, indico a leitura dos volumes lançados por aqui, pois as histórias de cada um são independentes com começo, meio e fim. E por mais que cada um volume tenha uma ordem cronológica, não afeta em nada a experiência da leitura (embora eu ache que para quem não leu os livros anteriores, fica um pouco abrupto a mudança no relacionamento entre Harper e Tolliver no terceiro volume), que oferece um ótimo passa tempo, flui rápido e tem um suspense envolvente.

Com essa resenha eu fecho as leituras que fiz nas férias. E você, o que andou lendo?

Ah, e se você começou a ler as resenhas dessa série por esse post, sugiro que leia as anteriores aqui e aqui.
Vou nessa e...

Até a próxima folks!

Visão do Além

em 14 de janeiro de 2020


Autor: Charlaine Harris
Editora: Lua de Papel / LEYA
Gênero: Suspense/ Mistério
Páginas: 232

Visão do Além é o primeiro livro da série “Harper Connelly Mysteries” da Charlaine Harris (para quem não lembra, é a autora que escreveu a série de livros “Vampiros do Sul” protagonizado pela personagem Sookie Stackhouse que deu origem à série TrueBlood, produzida pela da HBO ). E, sem saber se tratar de uma série, eu acabei lendo primeiro o segundo livro, que chama “Surpresa do Além”, e tem resenha bemaqui. Eu e a minha mania de ler as séries pela ordem errada, né? Né.

Bom, a questão é que gostei o suficiente do primeiro livro (que na verdade é o segundo), e fui atrás de ler os outros 2 Volumes da série publicados no Brasil. E, agora sim, começando pelo começo, li o primeiro livro, onde somos apresentados com mais detalhes à Harper Connely e seu irmão de criação Tolliver Lang. No livro, é usado o termo “meio-irmão”. No entanto, Harper e Tolliver, apesar de terem crescido juntos, não tem nenhum parentesco sanguíneo. Coisa que fica bem clara nesse volume da série e que eu demorei muito para perceber no livro que li anteriormente.

Harper ganha a vida de uma maneira singular: ela é especialista em encontrar cadáveres escondidos e apontar a causa da morte e por isso, acaba viajando por todo o país (USA) com seu irmão de criação (que trabalha com ela como seu empresário), para atender os clientes que a contratam. Não vou contar aqui como ela passou a ter esse dom, pois já falei disso na resenha de Surpresa do Além .


Dessa vez, a dupla dinâmica está em Sarne, uma cidadezinha minúscula nas montanhas Orzaks, para encontrar o corpo de uma jovem que está desaparecida há mais de seis meses. Só que esse trabalho ia se complicar bastante, num nível que Harper e Tolliver não conseguiriam prever.

Encontrar o corpo da garota foi a parte mais fácil e descobrir que ela foi assassinada com um tiro nas costas deixou tudo um pouco mais sombrio. E como se não bastasse, a mãe da garota também é assassinada um pouco depois de descobrirem o cadáver da filha.

As coisas vão se complicando e Harper fica presa à cidade até que o mistério se resolva. De repente, é como se houvesse uma conspiração para evitar que ela saia viva da cidade.
Nesse meio tempo, Harper se envolve com um policial viúvo num caso passageiro, bem como Tolliver se envolve com mais uma garçonete.

Como eu já tinha lido o segundo livro, foi muito divertido ler as menções feitas nesse volume à história que estava por vir.  O clima de suspense, as dúvidas que surgem ao longo da história e os contratempos, vão nos envolvendo na leitura que flui sem perceber.

Harper é uma protagonista forte, esperta e inteligente, mas que também tem suas fraquezas e juntando tudo, temos uma personagem única e carismática que tem um verdadeiro problema em largar casos com pontas soltas.

Visão do além é um livro divertido que garante uma boa história para quem gosta de suspense com uma pitada de paranormalidade.

Vou ficando por aqui e... 
até a próxima folks!

Nihill

em 7 de agosto de 2018

Autor: Carolina Mancini
Gênero: Ficção, terror psicológico
Páginas: 156
Editora: Estronho


Nihil é um conceito. Uma passagem. Fragmentos de humanos desumanos. Viu só? Nihil mexe com a cabeça da gente, e antes que eu continue brisando, melhor começar essa resenha.

Já escrevi aqui no blog, sobre as minhas primeiras impressões sobre esse livro. Naquela época eu tive acesso à degustação da obra, e hoje volto  para contar como foi ler Nihil inteirinho, de ponta a ponta. Como foi essa coisa de "sobreviver à névoa."

Em Nihil, uma névoa tóxica se espalhou pelas grandes metrópoles (embora pareça que está no mundo inteiro, mas não dá para ter certeza). As pessoas tiveram que se trancar em suas casas, estocar comida e vedar muito bem as portas e janelas. Quem se arriscasse na névoa poderia perder partes do corpo ou, na melhor das hipóteses, morrer bem rápido.


Então, aos poucos, a energia elétrica acabou. E a água. E as pessoas tiveram que aprender a continuar vivas consigo mesmas e muitas delas, para não enlouquecerem, escrevem cartas. A história vai sendo contada por diversos personagens. Cada um tem um capítulo para si. É quase como se cada capítulo fosse um conto. E todos em primeira pessoa.

Viajar nas diversas psiques de Nihil vai nos afastando da pergunta inicial: de onde veio essa névoa? E a gente constata que a causa já não é tão importante. O que vale é como faremos para continuar vivos. Ou melhor, o que vale, é descobrir se queremos continuar vivos.

Uma das coisas que achei extremamente interessante na linguagem que a escritora usou, é que, cada "conto" é quase como um "ato". Uma cena de teatro. Os diálogos são incríveis: inteligentes, intrigantes e persuasivos. Aliás, tem capítulos inteiros só com diálogos.

Entre as várias passagens que passeiam entre o onírico e o mórbido, um dos meus trechos favoritos é o relato de uma senhora que se isolou da névoa com seus quatro netos... é uma coisa insólita, e eu fiquei uns minutinhos olhando para o nada, tentando entender o que tinha lido.

A construção de Nihil é fragmentada: cartas, diálogos, poesias e ilustrações. E muitas reflexões. Um Prato cheio e fundo para quem adora  uma obra que consegue trilhar um caminho com várias pernas diferentes e ainda assim chegar lá. O tom da narrativa me lembrou muito Sinal e Ruído. Ou, o caos que ficou na minha cabeça, foi quase o mesmo que a HQ do Neil Gaiman me deixou.

O livro é super fininho e dá para ler de uma tacada só. Mas eu não fiz isso. Li o mais vagarosamente que pude. Nihil tem uma loucura que vicia e eu quis estender essa experiência ao máximo. Em parte porque eu sou extremamente impressionável e medrosa e em parte porque a escrita da Carol é para ser absorvida aos poucos, como doses homeopáticas de pensamentos aleatórios.

Foto que peguei no instagram da  autora.
Ah, o projeto gráfico tá lindo! O que é aquela parte interna da contracapa! To apaixonada nesse livro!

Leitura super recomendada para quem curte leituras catárticas, terror psicológico e suspense.

Estou super curiosa para conhecer Dias de Chuva, da mesma autora!

Vou ficando por aqui e até a próxima, folks!







Sangue de Lobo

em 24 de abril de 2018

Autor: Helena Gomes e Rosana Rios
Gênero: Ficção, Aventura , Nacional
Páginas: 520
Editora: DCL Editora

Ana Cristina viaja com sua família e sua amiga Cristina para passar férias na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais. Ao chegar lá, ambas são surpreendidas ao encontrarem um livro com uma narrativa semelhante ao do jogo de RPG (role playing game) de mesa que jogavam em São Paulo.

Se ser semelhante já era assustador, quando os mesmos crimes descritos no livro começam a acontecer a sua volta só resta a elas descobrir como isso é possível.

Em paralelo a isso vemos a trama do livro no século XX, Hector é transformado em lobisomem ao ser mordido pela mãe. Após uma longa jornada pelo mundo, ele vêm ao Brasil iniciar uma nova vida. Ao se apaixonar por uma jovem resolve se declarar, mas a encontra morta por um assassino desconhecido que raspa o cabelo das pessoas.

Hector segue o rastro do assassino até a cidade de Passa Quatro para desvendar e punir quem matou seu amor.

Atualmente, conhecemos o descendente de Hector: Daniel é um escritor de folclore que está de volta a cidade após uma longa pesquisa na Europa e qual é sua surpresa ao saber que os crimes do assassino estão se repetindo após todos esses anos. Quem é o assassino e qual sua ligação com o passado?

A trama cheia de suspense construida pelas autoras nos envolve e seduz para chegarmos ao final. Diversas reviravoltas, romance e ação são a receita certa para você não desgrudar deste livro.

O livro tem um ótimo acabamento com grandes orelhas, capa fosca e letras em verniz que dão todo um clima noturno sanguinário para nossa história de lobisomens.

Rosana Rios e Helena Gomes já escreveram juntas outras obras como Conexão Magia, que você pode ler a resenha aqui no blog e são recomendadíssimas aqui pela nossa equipe. 

O livro tem várias cenas sanguinolentas, então não é indicado para um público mais infantil. Mas jovens leitores podem ler e desfrutar dessa saborosa leitura lobistica.



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