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Estações de Caça - Haakon I

em 27 de outubro de 2015

Autor: Lauro Kociuba
Gênero: Ficção, Fantasia e Aventura
Páginas: 157 

Segundo volume do universo "Alvores",  em "Haakon I - Estações de Caça" somos apresentados a um passado místico em que humanos conviviam com seres mágicos e os Deuses agiam na Terra. Lauro Kociuba se inspirou nos vikings para criar mais um episódio fascinante desta série.

Haakon é o jovem filho de um casal viking em plena época das invasões na Inglaterra. Quem curte a série de TV "Vikings" ou mitologia nórdica vai se identificar imediatamente com o universo da trama. Toda a atmosfera da batalha e do dia a dia na sociedade está claramente demonstrado, bem como os cultos aos Deuses como Odin e  Frigga.

Logo no começo o pai de Haakon está em uma batalha enquanto sua esposa está em casa prestes a dar a luz, a mãe de Haakon faz seu parto sozinha conforme os costumes que foi ensinada em sua família. Embora ela não saiba, que aqueles costumes são na verdade uma  uma tradição mágica muito antiga e ligada aos elfos.

Conforme vai crescendo, Haakon experimenta uma infância saudável ao mesmo tempo diferente das outras crianças. Ele tem diversos sonhos e pesadelos com locais desconhecidos e após um tempo, percebe que possui uma rara vidência que o levará a encontrar sua herança mística através de uma profecia.

Nascido de um conto, Estações de Caça é apaixonante. Não existe outra forma de descrever, a leitura é fluida e me peguei a devorar as páginas rapidamente. Adoro a cultura nórdica e o autor mergulhou muito bem no universo através de cenas marcantes e ricas em elementos.


Embora seja o segundo volume da série "Alvores", não é necessário ler o primeiro volume antes, já que ambos se passam em épocas diferentes.  

Os três primeiros capítulos que narram o início do livro são um pouco confusos por terem pontos de vista de personagens diferentes, mas após a leitura, fica esclarecida a narrativa central dos acontecimentos nesta parte. 

Fora o desencontro inicial, a trama deslancha muito bem, sendo o final com um epílogo que nos deixa de propósito com a "pulga atrás da orelha" sobre um dos personagens e ansiosos para o próximo volume. 

Recomendado a todos que gostam de fantasia, ficção e aventura. Venham conhecer este volume e se apaixonar por Haakon e os vikings.

Você pode encontrar o o ebook na Amazon.

A Liga dos Artesãos

em 23 de outubro de 2015

“Suas Certezas são questionáveis,
o inesperado sempre é certo

e a dúvida não é uma opção.”


Autor: Lauro Kociuba 
Gênero: Fantasia | Ficção Brasileira
Páginas: 269
Editora: -


Eu já disse várias vezes aqui no Barato que não tenho preconceito literário. E aí surgiu a oportunidade de conferir o trabalho de um autor independente: Lauro Kociuba, paranaense gente boa e cheirador de fantasia, criador do universo Alvores. E... bem, foi assim que entrei para a Liga dos Artesãos e não saí mais de lá! XD

O livro nos apresenta Tales, um garoto descendente de elfos e humanos e aprendiz de Aer’delo, um elfo que sonha em trazer de volta a glória de seus antepassados.  Digamos, que ele tem um plano mirabolante para realizar sua vontade. E sobre isso é só o que posso falar.

Depois de uma noite em claro, de olho no General Shkrenee  e de levar um tiro de raspão na cabeça, Tales recebe a visita de um anão chamado Bro-Thum, dizendo que a vida do garoto corre perigo e que eles precisam fugir com urgência.


Com um olho no peixe e outro no gato, Tales aceita a proteção do anão suspeito e o segue por túneis inimagináveis sob a cidade de Curitiba. —  Isso mesmo: Curitiba, capital do Paraná, aqui no Brasil. — Nessa intrincada rede de túneis, o jovem meio-elfo-meio-humano descobre a existência de uma cidade subterrânea. Uma cidade de anões chamada Kur. E é bem aqui que as coisas começam a se desenrolar de verdade e conhecemos um pouco mais do universo Alvores criado por Lauro.



São quinze capítulos curtos, alinhados e certeiros. Aqui e ali, interlúdios para nos situar no tempo e espaço além de ajudar a entender os personagens e o que os movem.
Na Liga dos Artesãos, temos ação, lutas épicas, traços de SteamPunk, personagens clássicos de fantasia e RPG como elfos e anões, numa roupagem nacional e super dinâmica, fora um sem número de referências seja a livros de fantasia, seja a animes.  — Algumas partes me lembraram Evangelion, hehehe —

Essa leitura foi realmente uma experiência digna de nota: Não é segredo para ninguém que recentemente adquiri um kindle. E quando concluí a leitura no formato e-reader, decidi que precisava do livro físico. E não me arrependo de adquirir as duas versões: o livro tem ilustrações estilosas, uma capa linda e assaz enigmática, além das páginas cheirosas!



Meu personagem favorito — E creio que  seja um consenso entre as pessoas que já leram esse livro — é Marcel. Um moço que acreditava ser normal, apenas um cara que fazia música e havia nascido para ser mais um. Só que não. Ele é um bardo e sua música é poderosa, capaz de manipular elementos, inspirar sentimentos e reações em pessoas e outros seres mágicos.

O universo dos Anões é um caso à parte, com as várias classes de características específicas. Fiquei encantada com Dwa-Ella, rainha dos anões. Ela é simpática, forte, guerreira e decidida. Gostaria de saber mais sobre ela, que além de inteligente sabe bater como ninguém!

Uma das cenas mais dantescas, crudelíssimas e malignas do livro é uma passagem perto do final, onde aparece um pobre Troll das Montanhas — uma besta colossal, como dito no próprio livro —  acorrentado no teto de uma sala. Sério, o negócio é de arrepiar.

E depois de ler esse livro e de já ter passado por outros autores nacionais de fantasia, posso dizer com todas as letras: Sim gente, tem literatura de fantasia muito bem feita aqui nas nossas terras! Não se trata de um sentimento “literato-nacionalista”, mas de reconhecer quando um trabalho tem qualidade e características que o tornam único. Resumindo: Liga dos Artesãos não deixa nada a desejar quando assunto é fantasia nacional. E tenho dito. :D

Lauro Kociuba é autor independente e o livro que guia essa resenha é sua obra de estreia, financiada pela plataforma coletiva do Cartarse.  E talvez por isso, talvez não, o projeto gráfico de A Liga dos Artesãos seja tão bacana, saindo um pouco dos clássicos comerciais e apresentando o universo a que se propõe desde o início: Alvores é um universo inteiro. Tão grande que não cabe numa sinopse de contracapa e tão misterioso que é preciso dar um voto de confiança e ir além do símbolo marcado na capa. Simples assim.


Claro que, se tratando de um livro de estréia, não está perfeito. A partir do Capítulo "Vapor" tive a impressão de que os capítulos ficaram mais corridos. Sem contar que, desse mesmo capítulo em diante,  percebi várias repetições de palavras. No entanto, o universo é bem consistente e o livro é bem feito, com uma narrativa que busca MOSTRAR o que está acontecendo ao invés de simplesmente descrever. E acredite, isso faz cada minuto  de leitura valer  a pena! 


Chego ao final dessa resenha pensando: Poxa cara, que louco, que bacana! Graças ao crowdfunding  livros como esse podem existir. Se você não sabe o que é financiamento coletivo, sugiro que leia essa matéria aqui e fique por dentro da parada.

Baixe amostra do livro com ilustrações Aqui e conheça mais sobre o projeto Aqui.

Até a próxima folks!


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