E viveram felizes para sempre

em 23 de abril de 2021


Autor: Julia Quinn

Editora: Arqueiro 

Gênero: Ficção Histórica, Romance

Série: Os Bridgertons Vol. 9

Páginas: 320


Após oito volumes, Julia Quinn volta a família Bridgerton a pedido dos fãs para mostrar mais um pouco de cada personagem.

Neste volume vemos 8 contos inéditos sobre os pares tão amados que aprendemos a conhecer nos livros da série, assim como cada conto é iniciado por um depoimento de Julia sobre o que achava que faltava mostrar sobre cada história.

Nesta coleção que agora vira série na Netflix, somos apresentados a família Bridgerton onde a mãe Violet tem o sonho de casar todos os oito filhos na alta sociedade.


A cada livro somos apresentados há um filho: Daphne (O Duque e Eu), Anthony ( O Visconde que me amava), Benedict (Um perfeito cavaleiro), Colin (Os segredos de Colin Bridgerton), Eloise (Para Sir Phillip, com amor), Francesca ( O Conde Enfeitiçado), Gregory ( Um Beijo Inesquecível ) e Hyacinty ( A caminho do Altar ).

Após conhecermos todos e seus pares, acabamos nos apaixonando por um ou outro casal, Pessoalmente meus preferidos são Anthony e Kate, Colin e Penélope e Eloise e Phillip.

Os contos são muito divertidos por revisitarmos o dia de casal após anos de casamento. Afinal todos os livros acabam com um epilogo de futuro, mas sempre ficamos com o gostinho de quero mais. E Julia Quinn sabe encantar o leitor magistralmente.

Esse livro é indicado a todos que gostaram da série de livros. A seguir confiram o trailer da primeira temporada da série que é a adaptação do primeiro livro O Duque e Eu


Quadrinhos da minha estante #14

em 20 de abril de 2021

 

kombi 95

Autor: Thiago Ossostortos

Editora: Astral Cultural | Selo: Plot!

Gênero: Quadrinhos, Ficção

Páginas: 128

Hoje vou falar de um quadrinho que me causou um estranhamento inicial, mas que depois me trouxe uma grata surpresa e sensação de viagem no tempo para a década de 90.  Kombi 95 conta a aventura de um grupo de amigos da grande São Paulo na década de 90. O recorte da história deles se passa no exato ano de 95, quando surgiu um rumor/boato (versão analógica das fake news) de que homens vestidos de palhaço andavam de kombi branca e sequestravam crianças para vender seus órgãos. Como essa notícia se espalhou por tabloides e foi contada mil vezes,  numa época pré internet, ainda não sabemos. Mas fato é que a kombi dos palhaços se tornou praticamente uma lenda urbana.

E é num misto de lembranças próprias e muita referência pop dos anos 90, que Thiago Ossostortos nos trouxe um quadrinho autoral, cheio de cores e nostalgia. Então simbora para a resenha? Simbora.

Em Kombi 95, encontramos com Foguinho, Gelinho, Umbigo e Lumbriga na periferia de SP. Sim, são esses os apelidos dos adolescentes que resolvem montar um grupo de defensores depois do sumiço de um dos garotos da vizinhança. Claro que esse lance de defensores ia dar ruim, né? Ao longo da história, os garotos descobrem quem nem tudo é o que parece ser.

Parte do estranhamento que comentei no começo desse post se deve ao tempo que levei para me adaptar à narrativa. Mas quando entendi o que estava acontecendo, acabei fluindo com os personagens. Demorei um pouco a me acostumar com o bombardeio de referências, que acabou fazendo com que o cenário e a própria época se tornassem, praticamente, personagens junto com os garotos, o que considero uma característica positiva do quadrinho.


O fechamento da história vem tranquila e sem alarde (exceto por um acidente bem triste com um dos personagens periféricos). E a resolução do desaparecimento do garoto é revelada somente para o leitor, e ficamos com a interrogação sobre que tipo de conclusão o grupo de amigos chegou.

Pelo teor de violência e desventuras desse quadrinho, a idade de leitura para ele é de +16. Muito embora acho que somente quem passou pela infância e adolescência nessa época é que vai viajar na leitura.

Vou ficando por aqui e...

até a próxima folks! 



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